Economia

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Vietnã habilita frigorífico de MS para exportação de carne bovina

País asiático abriu o mercado para a proteína animal do Brasil em março de 2025

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As autoridades sanitárias do Vietnã concluíram o processo de avaliação técnica e habilitaram mais quatro estabelecimentos brasileiros para a exportação de carne bovina com osso e desossada.

Os novos estabelecimentos habilitados estão localizados em Rondônia (2), Mato Grosso do Sul (1) e Tocantins (1), somando-se a outros quatro já autorizados, situados em Goiás (3) e Mato Grosso (1).

Os dossiês técnicos apresentados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) foram avaliados e aprovados, comprovando o cumprimento dos requisitos sanitários e de inocuidade dos alimentos exigidos para a habilitação dos novos estabelecimentos.

O mercado vietnamita de carne bovina foi aberto em 2025, após décadas de negociação, no âmbito da missão oficial do Presidente da República a Hanói, que fortaleceu o diálogo bilateral e ampliou as oportunidades de inserção de novos produtos brasileiros naquele mercado. Com as novas autorizações, o Brasil passa a contar com oito plantas habilitadas, dobrando a capacidade atual de oferta e fortalecendo a presença da carne bovina brasileira em um dos países que mais têm expandido o consumo de proteína animal nos últimos anos.

Cabe ressaltar que esse avanço é fruto de intenso diálogo técnico e negocial, consolidando a parceria entre os dois países.

O Mapa seguirá atuando para ampliar o número de estabelecimentos habilitados e diversificar mercados, sempre com base na transparência, no robusto sistema oficial de inspeção e controle sanitário e na qualidade dos produtos brasileiros.

MATO GROSSO DO SUL

Volume de serviços cai 0,9% no pré-feriadão de fim de ano em MS

Balanço divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referente ao mês de novembro mostra que 17 das 27 Unidades da Federação pesquisadas tiveram recuo

13/01/2026 12h53

esde o pós-pandemia o segmento de informação e comunicação mostra

esde o pós-pandemia o segmento de informação e comunicação mostra "grande dinamismo" MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASI

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Divulgado nesta terça-feira (13) através do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) referente a de novembro de 2025 mostra que Mato Grosso do Sul registrou um recuo de quase um porcento no índice no mês que antecede os celebrações de Natal e Ano Novo. 

Conforme divulgado pelo Instituto, a PMS em novembro de 2025 anotou queda de 0,9% no volume de serviços prestados no Estado, enquanto o mês imediatamente anterior teve um aumento registrado de 5%.

No acumulado dos últimos doze meses, o índice medido pela Pesquisa Mensal de Serviços foi de 3,3% em outubro de 2024 para 4,5% em novembro de 2025. 

"Na série sem ajuste sazonal, no confronto com
novembro de 2024, o volume de serviços registrou alta de 6,2%. No indicador acumulado do ano, o volume de serviços mostrou aumento de 5,7% frente a igual período de 2024", indica o IBGE em nota. 

esde o pós-pandemia o segmento de informação e comunicação mostra "grande dinamismo"

PMS nacional

Nacionalmente, Mato Grosso do Sul aparece junto de outras 16 Unidades da Federação, das 27 pesquisadas, que regionalmente registraram queda  no volume de serviços em novembro de 2025, frente a outubro, na série com ajuste sazonal, acompanhando o decréscimo observado no resultado do Brasil (-0,1%).

A variação do volume de serviços no Brasil foi de 0,1% nesse mesmo período, figurando 20,0% acima do chamado nível "pré-pandemia", de fevereiro de 2020, e 0,1% abaixo do recorde da série histórica, alcançado em outubro de 2025. 

Nos números desse índice para o País, a variação negativa (-0,1%), de outubro para novembro de 2025, foi acompanhada por apenas duas das cinco atividades de divulgação: 

  • Transportes (-1,4%) e 
  • Informação e comunicação (-0,7%)

"Em contrapartida, houve altas em profissionais e administrativos (1,3%) e outros serviços (0,5%), com o primeiro acumulando um ganho de 1,6% nos últimos 2 meses, enquanto o último registrou um crescimento acumulado de 3,5% entre julho e novembro. Por sua vez, os serviços prestados às famílias (0,0%) ficaram estáveis neste mês", cita o IBGE.

Enquanto os melhores desempenhos entre as regiões ficaram com Estados como São Paulo (0,3%), Minas Gerais (1,1%), Pará (2,6%) e Pernambuco (1,3%), enquanto os principais impactos negativos ficaram por conta das seguintes Unidades da Federação: 

  1. (-1,4%) Rio de Janeiro 
  2. (-3,4%) Distrito Federal  
  3. (-1,5%) Bahia e 
  4. (-3,0%) Amazonas 

Gerente da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, Rodrigo Lobo analise o resultado nacional de novembro, indicando que o mesmo reflete uma certa "manutenção do setor de serviços em patamares elevados", tendo em visto que o último valor imediatamente anterior foi o topo da série histórica que começou em janeiro de 2011. 

"Para o mês de novembro, há um equilíbrio entre taxas negativas e positivas. O destaque no campo negativo fica no setor de transportes, pressionado pelo transporte aéreo, transporte rodoviário coletivo de passageiros, transporte dutoviário e logística de cargas", descreve ele. 

Segundo o especialista, desde o pós-pandemia o segmento de informação e comunicação mostra "grande dinamismo", diante de uma demanda crescente por consultoria em tecnologia da informação; desenvolvimento e licenciamento de softwares; tratamento de dados; provedores de conteúdo etc. 

"Os serviços de TI têm sido um dos motores do setor de serviços nos últimos anos e isso continua a se confirmar ao longo do ano de 2025", complementa Rodrigo Lobo.

 

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CONCESSÃO

Caducidade da Malha Oeste pode barrar indenização à Rumo e destravar leilão

Área técnica aponta abandono, acumula 74 autuações e defende retomada de processo para acelerar novo leilão da ferrovia

13/01/2026 08h40

Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A área técnica da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) recomendou a retomada do processo de caducidade, penalidade mais grave aplicada ao concessionário por descumprimento de obrigações contratuais ou legais, da concessão da Malha Oeste.

O procedimento pode barrar qualquer pagamento de indenização que venha a ser cobrada pela Rumo por alegados investimentos nos 1.973 km da linha férrea e, ao mesmo tempo, agilizar o leilão previsto para julho deste ano.

A decisão foi tomada no mês passado após a Gerência de Fiscalização de Infraestrutura e Serviços da autarquia constatar que, além de abandonar os bens imóveis, como estações, trilhos, dormentes e pátios, a Rumo também deixou de zelar pelos bens móveis. Ao todo, são 17 veículos sob responsabilidade da concessionária.

Nos documentos apresentados, a empresa apontou que “todos os veículos rodoviários estão com status ‘não localizado’, e todos têm o estado de conservação ‘inexistente’”, conforme consta no inventário dos bens móveis da concessão elaborado pela autarquia.

O relatório cita ainda que a inspeção verificou que a oficina de Manutenção de Locomotivas e Vagões e o Posto de Abastecimento de Campo Grande, no Indubrasil, estão “sem vigilância patrimonial, destruído, saqueado, com bens arrendados incendiados ou ausentes”.

Também foi registrado que um caminhão foi furtado sem que a concessionária desse baixa ou informasse aos órgãos competentes sobre o delito. O mesmo procedimento teria sido adotado em relação aos demais bens móveis, conforme constatou a gerência.

Em sua defesa, a Rumo alegou que o caminhão foi “realmente” arrendado e que, “em relação aos demais bens citados pela Cofersp, primeiramente vamos avaliar a situação patrimonial”. Sobre a oficina, afirmou que o local passou “um período sem monitoramento e, conforme apurado, continuará sem vigilância”.

De acordo com a gerência, os procedimentos que descumprem o contrato de concessão são agravados por outras quatro vistorias realizadas nos 1.793 km de bens imóveis. As inspeções resultaram em autuações por abandono entre Três Lagoas e Indubrasil, em Mato Grosso do Sul, e no ramal de Ponta Porã.

As irregularidades permitiram saques, alterações e abandono em prédios de estações, além de ocupação da faixa de domínio, falta de manutenção da linha férrea e o descumprimento da obrigação de substituir bens arrendados destruídos por outros nas mesmas condições de conservação ou ressarcir o bem.

MULTAS

Conforme já publicado pelo Correio do Estado, ao todo, a Rumo foi autuada 74 vezes em dois anos por descumprir o contrato de concessão, o que levou à interrupção do transporte de cargas por falta de trafegabilidade.

Com base nessa análise das condições da Malha Oeste, a gerência recomendou que a ANTT retome o processo de caducidade aberto em 2020, mas interrompido após propostas de relicitação e, posteriormente, de uma solução consensual.

Ambas foram barradas no ano passado pelo TCU, ao verificar que a concessionária pretendia devolver 1,6 mil km da malha e construir e reformar 491 km com rentabilidade garantida pelo transporte de celulose e minério de ferro. A proposta foi avaliada como uma nova licitação.

A retomada do processo faz parte da conclusão do inventário elaborado pelo técnico em regulação Flávio Nóbrega, com decisão validada por seus superiores.

No documento, ele afirma que “a postura adotada pela Concessionária, ao abandonar por completo os bens móveis arrendados” configura “grave descumprimento de obrigações legais e contratuais”.

Diante do encerramento do processo de relicitação, por decurso de prazo, e da solução consensual, em razão da suspensão determinada pelo TCU, foi recomendada à área técnica competente a avaliação “da possibilidade de revogação do sobrestamento do processo de caducidade”, que já se encontra na fase de análise das alegações finais.

Com a decretação da caducidade, a União ficaria desobrigada de pagar qualquer indenização à Rumo caso a concessionária alegue investimentos em trilhos, dormentes e edificações.

Além disso, poderia retomar a gestão da linha férrea de forma mais rápida, o que tende a facilitar o interesse pelo leilão previsto para julho deste ano.

No certame, serão ofertados 1.593 km por um período de 57 anos, com investimentos estimados em R$ 35,7 bilhões em trilhos, locomotivas e edificações, além de R$ 53,5 bilhões para a operacionalização, que inclui manutenção e veículos. O leilão foi planejado para ocorrer no mês seguinte ao término do contrato de concessão.

No mês passado, a ANTT também se reuniu com três empresas dos setores de mineração e celulose instaladas em Mato Grosso do Sul, quando apresentou a proposta de uma nova rotina de inspeções para garantir a prestação dos serviços pela futura concessionária.

O objetivo foi demonstrar que a vencedora da licitação terá de assegurar “as condições mínimas de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas”.

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