Economia

CHOCOLATE

Preço do ovo de Páscoa espanta e campo-grandense opta por fazer o próprio ovo

Preço de um ovo de páscoa comprado equivale a quatro ovos produzidos em casa

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Época mais doce do ano, a Páscoa será celebrada no próximo domingo (9).

Mas, ao contrário da doçura da data, os preços dos ovos de Páscoa, tanto industrializados quanto caseiros, andam bem ‘salgados’.

Valor dos ovos de chocolate industrializados e caseiros estão nas alturas, e, algumas famílias não têm condições de comprar ou encomendar o produto. Com isso, a saída é produzir o próprio ovo em casa.

Em média, ovos caseiros variam de R$ 60 a R$ 120, dependendo do recheio (brigadeiro, beijinho, mousse de maracujá), peso do produto (250g, 375g e 500g) e tipo do chocolate (preto ou branco).

Pesquisa realizada pelo Correio do Estado, no supermercado Atacadão, em 5 de abril de 2023, revela que o ovo de Páscoa industrializado, de 220g/257g, varia de R$ 33,99 a R$ 70,91, dependendo da marca (Lacta, Nestlé, Ferrero Rocher), peso (350g/500g) e qualidade (Ouro Branco, Prestígio, Sonho de Valsa, Diamante Nedro, KitKat e Ferrero Rocher).

Veja o levantamento de preços de ovos industrializados:

Marca Peso Valor
Lacta ao leite 170g R$ 33,99
Ouro Branco - Lacta 359g R$ 39,99
Sonho de Valsa - Lacta 277g R$ 33,99
Laka (chocolate branco) - Lacta 175g R$ 33,90
Diamante Negro - Lacta 300g R$ 39,99
Prestígio - Nestlé 207g R$ 44,90
Alpino - Nestlé 337g R$ 48,90
Kit Kat - Nestlé 332g R$ 51,50
Ferrero Rocher  225g R$ 70,91

Veja o levantamento de preços de ovos caseiros:

Recheio Peso     Valor      
Mousse de Maracujá (ovo de colher) 250g R$ 80,00
Ferrero Rocher (ovo de colher) 250g R$ 80,00
Beijinho (ovo em pé) 350g R$ 85,00
Brigadeiro, maracujá, dois amores, ninho com Nutella (ovo de colher) 250g R$ 75,00
Kinder Bueno (ovo de colher) 250g R$ 80,00

Os preços citados acima pesam no bolso e não cabem no orçamento de algumas pessoas. Com isso, campo-grandenses preferem produzir o ovo de páscoa ‘do zero’ em casa: comprar os ingredientes, forma e embalagem e produzir o próprio produto.

A servidora pública estadual aposentada, Vania Pain, optou por fazer o próprio ovo do que encomendar e comprar em supermercados, em razão dos preços exorbitantes.

“Muito caro. Não dá para gastar com ovo de Páscoa este ano. Eu tenho um pouco de preguiça de fazer ovos de chocolate em casa, mas vou fazer um esforço este ano”, declarou.

Já a dona de casa, Maria Cristina Alves, de 77 anos, irá fazer ovos e bombons, com a ajuda dos netos, para dar para toda a família nesta Páscoa.

“Se eu mesma fazer, vai sair bem mais em conta. Eu sou aposentada, tenho muito tempo e disposição para fazer as coisas e não tem porque gastar com ovo de Páscoa, sendo que eu mesma posso fazer”, pontuou.

De acordo com a confeiteira Valdirene Alves, uma barra de chocolate de 1kg dá para produzir entre quatro e cinco ovos de 170g/240g cada.

Uma caixa de leite condensado e uma de creme de leite dá para rechear para dois ovos de 170g/240g cada.

De acordo com o levantamento de preços feito pelo Correio do Estado, uma barra de chocolate de 1kg, da marca Harald, custa R$ 22,90 no supermercado Atacadão.

Já a caixa de leite condensado, de 395g, da marca Piracanjuba, tem o valor de R$ 6,28. E o creme de leite, de 200g, da marca Italac, custa R$ 3,45.

A forma de silicone de 250g, utilizada para manusear o ovo, custa R$ 8,79 na Casa dos Doces.

Ou seja, para produzir quatro ovos de chocolate, de cerca de 200g cada um, é necessário uma barra de chocolate de 1kg, duas caixas de creme de leite, duas caixas de leite condensado e uma forma de silicone.

Com isso, o valor total investido para produzir quatro ovos de Páscoa, em casa, é de R$ 51,11.

Portanto, em questões financeiras, compensa mais produzir o próprio ovo de chocolate do que comprá-lo.

FAÇA VOCÊ MESMO

Consumidores optam por fazer ovos de chocolate em casa para economizar e escolher o ovo do sabor de sua preferência.

O Correio do Estado preparou o passo a passo de como fazer ovos de chocolate em casa, de colher e em pé. Confira:

Ovo em pé

Ingredientes:

  • Chocolate em barra (ao leite, branco, amargo ou meio amargo)
  • Recheio (beijinho, brigadeiro, mousse de limão/maracujá/morango, leite condensado, crocante, prestígio, nutella, paçoca, entre outros)
  • Forma de plástico ou silicione
  • Embalagem para envolver e decorar o ovo de Páscoa

Modo de preparo:

  1. Derreta o chocolate em banho-maria ou no micro-ondas. O objetivo é derreter e não cozinhar
  2. Passe o chocolate derretido em duas formas de plástico ou silicone
  3. Leve o produto à geladeira por 10 minutos, para que o chocolate derretido endureça
  4. Passe mais uma camada de chocolate
  5. Leve o produto novamente à geladeira por 10 minutos, para que a segunda camada de chocolate endureça
  6. Recheie o ovo de Páscoa 
  7. Passe mais uma camada de chocolate, tampando o recheio
  8. Leve o produto novamente à geladeira por 10 minutos, para que a terceira camada de chocolate endureça
  9. Se necessário, tire o produto da geladeira e passe mais uma camada de chocolate 
  10. Desinforme o ovo de Páscoa
  11. Retire o excesso de chocolate das bordas da forma de plástico/silicone
  12. Embale o ovo de Páscoa com o papel e decoração de sua preferência

Ovo de colher

Ingredientes:

  • Chocolate em barra (ao leite, branco, amargo ou meio amargo)
  • Recheio (beijinho, brigadeiro, mousse de limão/maracujá/morango, leite condensado, crocante, prestígio, nutella, paçoca, entre outros)
  • Forma de plástico ou silicione
  • Embalagem com colher para imobilizar o ovo 
  • Ingredientes para decorar o ovo, como granulado, coco ralado, brigadeiro, beijinho, bombom, frutas

Modo de preparo:

  1. Derreta o chocolate em banho-maria ou no micro-ondas. O objetivo é derreter e não cozinhar
  2. Passe o chocolate derretido em uma única forma de plástico ou silicone
  3. Leve o produto à geladeira por 10 minutos, para que o chocolate derretido endureça
  4. Passe mais uma camada de chocolate
  5. Leve o produto novamente à geladeira por 10 minutos, para que a segunda camada de chocolate endureça
  6. Desinforme o ovo de Páscoa
  7. Retire o excesso de chocolate das bordas da forma de plástico/silicone
  8. Coloque o ovo na embalagem com colher
  9. Recheie o ovo de Páscoa até a borda
  10. Decore o ovo, em cima do recheio, com ingredientes como granulado, coco ralado, brigadeiro, beijinho, bombom, frutas

Mobilização Bancária

Bancários de MS param por 24 horas nesta quinta após impasse com bancos

Em Campo Grande e em todo o Estado, 88,82% dos votantes aprovaram a paralisação; categoria cobra reajuste salarial, benefícios e melhores condições de trabalho.

19/08/2026 17h31

Mobilização dos bancários antecede paralisação de 24 horas marcada para esta quinta-feira (20).

Mobilização dos bancários antecede paralisação de 24 horas marcada para esta quinta-feira (20). Foto: Divulgação.

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Os bancários de Mato Grosso do Sul vão paralisar as atividades por 24 horas nesta quinta-feira (20), como parte de uma mobilização nacional da categoria em meio ao impasse nas negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Em Campo Grande e em todo o Estado, a suspensão dos trabalhos foi aprovada por 88,82% dos participantes de uma assembleia realizada nesta semana.

A mobilização ocorre em meio à Campanha Nacional dos Bancários de 2026 e tem como objetivo pressionar as instituições financeiras por avanços nas negociações.

Entre as principais reivindicações estão aumento real dos salários, reajuste dos benefícios, valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), melhores condições de trabalho e novas contratações.

A paralisação foi aprovada em assembleia virtual realizada na noite de segunda-feira (17) pelos trabalhadores da base do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Campo Grande e Região (SEEBCG-MS).

Na votação, 97,76% dos participantes rejeitaram a proposta apresentada pela Fenaban, enquanto 88,82% aprovaram a paralisação das atividades durante todo o dia 20 de agosto, acompanhada de manifestações.

A mobilização em Mato Grosso do Sul faz parte do Dia Nacional de Paralisação, organizado por entidades representativas dos bancários em diferentes regiões do país.

Negociações começaram em julho

As negociações entre a categoria e a Fenaban começaram em 2 de julho. Desde então, representantes dos trabalhadores e dos bancos vêm discutindo a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho e as reivindicações da campanha salarial deste ano.

O movimento ganhou força depois da sétima rodada de negociação. Na ocasião, conforme as entidades sindicais, a Fenaban não apresentou um índice de reajuste para salários e demais verbas e colocou na mesa propostas que provocaram reação dos trabalhadores.

Entre elas estava a possibilidade de criação de três faixas salariais com reajustes diferenciados, sem definição dos percentuais e dos critérios que seriam utilizados em cada grupo.

Outro ponto contestado foi a proposta de congelamento do piso de ingresso, que deixaria sem reajuste o salário inicial de novos bancários.

A rejeição foi expressiva também em outras regiões. Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 97,66% dos participantes votaram contra a proposta apresentada pela Fenaban e 89,34% aprovaram a paralisação desta quinta-feira.

Bancos recuam, mas paralisação é mantida

Depois das assembleias que aprovaram a mobilização, representantes dos trabalhadores e dos bancos voltaram à mesa de negociação na terça-feira (18).

Na nova rodada, a Fenaban recuou das propostas de reajustes diferenciados por faixas salariais e de congelamento do piso de ingresso, dois dos pontos que haviam provocado maior resistência entre os trabalhadores.

O recuo, entretanto, não foi suficiente para interromper a mobilização. As entidades sindicais mantiveram a paralisação desta quinta-feira e cobram avanços nos demais pontos da campanha.

A principal discussão continua relacionada à remuneração. Os trabalhadores reivindicam aumento real dos salários e das demais verbas, incluindo PLR, vale-alimentação e vale-refeição, além da valorização do piso salarial.

A categoria também defende a criação de um piso para trabalhadores da área de tecnologia da informação.

Categoria cobra contratações e melhores condições

A campanha salarial não se restringe às questões financeiras. Os bancários também reivindicam mudanças nas condições de trabalho dentro das instituições.

Entre as demandas estão o combate às chamadas metas abusivas, medidas contra o assédio no ambiente profissional e restrições ao monitoramento permanente dos funcionários por sistemas tecnológicos utilizados para acompanhar produtividade e resultados.

Os sindicatos afirmam ainda que é necessário ampliar o número de trabalhadores nas instituições financeiras. A reivindicação por novas contratações é apresentada como uma forma de reduzir a sobrecarga dos funcionários e, ao mesmo tempo, diminuir filas e melhorar o atendimento aos clientes.

Outro eixo da campanha envolve igualdade de oportunidades. A categoria reivindica medidas para reduzir diferenças salariais e ampliar as possibilidades de ascensão profissional para mulheres, negros, indígenas, pessoas com deficiência e integrantes de outros grupos historicamente sub-representados.

Na área de tecnologia, uma das propostas defendidas pelos trabalhadores é o fortalecimento de programas de qualificação e a ampliação da presença de mulheres nos departamentos de TI das instituições financeiras.

Bancários citam lucro bilionário do setor

Para justificar a cobrança por aumento real e melhores condições de trabalho, os sindicatos contrapõem as reivindicações aos resultados financeiros apresentados pelo setor bancário.

Dados divulgados pelas entidades representativas apontam que os bancos brasileiros registraram lucro de R$ 171 bilhões em 2025, dos quais aproximadamente R$ 124 bilhões ficaram concentrados nas cinco maiores instituições financeiras do país.

A presidenta do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região, Neide Rodrigues, argumenta que os resultados demonstram que as instituições têm condições financeiras de atender às reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.

A presidenta do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região, Neide Rodrigues, destacou que os lucros registrados pelos bancos demonstram, na avaliação da categoria, que as instituições financeiras têm condições de atender às reivindicações dos trabalhadores.

Segundo ela, os resultados são fruto do trabalho dos bancários e reforçam a cobrança por valorização e ganho real na campanha salarial.

Sindicatos apontam fechamento de agências

A redução da estrutura física das instituições financeiras também está entre as preocupações apresentadas pela categoria durante a campanha.

Conforme dados divulgados pelas entidades sindicais, o Brasil tinha 22.786 agências bancárias em 2015. Em 2026, o número teria caído para 13.291, uma redução de aproximadamente 42% em pouco mais de uma década.

Nos bancos privados, de acordo com os sindicatos, a redução da rede física teria chegado a 60%. Somente entre janeiro e maio deste ano, 941 agências teriam encerrado as atividades.

As entidades também afirmam que, desde 2025, o setor bancário acumula a eliminação de aproximadamente 93,3 mil postos de trabalho.

Atualmente, segundo os números apresentados pela categoria, 2.649 municípios brasileiros não possuem agência bancária pública ou privada, quantidade equivalente a cerca de 48% das cidades do país.

Para os sindicatos, a redução da presença física dos bancos afeta principalmente os clientes que têm maior dependência do atendimento presencial, entre eles idosos, pessoas de baixa renda e pequenos comerciantes.

Paralisação não é greve por tempo indeterminado

Apesar da mobilização nacional, a decisão tomada pelos bancários é, neste momento, por uma paralisação de 24 horas, e não por uma greve por tempo indeterminado.

Em Campo Grande e região, a interrupção está prevista para esta quinta-feira (20), enquanto as negociações entre a categoria e a Fenaban continuam.

Com a mobilização, clientes que pretendem procurar atendimento presencial devem ficar atentos à possibilidade de alteração no funcionamento das unidades atingidas pelo movimento.

A paralisação será utilizada pela categoria como instrumento de pressão por uma nova proposta dos bancos.

Mesmo após o recuo da Fenaban em relação ao reajuste por faixas e ao congelamento do piso de ingresso, os representantes dos trabalhadores mantêm a cobrança por avanços nas cláusulas econômicas e nas condições de trabalho.

LOTERIAS

Resultado da Dia de Sorte de ontem, concurso 1275, terça-feira (18/08): veja o rateio

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso.

19/08/2026 08h47

Confira o resultado do Dia de Sorte

Confira o resultado do Dia de Sorte divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1275 da Dia de Sorte na noite desta terça-feira, 18 de agosto de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 800 mil.

Premiação

  • 7 acertos - 1 aposta ganhadora, (R$ 792.939,02)
  • 6 acertos - 25 apostas ganhadoras, (R$ 3.406,48)
  • 5 acertos - 1.347 apostas ganhadoras, (R$ 25,00)
  • 4 acertos - 15.677 apostas ganhadoras, (R$ 5,00)

Mês da Sorte

Julho - 40.946 apostas ganhadoras, R$ 2,50

Confira o resultado da Dia de Sorte de ontem!

Os números da Dia de Sorte 1275 são:

  • 05 - 30 - 10 - 29 - 25 - 23 - 21 
  • Mês da sorte: 07 - Julho 

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1276

Como a Dia de Sorte tem seis sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quarta-feira, 19 de agosto, a partir das 20 horas, pelo concurso 1276. O valor da premiação está estimado em R$ 100 mil.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 19h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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