Economia

NOVAS REGRAS

Servidor poderá usar consignado para abater gastos com cartão de crédito

Limite é de 5% da margem consignável para amortizar despesas do cartão

G1

14/03/2016 - 19h06
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Os servidores públicos federais podem solicitar, a partir desta segunda-feira (14), o limite de 5%, do total da margem consignável da remuneração mensal (35%), para a amortização de despesas contraídas por meio de cartão de crédito, informou o Ministério do Planejamento. Esse limite também poderá ser utilizado em saques por meio do cartão.

As regras estão detalhadas em decreto publicado no "Diário Oficial da União" desta segunda. O crédito consignado é aquele com desconto na folha de pagamentos, mediante autorização dos servidores. No caso dos servidores públicos federais, seus aposentados e pensionistas, a lei estabelece um limite para esta finalidade (margem consignável), de, no máximo, 35% de sua remuneração.

Segundo o secretário de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, a medida vai possibilitar que o servidor possa pagar, com juros mais baixos, as dívidas do cartão.

"A novidade é abrir a margem de no máximo 5% da remuneração do servidor para que ele possa amortizar despesas contraídas por meio do cartão com uma taxa melhor que a taxa usualmente praticada pelos fundos rotativos de cartão de crédito. Ele vai poder trocar, por uma dívida mais barata, uma dívida que hoje ele paga mais caro", explicou Mendonça.

Além do servidor público, o decreto regulamenta também a margem consignável dos empregados públicos cuja folha de pagamento seja processada por meio do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (SIAPE).

Esse grupo é composto pelos anistiados do Governo Collor, os servidores do Hospital das Forças Armadas e alguns agentes de endemias, conhecidos como Mata-Mosquitos. Para estes, a margem consignável é de 40%, sendo que a novidade é que, desse total, 5% passa a ser exclusivo para amortização de despesas com o cartão, informou o Ministério do Planejamento.

Pesquisa

Três universidades de MS aparecem entre as mais empreendedoras do Brasil

A UFMS ficou em 11º lugar no ranking nacional e em 2º lugar no recorte por região. UFGD e a UEMS também apareceram na lista

16/03/2026 14h01

UFMS ficou em 2º lugar na região Centro-Oeste

UFMS ficou em 2º lugar na região Centro-Oeste Divulgação

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Três universidades públicas de Mato Grosso do Sul aparecem em destaque no Índice de Instituições de Ensino Superior Empreendedoras (IESE) 2025, estudo da Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior) sobre as instituições de ensino superior mais empreendedoras do país.

Foram pesquisadas 92 universidades e ouvidos 34 mil estudantes de todas as regiões do Brasil.

O estudo reúne pesquisas de percepção discente e recortes por dimensão, como cultura empreendedora, inovação, extensão, internacionalização, infraestrutura e capital financeiro, mostrando como universidades e institutos federais de todo o Brasil se estruturam para estimular o empreendedorismo, inovação, extensão e protagonismo estudantil.

No ranking nacional, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) aparece em 11º lugar no ranking. O Estado também tem a Fundação Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em 35º, e a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em 44º.

Já no recorte regional, a UFMS aparece em 2º lugar entre as mais bem avaliadas da região Centro-Oeste, a UFGD em 4º e a UEMS em 6º. 

UFMS ficou em 2º lugar na região Centro-OesteRanking regional / Fonte: IESE

Entre as informações coletadas para a elaboração dos rankings, estão avaliações dos estudantes sobre a infraestrutura da universidade, empreendedorismo, a postura empreendedora discente e docente, matriz curricular e a adesão e permanência de alunos na universidade. 

Para a reitora da UFMS, Camila Ítavo, a colocação da universidade reforça a importância de fortalecer a cultura empreendedora dentro da UFMS. 

“Na UFMS, o empreendedorismo é entendido como parte da formação acadêmica, estimulando a inovação, o pensamento crítico e o protagonismo dos estudantes. Parabenizo especialmente as equipes envolvidas, as empresas juniores e todos os estudantes, docentes e técnicos que constroem diariamente este ecossistema, transformando conhecimento em soluções com impacto para a sociedade”, destacou. 

A UFMS possui o programa UFMS Júnior, para fortalecer o empreendedorismo entre os estudantes da Universidade, que podem adquirir experiências no mercado de trabalho. 

Atualmente, o programa é composto por 20 empresas juniores reconhecidas de diversos cursos de graduação vinculados à UFMS de Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Três Lagoas e do Pantanal. 

“Mesmo um servidor público, quando tem a cultura empreendedora incorporada, consegue desempenhar suas funções de uma maneira muito mais benéfica. O mesmo acontece com quem atua como contratado ou CLT em uma empresa privada. Desenvolver essa competência contribui diretamente para o crescimento da sociedade”, afirmou o diretor da Agência de Inovação da UFMS, Saulo Moreira. 

Hoje, o programa Brasil Júnior possui mais de 28 mil jovens empreendedores de 1,6 mil empresas juniores distribuídas em todo o País.

O Top 10 nacional foi composto pelas seguintes universidades: 

  1. Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
  2. Universidade de São Paulo (USP)
  3. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
  4. Universidade Federal de Itajubá (Unifei)
  5. Universidade Federal de Viçosa (UFV)
  6. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  7. Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
  8. Universidade Federal de Lavras (UFLA)
  9. Universidade do Vale do Taquari (Univates)
  10. Universidade de Brasília (UnB)

“Mais do que mostrar posições, o IESE ajuda a tornar mais visível o impacto que a educação empreendedora pode gerar dentro e fora das instituições. Quando a gente olha para esses resultados, o que aparece não é só desempenho, mas a capacidade de formar jovens com repertório para transformar realidades, propor soluções e contribuir de forma concreta com o desenvolvimento do país”, disse Vithória Rodrigues, presidente executiva da Brasil Júnior.


 

Comércio exterior

Equipamentos para megafábrica levam Finlândia a liderar importações de MS

Compra de caldeiras pela Arauco para unidade em Inocência fez país nórdico superar a Bolívia nas importações de fevereiro

16/03/2026 05h00

Perspectiva dos equipamentos da Valmet para a Megafábrica da Arauco

Perspectiva dos equipamentos da Valmet para a Megafábrica da Arauco Reprodução

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Pela primeira vez em mais de duas décadas, a Bolívia deixou de ser o país do qual Mato Grosso do Sul mais importa produtos. Pelo menos em fevereiro, um improvável parceiro comercial nórdico ultrapassou os vizinhos sul-americanos no ranking de importações de MS, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

A Finlândia foi o maior parceiro comercial de Mato Grosso do Sul para importações em fevereiro. Ao todo, foram comprados US$ 126,1 milhões do país europeu no mês passado, ultrapassando a Bolívia, de onde foram comprados US$ 68,3 milhões em produtos.

Os compradores desses produtos são um só e são grandes players em suas áreas de atuação. O importador dos bens produzidos na Finlândia foi a Arauco, multinacional chilena que está levantando, em Inocência, a sua primeira megafábrica de celulose do Brasil e que, quando pronta, será a maior planta processadora de celulose em linha única do planeta.

Os US$ 126 milhões em equipamentos no mês passado referem-se a caldeiras para a planta processadora de celulose de fibra curta, que deve ficar pronta no fim de 2027. Ao todo, a Arauco planeja investir US$ 4,6 bilhões no Projeto Sucuriú, nome que leva a fábrica.

Os valores importados superaram as compras de outra gigante: a Petrobras. Desde que o gasoduto Bolívia-Brasil entrou em operação, no início dos anos 2000, a Petrobras tornou-se a maior importadora de Mato Grosso do Sul.

Nesta década, contudo, importa cada vez menos gás natural, visto que suas outras jazidas, sobretudo no pré-sal, têm dado conta da demanda interna e que – por falta de investimento – as jazidas bolivianas têm produzido cada vez menos.

Perspectiva dos equipamentos da Valmet para a Megafábrica da AraucoCaldeira da Arauco a caminho de Inocência/Divulgação

Em fevereiro, as importações da Arauco representaram uma fatia de 35,3% das compras do Estado, enquanto as compras de gás boliviano pela Petrobras representaram 18,8% das importações locais.

A expectativa é de que, no neste mês, o gás volte a liderar, uma vez que as caldeiras usadas na megafábrica da Arauco foram compradas em fevereiro. 

Elas são produzidas pela finlandesa Valmet, que fará todos os equipamentos da unidade.

Exportações

Na outra ponta da balança comercial, a celulose – justamente o produto que sairá da unidade da Arauco – continua liderando as vendas locais para outros países. Em fevereiro, as vendas de celulose representaram 31,5% do total de exportações, um total de US$ 251 milhões.

A carne bovina, por sua vez, mostra que tem se consolidado na vice-liderança de exportações neste início de ano. As vendas desse tipo de proteína animal representaram 21,8% das exportações locais: foram US$ 173,2 milhões.

A soja, que por um longo período no início desta década e na década passada foi o principal produto exportado pelo Estado, fica agora na terceira posição na balança comercial. Em fevereiro, teve participação de 15,2%  (US$ 121 milhões).

Quando se trata de destino das exportações, a China se mantém na liderança: 43,2% das exportações de fevereiro (US$ 343,8 milhões) têm o gigante asiático como destino. Os Estados Unidos aparecem em segundo, destino de 11,4% das exportações (US$ 90,9 milhões).

Os Países Baixos (Holanda) e a Itália, terceiro e quarto colocados, são as maiores portas europeias de entrada de produtos sul-mato-grossenses, e a maioria das compras é de celulose e de proteína animal. Os Países Baixos compraram US$ 33,2 milhões (4,2%) e a Itália, US$ 21,5 milhões (2,7%).

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