Esportes

FEBRE

Álbum da Copa agita campo-grandenses mesmo com preço "nas alturas"

Com 980 figurinhas e aumento acima da inflação, fãs terão que gastar mais de R$ 1 mil para completar edição deste ano

Continue lendo...

Lançado na última quinta-feira (30), o álbum da Copa do Mundo de 2026 está agitando os colecionadores de Campo Grande e deixa bancas “suando” para dar conta da alta demanda, mesmo com aumento acima da inflação em comparação com a edição anterior, em 2022.

Produzido e distribuído pela editora americana Panini desde 1970, o álbum é um dos itens mais esperados pelos colecionadores em ano de Copa do Mundo, consolidando-se como um dos maiores fenômenos de colecionismo no Brasil. Por essa edição ser a primeira com 48 seleções participantes, este é o maior álbum lançado pela empresa referente à competição, sendo necessárias 980 figurinhas para completar a coleção.

Acompanhado disso, a Panini também resolveu reajustar o preço dos itens, estabelecendo o valor de R$ 7,00 por pacote contendo sete cromos cada, ou seja, R$ 1,00 por figurinha. Em 2022, o pacote custava R$ 4,00, com cada envelope contendo cinco cromos (R$ 0,80 cada figura). 

O preço do próprio álbum também aumentou. Em 2022, a versão brochura (capa mole) custava R$ 12,90, enquanto a versão de capa dura custava R$ 44,90. Para a edição deste ano, a editora definiu a brochura em R$ 24,90 e o capa dura em R$ 74,90.

Em suma, em um cenário de muito otimismo, mesmo que o colecionador consiga completar o álbum trocando todas as figurinhas, sem ficar com nenhuma delas repetida, o preço total ainda ultrapassa R$ 1 mil. Na última Copa do Mundo, o custo era de R$ 550.

Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação acumulada no Brasil entre 2022 e 2025 ficou em cerca de 21%. Já o novo valor para completar o álbum de figurinhas teve um aumento de 81% se comparado à última Copa, o que representa um aumento bem acima da inflação no período.

Contudo, isso não significa que os colecionadores “pularam do barco”. Em conversa com Daniel Magalhães, proprietário da Banca Modular, que existe desde 2001 na Capital, ele revelou que os números são semelhantes aos da Copa do Mundo anterior e que muita gente ainda deve iniciar o álbum em breve, visto que o período de início de mês também deve favorecer isso.

“Creio que a cada ano tem mais gente colecionando, desde famílias que vão passando a tradição adiante, desde crianças que começam pelo estímulo dos outros amiguinhos na escola, ou adultos que conquistaram poder aquisitivo e aderem a hobbies mais custosos”, disse à reportagem.

Acerca dos novos valores, ele disse que o aumento já era esperado pelos colecionadores e que achou boa a ideia de conter mais figurinhas por envelope. “Como o álbum é maior, achei uma ideia inteligente o envelope vir com mais figurinhas. Pouquíssimas pessoas reclamaram do novo valor, porque nos três últimos anos os envelopes de álbum de futebol já custam R$ 1,00 por cromo. Os colecionadores não foram surpreendidos”, analisou.

Geovani Vegas, dono da Banca Elite, que conta com 22 anos de mercado, também disse que o aumento no preço foi pouco comentado pelos clientes. Porém, ele cita que a nova política da Panini em distribuir o álbum para tipos de estabelecimentos diferentes resultou em uma menor movimentação na banca este ano.

“Como a Panini fez questão de enfiar figurinhas em tudo quanto é canto, como padarias, lotéricas, lojas de ferramentas, mercados em geral e ainda receberam os produtos dois dias antes do que nas bancas, o início foi menor que a passada”, pontuou.

O jornaleiro ainda fala que a tradição deve superar o aumento dos preços nas próximas edições, especialmente em ano de Copa do Mundo. “Pessoal gosta demais. Eu vendia para guris, que agora são pais, e vendo para seus filhos. Isso é muito gostoso”, comentou.

Curiosidade

Pela primeira vez em quatro edições, não tem espaço dedicado à figurinha de Neymar, cuja convocação é uma das dúvidas de Carlo Ancelotti.

A Panini já havia descartado Neymar de outro produto que lançou para a Copa do Mundo, o Adrenalyn XL, uma coleção de jogo de cartas com 11 jogadores de cada nação que vai disputar o Mundial.

Também na página do Brasil, há o nome de Rodrygo, ausência certa no Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá porque rompeu o ligamento cruzado anterior e menisco do joelho direito.

A página é preenchida pelos seguintes jogadores:

Goleiros: Alisson e Bento.

Defensores: Marquinhos, Éder Militão, Gabriel Magalhães, Wesley e Danilo.

Meio-campistas: Bruno Guimarães, Lucas Paquetá e Casemiro.

Atacantes: Vinícius Júnior, Rodrygo, Luiz Henrique, João Pedro, Matheus Cunha, Gabriel Martinelli, Raphinha e Estêvão.

Assine o Correio do Estado

Copa do Mundo

Gigantes contra velozes: o contraste entre Tchéquia e África do Sul

Entre jogo aéreo e contra-ataques velozes, Tchéquia e África do Sul tentam aproveitar suas diferenças físicas na busca pela primeira vitória na Copa do Mundo 2026

17/06/2026 20h32

Foto: Divulgação FIFA

Continue Lendo...

Todo jogo da Copa do Mundo 2026 é um duelo de gigantes, mas alguns times são fisicamente mais gigantescos do que outros no sentido literal.

O confronto entre Tchéquia e África do Sul o primeiro da segunda rodada do torneio, pelo Grupo A colocará frente a frente dois elencos de estaturas e propostas físicas muito diferentes nesta quinta-feira, 18 de junho.

A Tchéquia tem 1,85m de média de altura e o sexto elenco mais alto dentre os 48 da competição. Embora tenham perdido por 2 a 1 para a República da Coreia na primeira rodada, os tchecos usaram um "latereio' (um lateral longo como um escanteio) para marcar de cabeça com Ladislav Krejci.

"Não somos monstros em termos de altura física [risos], mas temos jogadores suficientemente altos, sim", analisou o treinador Miroslav Koubek. O capitão Krejci, autor do gol no primeiro jogo, concordou: "O time todo tem qualidades muito fortes, e estamos conscientes de que enfrentaremos outros jogadores de elite."

A África do Sul, por outro lado, tem média de 1,78m de altura e o segundo elenco mais baixo do torneio (mais alto apenas que o da Arábia Saudita).

Porém, com a expulsão do meio-campista Sphephelo Sithole (1,97m) na primeira rodada, o elenco sul-africano se transforma no plantel mais baixo de toda a Copa do Mundo 2026.

Por isso, o treinador Hugo Broos está ciente do risco aéreo que precisará evitar contra a Tchéquia.

"O mais importante é analisar o que fizemos de errado contra o México. Perdemos na estreia [por 2 a 0] e agora já vamos enfrentar um adversário totalmente diferente. A Tchéquia tem um time muito duro e físico, então preciso montar um time com uma proposta diferente para enfrentá-los", explicou na véspera da partida.

"Sabemos o que aconteceu de errado no jogo contra o México. Se conseguirmos melhorar nossa estratégia com a bola no pé, teremos uma chance de vencer o jogo", completou.

O goleiro sul-africano Ronwen Williams também demonstrou preocupação com a estatura tcheca.

"O jogo de abertura já passou. Nós fizemos nossa lição de casa para as próximas partidas. É difícil porque o time deles é muito alto, então precisaremos ter cuidado com jogadas ensaiadas e aéreas dentro da área. Não temos o time mais alto, mas, se tivermos talento, vontade e coragem, as coisas vão ficar bem", analisou.

"Não queremos perder essa fé. Será difícil porque as duas seleções estão na mesma situação agora [após as derrotas na primeira rodada], então será uma luta. Talvez a derrota para o México tenha sido necessária para nós melhorarmos no torneio", disse Williams.

Naturalmente, a tendência é de que a África do Sul priorize o jogo por baixo, algo que sabe fazer bem nos contra-ataques velozes. Ou seja, mesmo se a Tchéquia tiver vantagem na estatura, pode correr riscos de formas diferentes se não tiver atenção com a bola no pé.

"Vamos ajustar a estratégia a esse novo oponente, que tem contra-ataques muito rápidos. Sabemos que a África do Sul é excelente na pressão para recuperação de bola, e são um time muito diferente do que enfrentamos na primeira rodada", alertou o tcheco Koubek.

Foto: Divulgação FIFA

Apesar do tom de cautela, o treinador disse que não há nervosismo de sua parte para o jogo.

"Nervoso? Não estou. Vamos dizer que estou sentindo uma tensão saudável. Apesar da derrota no primeiro jogo, ainda podemos mudar nossa sorte", afirmou o tcheco.

O treinador da África do Sul parece pensar parecido.

"Isso é parte do nosso trabalho. Quando perde, você é criticado; quando vence, é um rei.Quando nos classificamos para a Copa do Mundo, alguém disse que deveriam fazer uma estátua minha na África do Sul. Eu disse: ‘então façam de madeira, porque assim vai queimar mais fácil se eventualmente perdermos um jogo’. Será uma partida muito importante para nós", concluiu Broos.

Foto: Divulgação Fifa

 


 

Copa do Mundo

Ancelotti prepara mudanças na seleção brasileira contra o Haiti; saiba a provável escalação

Treinador italiano ficou insatisfeito com o que viu em campo no empate com a seleção marroquina

17/06/2026 18h02

Foto: Divulgação CBF

Continue Lendo...

Insatisfeito com o que viu diante do Marrocos na estreia da Copa do Mundo, Carlo Ancelotti prepara modificações na seleção brasileira para o duelo com o Haiti, na sexta-feira, às 21h30. O italiano comandou, nesta quarta-feira, o terceiro treino em preparação ao confronto e ensaiou mudanças.

Danilo, na lateral-direita, Fabinho, no meio de campo, e Matheus Cunha, no ataque, são os nomes mais cotados para entrar no time. Eles ocupariam as vagas de Ibañez, Casemiro e Igor Thiago.

Luiz Henrique também tem boas chances de começar entre os titulares no lugar de Lucas Paquetá, o que faria o treinador voltar a usar o esquema com quatro atacantes, do qual tanto gosta.

Raphinha e Gabriel Magalhães têm feito controle de carga e, por isso, não participaram de todo o treinamento de terça-feira. Ainda assim, ambos devem estar aptos para o confronto diante dos haitianos.

Certo é que Neymar, apesar de ter retornado ao campo, ainda está em transição física e não enfrenta o Haiti. Ele realizou atividades no gramado acompanhado do preparador físico Cristiano Nunes.

Dessa forma, o Brasil deve ir a campo contra o Haiti com a seguinte escalação: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Fabinho e Bruno Guimarães; Luiz Henrique, Raphinha, Matheus Cunha e Vini Jr.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).