Economia

DESENVOLVIMENTO

Programa "MS Irriga" terá investimentos de R$ 38,8 milhões nos próximos quatro anos

Com problemas hídricos, agricultura e pecuária devem enfrentar desafios diante de gargalo no setor de energia elétrica

Continue lendo...

O Programa Estadual de Irrigação "MS Irriga", lançado durante evento na Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de MS), trouxe detalhes sobre a ampliação de 30% da agricultura irrigada no Estado. Conforme divulgado nesta terça-feira (23), o montante para a realização do plano de desenvolvimento, gira em torno dos R$ 38,8 milhões para os próximos quatro anos. 

Segundo o secretário e titular da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, um dos grandes desafios para aumentar a produção com ferramentas tecnológicas para a irrigação é a falta de distribuição de energia elétrica em algumas propriedades rurais de Mato Grosso do Sul. 

"O Estado não tem problema de oferta de energia, temos problemas com a distribuição dela. Cerca de 94% foi colocado em energia limpa e 6% em energia elétrica. Desse total, exportamos mais de 50%", analisa.

Pela análise do secretário, um exemplo claro é o projeto implantando em Ribas do Rio Pardo, em uma propriedade de cultivo de laranjas que abrange 5 mil hectares.

"O produtor vai ter fazer uma linha de quase 76 km de rede para energia e isso é um problema porque ele vai ter que arcar com metade do custo e a outra metade, por conta da concessionária. Então será um custo de R$ 12 milhões, ou seja, investimento grande, por não termos uma energia rural ativa no Estado", explica.

Atualmente MS tem 320.304 hectares de agricultura irrigada, com aumento de 63% entre 2015 e 2024. Somente com pivôs centrais são 84 mil hectares (902 pivôs) em 53 municípios, irrigando principalmente soja, milho e pastagens. Um edital para monitoramento de todas as áreas de irrigação em MS, será divulgado pela Semadesc nesta quarta-feira (24). 

Autoridades do governo estadual e representantes do setor de produção em MS - Foto: Gerson Oliveira | Correio do Estado 

O projeto em uma fazenda de 5 mil hectares, consome em energia elétrica que equivalente a quatro cidades de 10 mil habitantes. Ainda conforme Verruck, o prazo para que os produtores façam as instalações no sistema de energia é de 500 dias, seguindo as exigências da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) .

"Fizemos uma reunião com a concessionária de energia elétrica Energisa e representantes de outros setores nesta semana para tratar dos projetos de irrigação. Temos hoje muitos pivôs que funcionam a diesel e que muitas vezes não viabilizam o processo. Essa é uma discussão forte, esse processo pode ser um entrave para a produção. Projeto de energia chegou na propriedade, imediatidade será encaminhado à concessionária", finaliza.  

Investimentos para o setor 

Somente em 2024, o financiamento para irrigação foi priorizado pelo FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste) e já foram assinados contratos na ordem de R$ 138 milhões. 

Segundo o governo, a estimativa é que chegar a 4,7 milhões de hectares de área adicional irrigável sobre usos agropecuários no Estado. Deste montante 1,67 milhão de hectares podem ser intensificados com irrigação superficial em áreas de agricultura de sequeiro e 2,86 milhões de hectares de pastagens têm potencial de conversão para agricultura irrigada com água superficial.

O lançamento contou com a presença do governador do Estado, Eduardo Riedel e foi apresentado pelo secretário da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação ) Jaime Verruck e pelo secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável Rogério Beretta.

O evento também teve participação do tesoureiro da Famasul, Frederico Stella, o secretário de Estado de Governo, Rodrigo Perez, representantes do Banco do Brasil, Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), IAGRO (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), Imasul (Instituto de Meio Ambiente), autoridades, produtores rurais, pesquisadores da Fundação MS, Embrapa e universidades. Na oportunidade foi assinada a resolução que homologa o Programa Estadual de Irrigação (MS IRRIGA).

Segundo Eduardo Lima, sócio-fundador do Sindicato Rural de Nova Andradina, é necessário que o Estado reveja as alíquotas sobre algumas commodities agrícolas.

"Precisamos competir tanto no mercado interno, como também nacional, com a igualdade de condições dos nossos vizinhos de estado. Outro ponto importante é o fomento e o incentivo para a instalação de agro indústrias, para valorizar e fomentar a produção de alimentos e culturas como tomate, ervilha, milho, frutas e tantas outras culturas podem ser exploradas em ambientes irrigados, criando novas oportunidades econômicas e reduzindo a dependência de poucas fontes", destaca. 

Assine o Correio do Estado 

 

LOTERIA

Resultado da Mega-Sena de ontem, concurso 3055, terça-feira (08/09): veja o rateio

A Mega-Sena realiza três sorteios semanais, terça, quinta e sábado, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso

09/09/2026 08h18

Arquivo

Continue Lendo...

A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 3055 da Mega-Sena na noite desta terça-feira, 8 de setembro de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 70 milhões.

Premiação

  • 6 acertos - Não houve ganhadores
  • 5 acertos - 54 apostas ganhadoras, (R$ 34.793,09)
  • 4 acertos - 2.787 apostas ganhadoras, (R$ 1.111,21)

Confira o resultado da Mega-Sena de ontem!

Os números da Mega-Sena 3055 são:

  • 36 - 43 - 48 - 11 - 49 - 01 

O sorteio foi transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pôde ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: Mega-Sena 3056

Como a Mega Sena tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre no quinta-feira,10 de setembro, a partir das 20 horas, pelo concurso 3056. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da Mega-Sena é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 6,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 6 dentre as 60 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar de 4 a 6 números.

Como jogar na Mega-Sena

A Mega-Sena paga milhões para o acertador dos 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas.

Para realizar o sonho de ser milionário, você deve marcar de 6 a 20 números do volante, podendo deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por 2, 3, 4, 6, 8, 9 e 12 concursos consecutivos (Teimosinha).

Assine o Correio do Estado

COMBUSTÍVEL

Expansão do gás nacional pode garantir abastecimento da UFN3

Aumento da oferta brasileira ocorre enquanto fornecimento boliviano perde força e cria alternativa para fábrica

09/09/2026 08h00

Foto: Mairinco de Paula/Correio do Estado

Continue Lendo...

A expansão da oferta de gás natural no Brasil deverá ter papel estratégico para garantir o abastecimento da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3), em Três Lagoas, justamente em um momento em que Mato Grosso do Sul enfrenta a redução do fornecimento do combustível pela Bolívia.

Com novos projetos de produção e escoamento, a oferta de gás no País deve crescer cerca de 50% na próxima década, passando de 58 milhões de metros cúbicos para 87 milhões de metros cúbicos por dia entre este ano e 2035, conforme dados citados pelo jornal O Globo.

O aumento abre espaço para que consumidores industriais de grande porte, como a futura fábrica de fertilizantes, sejam abastecidos por gás produzido no Brasil.

A mudança ganha importância diante da trajetória do gás boliviano.

O Correio do Estado já mostrou que o volume enviado ao Estado caiu para entre 10 milhões de metros cúbicos e 12 milhões de metros cúbicos por dia, muito abaixo dos 30 milhões de metros cúbicos diários que chegaram a ser transportados pelo Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol).

A perspectiva é de continuidade da redução, com possibilidade de encerramento das importações até 2030.

A UFN3, que deverá entrar em operação em 2029, foi originalmente planejada em um cenário de forte dependência do gás boliviano. A fábrica foi projetada para consumir de 2,3 milhões de metros cúbicos a 2,5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, utilizado como matéria-prima para produzir amônia e ureia.

QUEDA

O cenário atual, porém, é diferente daquele existente quando o projeto foi concebido.

A queda da produção boliviana chegou a colocar em dúvida a capacidade de abastecimento da unidade e, em 2022, o risco chegou a ser de a UFN3 operar inicialmente apenas como misturadora de fertilizantes, sem utilizar o gás para fabricar amônia e ureia.

Posteriormente, a avaliação do governo do Estado passou a considerar outras alternativas para garantir o combustível.

Em abril, o gerente-executivo de projetos de desenvolvimento da Produção e Descomissionamento da Petrobras, Dimitrios Chalela Magalhães, afirmou ao Correio do Estado que a redução da produção boliviana não deveria impedir a operação da fábrica.

“Se, eventualmente terminar o gás vindo da Bolívia, nós usamos o novo gás que vai estar na malha brasileira”, explicou. “A gente reverte o fluxo, e coloca o gás para dentro da UFN3”, acrescentou Magalhães, que é responsável pela obra de retomada da fábrica de fertilizantes.

Agora, o crescimento da produção brasileira acrescenta essa possibilidade de substituir gradualmente a dependência do gás importado por molécula produzida no País.

A reportagem de O Globo destaca que novos projetos, especialmente no pré-sal, devem elevar significativamente a disponibilidade nacional. Entre os empreendimentos estão o projeto Raia, na Bacia de Campos, e novas plataformas previstas para Sergipe e Alagoas.

EXPANSÃO

A expansão da oferta nacional é importante porque a UFN3 não utiliza o gás apenas como fonte de energia. O combustível é a matéria-prima do processo industrial que transforma o gás em amônia e, posteriormente, em ureia.

A unidade de Três Lagoas terá capacidade para produzir cerca de 3.600 toneladas de ureia e 2.200 toneladas de amônia por dia. A produção poderá reduzir a necessidade brasileira de importar fertilizantes nitrogenados, em um mercado no qual o País ainda depende fortemente do produto estrangeiro.

A localização da fábrica também favorece a estratégia. Três Lagoas está próxima de importantes áreas produtoras de grãos do Centro-Oeste e do Sudeste, regiões que concentram parte relevante da demanda por fertilizantes.

A mudança na matriz de fornecimento ocorre, portanto, em um momento em que Mato Grosso do Sul precisa se adaptar ao fim de um ciclo.

Durante décadas, o gás boliviano foi uma das principais fontes de abastecimento do Estado e também uma importante fonte de arrecadação.

A redução das importações já provocou perda bilionária de receita para os cofres estaduais. Em 2025, o Estado importou cerca de US$ 807,9 milhões em gás natural, contra US$ 2,289 bilhões em 2015.

Nesse cenário, o avanço da produção brasileira ganha importância não apenas para a indústria estadual, mas especificamente para a UFN3. A fábrica que nasceu dependente do gás boliviano poderá iniciar sua operação em um mercado com maior participação do gás nacional.

A mudança reduz o risco de que a queda da produção boliviana se transforme em um novo obstáculo para o funcionamento da unidade e coloca a expansão do gás brasileiro como uma das peças para viabilizar a produção de fertilizantes em Três Lagoas.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).