Divulgado nesta terça-feira (13) através do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) referente a de novembro de 2025 mostra que Mato Grosso do Sul registrou um recuo de quase um porcento no índice no mês que antecede os celebrações de Natal e Ano Novo.
Conforme divulgado pelo Instituto, a PMS em novembro de 2025 anotou queda de 0,9% no volume de serviços prestados no Estado, enquanto o mês imediatamente anterior teve um aumento registrado de 5%.
No acumulado dos últimos doze meses, o índice medido pela Pesquisa Mensal de Serviços foi de 3,3% em outubro de 2024 para 4,5% em novembro de 2025.
"Na série sem ajuste sazonal, no confronto com
novembro de 2024, o volume de serviços registrou alta de 6,2%. No indicador acumulado do ano, o volume de serviços mostrou aumento de 5,7% frente a igual período de 2024", indica o IBGE em nota.

PMS nacional
Nacionalmente, Mato Grosso do Sul aparece junto de outras 16 Unidades da Federação, das 27 pesquisadas, que regionalmente registraram queda no volume de serviços em novembro de 2025, frente a outubro, na série com ajuste sazonal, acompanhando o decréscimo observado no resultado do Brasil (-0,1%).
A variação do volume de serviços no Brasil foi de 0,1% nesse mesmo período, figurando 20,0% acima do chamado nível "pré-pandemia", de fevereiro de 2020, e 0,1% abaixo do recorde da série histórica, alcançado em outubro de 2025.
Nos números desse índice para o País, a variação negativa (-0,1%), de outubro para novembro de 2025, foi acompanhada por apenas duas das cinco atividades de divulgação:
- Transportes (-1,4%) e
- Informação e comunicação (-0,7%)
"Em contrapartida, houve altas em profissionais e administrativos (1,3%) e outros serviços (0,5%), com o primeiro acumulando um ganho de 1,6% nos últimos 2 meses, enquanto o último registrou um crescimento acumulado de 3,5% entre julho e novembro. Por sua vez, os serviços prestados às famílias (0,0%) ficaram estáveis neste mês", cita o IBGE.
Enquanto os melhores desempenhos entre as regiões ficaram com Estados como São Paulo (0,3%), Minas Gerais (1,1%), Pará (2,6%) e Pernambuco (1,3%), enquanto os principais impactos negativos ficaram por conta das seguintes Unidades da Federação:
- (-1,4%) Rio de Janeiro
- (-3,4%) Distrito Federal
- (-1,5%) Bahia e
- (-3,0%) Amazonas
Gerente da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, Rodrigo Lobo analise o resultado nacional de novembro, indicando que o mesmo reflete uma certa "manutenção do setor de serviços em patamares elevados", tendo em visto que o último valor imediatamente anterior foi o topo da série histórica que começou em janeiro de 2011.
"Para o mês de novembro, há um equilíbrio entre taxas negativas e positivas. O destaque no campo negativo fica no setor de transportes, pressionado pelo transporte aéreo, transporte rodoviário coletivo de passageiros, transporte dutoviário e logística de cargas", descreve ele.
Segundo o especialista, desde o pós-pandemia o segmento de informação e comunicação mostra "grande dinamismo", diante de uma demanda crescente por consultoria em tecnologia da informação; desenvolvimento e licenciamento de softwares; tratamento de dados; provedores de conteúdo etc.
"Os serviços de TI têm sido um dos motores do setor de serviços nos últimos anos e isso continua a se confirmar ao longo do ano de 2025", complementa Rodrigo Lobo.


