Economia

TAXA DE IMPORTAÇÃO

Redução de imposto de arroz e feijão não deve chegar aos supermercados

É a segunda vez que o governo adota a medida para aumentar a oferta dos produtos no País e tentar frear a inflação

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Entrou em vigor na quarta-feira (1º) a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) proposta pelo governo federal para alguns produtos. Entre os alimentos, foram reduzidas as alíquotas de importação sobre o arroz, o feijão, a carne e outros produtos básicos.

A principal intenção do governo é aumentar a oferta dentro do País para tentar conter a escalada da inflação. Conforme analistas, essa redução não deve chegar às gôndolas dos supermercados, porque o Brasil é autossuficiente na produção da maioria dos alimentos.

Desde a semana passada, os produtos citados tiveram redução de 20% da taxa de importação. Foram incorporados 10% de queda na alíquota que se somam aos 10% já inseridos em novembro de 2021.

Um levantamento feito pelo Correio do Estado junto ao Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) de Mato Grosso do Sul mostra que o impacto da primeira ocasião de redução dos impostos de importação dos alimentos até hoje não chegou às prateleiras.

Supervisora técnica e economista do Dieese, Andreia Ferreira, comenta que durante esse tempo os preços até aumentaram. “Estamos mexendo na variável do imposto, mas isso pouco influencia no preço final”, ressalta.

De acordo com o Dieese, em 12 meses, de abril de 2021 até o mesmo mês de 2022, o arroz teve pequena redução de 7,30%, mas feijão e carnes apresentaram altas de 9,52% e 10,13% respectivamente.

No recorte feito a partir da entrada em vigor da primeira redução do IPI, a variação de preços quase não existiu no caso do arroz, apresentando alta de 0,93%. Carne e feijão encareceram ainda mais, com altas de 3,32% e 17,37%, respectivamente.

COMPETITIVIDADE

A normativa vale até 31 de dezembro de 2023 e é considerada uma proposta boa por parte de alguns economistas. É o caso do doutor em economia Michel Constantino. Ele diz que medidas como essa aumentam a competitividade de produtos no mercado interno.

“A redução tem o objetivo de incentivar a compra internacional desses produtos da cesta de consumo do brasileiro para aumentar a oferta interna, com isso, aumenta a concorrência e os preços podem baixar”, analisa.

Segundo ele, essa já é uma prática adotada na venda de outros produtos.

“No âmbito do Mercosul, principalmente com a Argentina, isso funciona muito bem. Exemplo disso é o caso do milho. Os efeitos são concorrência e redução de preços”.

A medida abrange bens como feijão, carne, massas, biscoitos, arroz, materiais de construção, entre outros da Tarifa Externa Comum (TEC) do bloco.

Esses itens já haviam tido uma redução de 10% em novembro do ano passado, conforme a Resolução Gecex nº 269/2021.

Assim, somando-se a nova medida à medida anterior, mais de 87% dos códigos tarifários da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) tiveram a alíquota reduzida para 0% ou reduzida em um total de 20%.

Além desses itens, foram reduzidas as alíquotas de quase 6 mil produtos.

Em entrevista para a TV Brasil, Lucas Ferraz, Secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, afirmou que há uma necessidade da redução que passa pela alta da inflação notada no começo deste ano.

“[Isso é] proveniente de um cenário global bastante adverso, que já vinha causando perturbações nas cadeias de suprimentos internacionais, com repercussões na inflação global, em função da recuperação pós-Covid-19, e adquire contornos ainda mais preocupantes com a guerra entre Rússia e Ucrânia”, resume.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na metade de cada mês, apresentou acumulado no ano de 4,93%. Essa é a maior marca para um mês de maio desde 2015.  

ESTRATÉGIA

Apesar de a medida ser comemorada, o secretário-executivo da Economia, Marcelo Guaranys, admitiu que o corte tarifário “não necessariamente” será repassado para os preços de hoje, mas a chegada de bens importados aumentará a concorrência no Brasil e deve segurar novos aumentos.

Isso porque o Brasil é autossuficiente na produção destes três itens.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção total de feijão (incluindo as variedades e cores, preto e caupi) deverá atingir 3,1 milhões de toneladas, enquanto que o consumo interno é estimado em 2,85 milhões de toneladas.

No caso do arroz, o mesmo pode ser observado. A produção brasileira dá conta do consumo, e grande parte dos produtores mundiais, como Vietnã e China, produz variedades não tão aceitas no mercado brasileiro.

“Há uns três anos, os produtores nacionais de arroz diminuíram a área total cultivada, pois consideravam o preço bom e não aumentariam a produção porque não temos mercado para isso. Dessa forma, o excedente acaba de sendo exportado”, relata Andreia.

A carne bovina segue o mesmo caminho.

A produção brasileira e de MS é tão grande que a mercadoria é mais exportada e é um dos principais itens da balança comercial do Estado. 

2,85 milhões de toneladas de feijão 

De acordo com a Conab, a produção total de feijão (incluindo as variedades e cores, preto e caupi) deverá atingir 3,1 milhões de toneladas, enquanto que o consumo interno é estimado em 2,85 milhões de toneladas.

Energia elétrica

Aneel recomenda aumento de 12,61% na conta de luz em Mato Grosso do Sul

Decisão final será tomada na próxima terça-feira, com impacto para 1,15 milhão de consumidores da Energisa MS

03/04/2026 04h00

Conta de luz deve ficar mais cara no mês que vem

Conta de luz deve ficar mais cara no mês que vem Gerson Oliveira

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O reajuste médio da tarifa de energia elétrica dos 1,15 milhão de consumidores atendidos pela Energisa MS, em 74 municípios sul-mato-grossenses, deve ser quase 10 vezes maior que o do ano passado e ficar seis vezes acima da inflação registrada em Campo Grande. 

A área técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) recomendou um aumento médio de 12,61% este ano, enquanto em 2025 foi de 1,33%. Já a inflação entre fevereiro de 2025 e o mesmo mês deste ano subiu 2,13%.

Embora este deva ser o índice médio, a Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica (STR) da autarquia apresentou no processo de reajuste os porcentuais que servirão como subsídios para as tarifas residências e industriais, que serão diferentes. 

Os consumidores de baixa-tensão deverão pagar 12,49% a mais pela energia consumida, enquanto os de alta-tensão devem ter um aumento maior, de 12,88%, segundo a planilha apresentada no dia 30 de março, às 17h57min, pela STR. 

Estes porcentuais podem sofrer alterações no relatório a ser votado. É que a decisão final sobre o porcentual vai ser dada na terça-feira, às 9h, quando a diretoria colegiada da Agência vai se reunir para analisar o relatório da diretora Agnes Maria de Aragão da Costa, com os novos valores tarifários começando a vigorar a partir do dia seguinte, na quarta-feira. 

Este porcentual recomendado pela área técnica é quase 10 vezes maior que o reajuste médio do ano passado, quando a diretoria colegiada da Aneel aprovou, no dia 8 de abril, os índices para a Energisa MS. À época, o porcentual médio foi de 1,33%, porém, o de baixa-tensão ficou em 0,69% e o de alta-tensão, em 3,09%.

Custos

De acordo com a Aneel, os custos que mais impactaram o reajuste da Energisa MS em 2025 foram os gastos com atividades de distribuição de energia elétrica e pagamento de encargos setoriais. Na planilha da área técnica não são explicados os motivos de o aumento ser muito maior este ano.

Em relação à inflação, o aumento deve ser seis vezes maior, já que o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses, entre fevereiro de 2025 e fevereiro deste ano, último dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em Campo Grande, foi de 2,13%.

Numa prévia da inflação do mês passado, divulgada pelo IBGE, o IPCA-15 estava acumulado em 3,9% nos últimos 12 meses (de março de 2025 a março deste ano). 

Outras praças

Em março, a diretoria da Aneel aprovou aumento médio de 14,07% na tarifa de energia elétrica cobrada pela Enel Distribuição Rio (Enel RJ), que atende cerca de 2,79 milhões de unidades consumidoras no estado. O índice médio da alta-tensão ficou em 19,84% e da baixa tensão, em 14,23%.

Já a revisão tarifária, também realizada no mês passado, da Light Serviços de Eletricidade S.A., que atende mais de 3,96 milhões de unidades consumidoras em 31 municípios fluminenses, elevou em média 8,59% a tarifa. Para a alta-tensão o reajuste foi de 13,46% e para a baixa-tensão, de 6,56%.

Revisão x Reajuste

A revisão tarifária periódica (RTP) e o reajuste tarifário anual (RTA) são os dois processos tarifários mais comuns previstos nos contratos de concessão, de acordo com a Aneel.

O processo de RTP é mais complexo. Nele são definidos o custo eficiente da distribuição (Parcela B), as metas de qualidade e de perdas de energia e os componentes do Fator X para o ciclo tarifário. 

Já o processo de RTA é mais simples e acontece sempre no ano em que não há RTP. Nesse processo, é atualizada a Parcela B pelo índice de inflação estabelecida no contrato (IGP-M ou IPCA) menos o fator X (IGP-M/IPCA – Fator X). 

Em ambos os casos, são repassados os custos com compra e transmissão de energia e os encargos setoriais que custeiam políticas públicas estabelecidas por meio de leis e decretos.

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LOTERIA

Resultado da Dia de Sorte de hoje, concurso 1196, quinta-feira (02/04)

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 19h; veja quais os números sorteados no último concurso

02/04/2026 20h07

Confira o resultado do Dia de Sorte

Confira o resultado do Dia de Sorte divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1196 da Dia de Sorte na noite desta quinta-feira, 2 de abril de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 1,3 milhão.

Confira o resultado da Dia de Sorte de hoje!

Os números da Dia de Sorte 1196 são:

  • 19 - 22 - 21 - 07 - 17 - 12 - 24
  • Mês da sorte: 05 - maio

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1197

Como a Dia de Sorte tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre no sábado, 4 de abril, a partir das 21 horas, pelo concurso 1197. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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