Economia

Valor inicial

Salário de MS é 25,7% inferior à maior remuneração média paga no Brasil

Levantamento do Caged mostra diferença acentuada entre os estados brasileiros no 1º semestre do ano

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Com média de R$ 1.831,53 de salário inicial pago em Mato Grosso do Sul, trabalhadores recebem R$ 471,67 (25,7%) a menos do que os que moram em São Paulo, que tem a maior média salarial do País. Os dados são um recorte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e referem-se ao primeiro semestre deste ano.

Entre as três maiores médias salariais, São Paulo ocupa o primeiro lugar do ranking, com maior base salarial para novos contratos, R$ 2.303,20, seguido pelo Rio de Janeiro e por Goiás, ambos com remuneração inicial de R$ 2.120,32.

Nesse contexto, Mato Grosso do Sul ocupa o 11º lugar entre as unidades federativas (UFs) do País, logo abaixo do Espírito Santo, com remuneração inicial de R$1.835,04, obtendo diferença mínima no comparativo com os capixabas. 

O mestre em Economia Lucas Mikael comenta que é preocupante o contexto de inferioridade em relação à disparidade econômica. “Isso pode ter implicações importantes para o padrão de vida e o desenvolvimento regional a longo prazo”.

Mikael ressalta ainda que as diferenças são motivadas por fatores sociais e políticos, incluindo diferenças no custo de vida.

“Estados com custo de vida mais alto tendem a oferecer salários mais altos para compensar os maiores gastos, assim como o nível de desenvolvimento regional, em que a infraestrutura mais desenvolvida, educação de qualidade e melhor acesso a serviços tendem a ter empregos mais bem recompensados”.

A diferença de Mato Grosso do Sul para outros estados também pode ser explicada pelo mínimo regional. Estados como Paraná e São Paulo têm legislação específica para definir o piso salarial mínimo. 

O economista Eduardo Matos complementa frisando que a discrepância em relação a MS se deve não apenas a um fator, mas a uma série de variáveis. 

“Em primeiro lugar, o dinamismo econômico. Se notarmos as regiões que melhor remuneram os trabalhadores, vemos que são locais com grande número de empresas, o que gera concorrência entre elas por mão de obra, obrigando-as a terem salários mais atrativos”, aponta.

No âmbito regional, o economista salienta que, historicamente, o salário no Estado é mais baixo do que o de UFs do Sudeste e Sul.

“Também é mais baixo do que a média do Centro-Oeste, em compensação, temos um dos menores custos de vida da região, e comparando com os grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro, o custo de vida sul-mato-grossense é demasiadamente mais baixo”, afirma Matos.

Os economistas apontam que a redução dessas diferenças requer esforços conjuntos tanto do setor público quanto do setor privado de Mato Grosso do Sul, para que seja promovido um desenvolvimento mais equilibrado.

REGIÕES

Ao considerar o Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul figura na penúltima posição (R$ 1.831,53), com a menor base salarial para iniciantes no mercado de trabalho, ficando à frente apenas do Distrito Federal com R$ 1.777, 01.

Já no ranking de melhores pagamentos para a região estão: Goiás, com R$ 2.120,32, e Mato Grosso, com R$1.962,15.

O levantamento do Caged aponta também a divergência acentuada entre regiões, com destaque para o Sudeste e Sul do País, onde a disparidade é menor no comparativo entre as localizações geográficas.

Sobre o panorama, Matos destaca um dos fatores que corroboram a situação.

“Adicionalmente, o custo de vida no Sudeste e parte do Sul [destaque para SC] é mais elevado do que nas demais regiões, por isso, o salário deve compensar, até mesmo para atrair trabalhadores de outras regiões”, pondera o economista.

Ainda falando sobre o patamar mais elevado em outras regiões brasileiras, Matos ressalta que o grande número de empresas e o ambiente empresarial plural, com muitos setores de atuação e até mesmo mais intensivos em tecnologia, “implicam uma maior demanda de profissionais, sendo esses mais qualificados, que por norma devem ser mais bem remunerados”.

Os marcadores do Caged para o sexto mês do ano mostram que no Sudeste a média inicial é de R$ 2.165,83, e na Região Sul, R$1.960,98. A Região Nordeste obteve a menor média salarial no semestre, de R$ 1.722,29.

AUMENTO

Na comparação nacional, ao considerar a maior e a menor média, a variação entre os salários é de 45,6%, considerando que São Paulo (R$ 2.303,24) tem a maior média e a Paraíba tem a menor (R$ 1.581,49), os dois extremos da pesquisa, que resultam em diferença de R$ 721,75. 

No Brasil, a média do salário inicial recebido pelos profissionais aumentou 2,5%, para R$ 2.015,04. A Região Centro-Oeste teve aumento de 4,40% na remuneração média no primeiro semestre de 2023, chegando a R$ 1.883,02.

“Na região, o aumento para esse recorte temporal se deve à atividade econômica, que está se aquecendo, fazendo com que as empresas optem por remunerar melhor e atrair mão de obra”, avalia Mikael e finaliza. 

“Outro ponto é justamente a baixa oferta de trabalhadores no mercado. Muitos setores estão sofrendo para contratar, como acontece em Ribas do Rio Pardo, onde há uma forte demanda por mão de obra especializada e pouca disponibilidade de profissionais”.
 

Energia elétrica

Aneel recomenda aumento de 12,61% na conta de luz em Mato Grosso do Sul

Decisão final será tomada na próxima terça-feira, com impacto para 1,15 milhão de consumidores da Energisa MS

03/04/2026 04h00

Conta de luz deve ficar mais cara no mês que vem

Conta de luz deve ficar mais cara no mês que vem Gerson Oliveira

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O reajuste médio da tarifa de energia elétrica dos 1,15 milhão de consumidores atendidos pela Energisa MS, em 74 municípios sul-mato-grossenses, deve ser quase 10 vezes maior que o do ano passado e ficar seis vezes acima da inflação registrada em Campo Grande. 

A área técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) recomendou um aumento médio de 12,61% este ano, enquanto em 2025 foi de 1,33%. Já a inflação entre fevereiro de 2025 e o mesmo mês deste ano subiu 2,13%.

Embora este deva ser o índice médio, a Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica (STR) da autarquia apresentou no processo de reajuste os porcentuais que servirão como subsídios para as tarifas residências e industriais, que serão diferentes. 

Os consumidores de baixa-tensão deverão pagar 12,49% a mais pela energia consumida, enquanto os de alta-tensão devem ter um aumento maior, de 12,88%, segundo a planilha apresentada no dia 30 de março, às 17h57min, pela STR. 

Estes porcentuais podem sofrer alterações no relatório a ser votado. É que a decisão final sobre o porcentual vai ser dada na terça-feira, às 9h, quando a diretoria colegiada da Agência vai se reunir para analisar o relatório da diretora Agnes Maria de Aragão da Costa, com os novos valores tarifários começando a vigorar a partir do dia seguinte, na quarta-feira. 

Este porcentual recomendado pela área técnica é quase 10 vezes maior que o reajuste médio do ano passado, quando a diretoria colegiada da Aneel aprovou, no dia 8 de abril, os índices para a Energisa MS. À época, o porcentual médio foi de 1,33%, porém, o de baixa-tensão ficou em 0,69% e o de alta-tensão, em 3,09%.

Custos

De acordo com a Aneel, os custos que mais impactaram o reajuste da Energisa MS em 2025 foram os gastos com atividades de distribuição de energia elétrica e pagamento de encargos setoriais. Na planilha da área técnica não são explicados os motivos de o aumento ser muito maior este ano.

Em relação à inflação, o aumento deve ser seis vezes maior, já que o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses, entre fevereiro de 2025 e fevereiro deste ano, último dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em Campo Grande, foi de 2,13%.

Numa prévia da inflação do mês passado, divulgada pelo IBGE, o IPCA-15 estava acumulado em 3,9% nos últimos 12 meses (de março de 2025 a março deste ano). 

Outras praças

Em março, a diretoria da Aneel aprovou aumento médio de 14,07% na tarifa de energia elétrica cobrada pela Enel Distribuição Rio (Enel RJ), que atende cerca de 2,79 milhões de unidades consumidoras no estado. O índice médio da alta-tensão ficou em 19,84% e da baixa tensão, em 14,23%.

Já a revisão tarifária, também realizada no mês passado, da Light Serviços de Eletricidade S.A., que atende mais de 3,96 milhões de unidades consumidoras em 31 municípios fluminenses, elevou em média 8,59% a tarifa. Para a alta-tensão o reajuste foi de 13,46% e para a baixa-tensão, de 6,56%.

Revisão x Reajuste

A revisão tarifária periódica (RTP) e o reajuste tarifário anual (RTA) são os dois processos tarifários mais comuns previstos nos contratos de concessão, de acordo com a Aneel.

O processo de RTP é mais complexo. Nele são definidos o custo eficiente da distribuição (Parcela B), as metas de qualidade e de perdas de energia e os componentes do Fator X para o ciclo tarifário. 

Já o processo de RTA é mais simples e acontece sempre no ano em que não há RTP. Nesse processo, é atualizada a Parcela B pelo índice de inflação estabelecida no contrato (IGP-M ou IPCA) menos o fator X (IGP-M/IPCA – Fator X). 

Em ambos os casos, são repassados os custos com compra e transmissão de energia e os encargos setoriais que custeiam políticas públicas estabelecidas por meio de leis e decretos.

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LOTERIA

Resultado da Dia de Sorte de hoje, concurso 1196, quinta-feira (02/04)

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 19h; veja quais os números sorteados no último concurso

02/04/2026 20h07

Confira o resultado do Dia de Sorte

Confira o resultado do Dia de Sorte divulgação

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A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1196 da Dia de Sorte na noite desta quinta-feira, 2 de abril de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 1,3 milhão.

Confira o resultado da Dia de Sorte de hoje!

Os números da Dia de Sorte 1196 são:

  • 19 - 22 - 21 - 07 - 17 - 12 - 24
  • Mês da sorte: 05 - maio

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1197

Como a Dia de Sorte tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre no sábado, 4 de abril, a partir das 21 horas, pelo concurso 1197. O valor da premiação vai depender se no sorteio atual o prêmio será acumulado ou não.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

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