Economia

UFN3

Retomada de fábrica de fertilizantes fica para 2021

Petrobras lançou em fevereiro edital para a venda da indústria, mas o processo não avançou

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A retomada do projeto da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3) termina mais um ano sem avanços. Em fevereiro, a Petrobras anunciou um novo processo de venda da fábrica, localizada em Três Lagoas. A previsão era de que as negociações tivessem fim em 2020, mas os planos ficaram para o ano que vem.  

O titular da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, disse que a gestão estadual fica frustrada com mais um ano que o projeto não avança.  

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“Chegamos ao fim do ano mais uma vez com a Petrobras não conseguindo players para que assumam a UFN3. Então nós tivemos uma frustração do processo licitatório competitivo estabelecido”, analisa Verruck.  

Conforme já noticiado pelo Correio do Estado, a previsão era de que as negociações tivessem fim em novembro passado. De acordo com o secretário, o processo de retomada continua sendo importante para o Estado.  

“Continua na nossa base, estamos conversando com o mercado. Obviamente, quanto mais isso demorar mais investimentos essa fábrica precisa para retomar, e isso nos preocupa. Mas volto a dizer, acho que é um empreendimento viável, necessário ao País, mas neste momento tivemos essa frustração pública em relação à UFN3, vamos entrar no novo ano com uma nova discussão sobre ela”, considerou.  

HISTÓRICO

As obras da UFN3 tiveram início em 2011. Ela integrava um consórcio composto por Galvão Engenharia, Sinopec (estatal chinesa) e Petrobras. No início da década passada, quando foi lançada, a planta estava orçada em R$ 3,9 bilhões.  

Depois da Operação Lava Jato, em que os responsáveis pela Galvão foram alvo de delações premiadas e envolvidos em denúncias de corrupção, as obras pararam. A Petrobras absorveu todo o empreendimento e acabou ficando com a parte das outras integrantes do consórcio.  

As obras da unidade foram paralisadas em dezembro de 2014 por ilegalidades apontadas pela Operação Lava Jato, com 83% da indústria já concluída.  

Quatro anos depois, em 2018, a subsidiária da Petrobras foi colocada à venda com a Araucária Nitrogenados (Ansa),  fábrica localizada na Região Metropolitana de Curitiba (PR). A comercialização em conjunto inviabilizou a concretização do negócio.  

No meio do ano passado, a gigante russa de fertilizantes Acron havia fechado acordo para a compra da empresa. Caso o negócio fosse concluído com sucesso, as obras do empreendimento estavam programadas para recomeçarem em 2020.  

O cronograma divulgado pelo governo do Estado na época apontava que a finalização das tratativas aconteceria em agosto, posteriormente em outubro e findou com o anúncio da Petrobras no dia 26 de novembro de que o negócio não foi concluído.  

Como já noticiado pela reportagem, o principal motivo para que o contrato não fosse firmado foi a crise boliviana que culminou na queda do ex-presidente Evo Morales.  

Além de ser o fornecedor oficial do gás natural matéria-prima para o funcionamento da fábrica, a estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) era sócia com 12% do negócio, com opção de ampliar a participação para 30%.

Verruck explicou que a crise na Bolívia foi o grande entrave para o fechamento do negócio, mas o fato de a venda ser em conjunto e de a matéria-prima não ser fornecida pela Petrobras também influenciou no fim das negociações.

NOVA OPORTUNIDADE  

A nova oportunidade de venda da UFN3, anunciada em fevereiro pela estatal brasileira, oferece ao mercado a unidade de forma individual, e não mais em conjunto com a Ansa. A expectativa é de que desta maneira mais compradores entrem na briga.

Segundo o governo do Estado, a empresa russa novamente demonstrou interesse em concluir o negócio na oportunidade.

O preço não foi divulgado pela Petrobras, mas o potencial comprador, depois de se enquadrar em todos os critérios de compliance (não estar inscrito em cadastros negativos nacionais e internacionais e nem envolvimento com corrupção) deverá ter capital superior a US$ 600 milhões (R$ 3,39 bilhões).

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MATO GROSSO DO SUL

Lula relança obra abandonada há 11 anos e tira UFN3 do papel

Empresas já se instalam no município antes do início das obras; investimento para a conclusão da fábrica é de R$ 5 bilhões

25/06/2026 08h00

Mairinco de Pauda/semadesc

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Após mais de uma década de paralisação, a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3), em Três Lagoas, volta oficialmente à agenda de investimentos da Petrobras. Hoje, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa da cerimônia que marca a retomada do empreendimento, ocasião em que a estatal assinará os contratos com as empresas vencedoras das licitações responsáveis pela conclusão da fábrica.

O evento representa um marco para um projeto que se tornou símbolo das obras inacabadas no País. Iniciada em 2011, a unidade teve os trabalhos interrompidos em 2014, quando já apresentava elevado porcentual de execução.

Agora, com investimento superior a R$ 5 bilhões e apoio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), a Petrobras prevê iniciar as atividades de campo ainda neste mês. 

A operação plena da fábrica está prevista para o primeiro semestre de 2029, conforme já havia adiantado o Correio do Estado em abril.

O projeto inicial do governo federal era de iniciar as operações da fábrica neste ano, mas, em decorrência da demora de todo o processo de retomada, o presidente vem a MS para lançar a obra no último ano de seu terceiro mandato. 

Além de Lula, participam da solenidade a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e outras autoridades federais, estaduais e municipais.

A retomada ocorre em um momento em que o governo federal busca ampliar a produção nacional de fertilizantes e reduzir a dependência brasileira de importações, principalmente após as crises internacionais que afetaram o fornecimento de insumos agrícolas.

“Vai ser uma visita para acompanhar a retomada da obra, até porque recentemente ele participou da inauguração/retomada de operações de uma outra fábrica da Petrobras, a Fafen-BA [Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia]”, disse o deputado federal Vander Loubet ao Correio do Estado.

RETOMADA

Embora as obras tenham permanecido paralisadas por mais de uma década, a estrutura da UFN3 não foi abandonada. A Petrobras manteve ao longo desse período uma equipe responsável pela preservação dos equipamentos e sistemas já instalados.

Motores, instrumentos, válvulas e demais componentes que serão utilizados nos processos de produção de amônia e ureia passaram por procedimentos contínuos de manutenção para evitar deterioração e garantir condições de reaproveitamento.

O gerente de Projetos da Petrobras, Dimitrios Chalela Magalhães, afirmou que a estatal pretende aproveitar praticamente toda a estrutura existente. “A UFN3 foi muito bem preservada durante esse tempo. Vamos aproveitar a totalidade do que já está pronto”.

Os primeiros sinais da retomada já podem ser observados em Três Lagoas. Conforme apurou o Correio do Estado, a Engeko Engenharia, uma das empresas vencedoras do processo licitatório, já instalou escritório no município para dar suporte às atividades que serão iniciadas nas próximas semanas.

A movimentação reforça a expectativa criada na cidade em torno do empreendimento, que há anos é visto como um dos principais vetores de diversificação industrial de Mato Grosso do Sul.

A Petrobras dividiu a conclusão da unidade em 11 pacotes de contratação.

IMPACTO

A construção da UFN3 deverá gerar entre 7 mil e 8 mil empregos no pico das obras, além de milhares de vagas indiretas nos setores de comércio, serviços, alimentação, hospedagem e transporte.

O empreendimento também deve impulsionar a arrecadação municipal e movimentar a economia de Três Lagoas, cidade que já concentra alguns dos maiores investimentos industriais.

O desafio, contudo, será encontrar trabalhadores suficientes para atender à demanda. Mato Grosso do Sul enfrenta atualmente escassez de mão de obra qualificada em diversos setores, situação agravada pela expansão simultânea de grandes projetos industriais, especialmente na cadeia da celulose.

Quando entrar em operação, a UFN3 terá capacidade para produzir fertilizantes nitrogenados, sendo 3.600 toneladas de ureia e 2.200 toneladas de amônia por dia.

Segundo a Petrobras, a unidade será capaz de atender aproximadamente 15% da demanda nacional de fertilizantes. Somada às demais plantas, a produção poderá suprir até 30% do consumo brasileiro de nitrogenados.

A companhia prevê ainda uma etapa intermediária antes da operação plena. Em 2027, deverá entrar em funcionamento o chamado “balcão de ureia”, permitindo a comercialização do produto antes da conclusão definitiva da fábrica.

Com isso, a retomada da UFN3 deixa de ser apenas uma promessa anunciada em diferentes governos e passa a entrar, efetivamente, na fase de execução.

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Em 2027

Governo projeta gastar entre R$ 500 mi e R$ 1 bilhão com a Copa feminina no Brasil

O valor final, no entanto, ainda será definido nos próximos meses

24/06/2026 23h00

Divulgação

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O Governo Federal trabalha com uma estimativa de orçamento entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão para a organização da Copa do Mundo Feminina de futebol, que será realizada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. O valor final, no entanto, ainda será definido nos próximos meses.

Nesta quarta-feira, 24, um evento em Miami, nos Estados Unidos, marcou a contagem regressiva de um ano para a abertura da competição. Estiveram presentes Jill Ellis, ex-treinadora bicampeã mundial e atual responsável pelo escritório de futebol feminino da Fifa, a ex-jogadora Aline Pellegrino, diretora de legado e relações institucionais da Copa do Mundo Feminina, e o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro.

"O governo brasileiro trabalha hoje com um planejamento para aportar recursos na Copa do Mundo. Estamos falando de toda estrutura de segurança, mobilidade, comunicação, redes e outros elementos operacionais. A estimativa é de um investimento entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão", disse Cordeiro.

O ministro ressaltou que o valor definitivo será conhecido mais adiante, mas afirmou que a projeção inicial já contempla uma parte importante do legado que o País pretende deixar para o futebol feminino.

"Isso só será confirmado efetivamente mais adiante, mas essa é a projeção inicial para viabilizar a realização do evento no Brasil", afirmou. Há até a possibilidade de ficar abaixo dos R$ 500 milhões. Esses gastos não contemplam o que governos estaduais e prefeituras aportarão.

Segundo ele, parte dos recursos será destinada a investimentos em infraestrutura voltados especificamente ao desenvolvimento da modalidade.

"Há alguns investimentos em infraestrutura, como a construção de centros voltados especificamente para a formação de jogadoras de futebol. Além do legado sociocultural, que passa por uma mudança de mentalidade para aproximar o futebol masculino e o feminino, teremos também esse legado estrutural, com a criação de centros de treinamento de referência para a prática do futebol feminino no Brasil", disse.

A Fifa estima colocar na competição US$ 800 milhões. Oito cidades receberão as partidas do Mundial, todas elas sedes da Copa do Mundo masculina de 2014: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Recife, Salvador e Fortaleza. O calendário detalhado, com a distribuição dos jogos, será divulgado nos próximos meses. A abertura deve acontecer em São Paulo, enquanto a final será disputada no Maracanã.

"Esse trabalho, toda essa logística de preparação do País para a Copa do Mundo, acontece há bastante tempo. O Brasil está preparado. A infraestrutura que ficou como legado de 2014 está pronta. Nós temos oito cidades-sede espalhadas pelas cinco regiões do País", afirmou Cordeiro.

O ministro também revelou que a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) iniciou um estudo para mensurar o impacto econômico e turístico da competição.

"Estamos falando da movimentação do turismo, da rede hoteleira, dos restaurantes e de toda a cadeia econômica envolvida", disse.

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