Esportes

Publicado no Diário do Estado

Antes de concessão, Morenão já tem gasto de R$ 3,8 milhões só para planejar futuro

Decisão publicada no Diário Oficial prevê contratação de consultoria para desenhar modelo de exploração do estádio pela iniciativa privada

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Antes de definir quem vai administrar o Morenão, o Governo de Mato Grosso do Sul já vai gastar R$ 3,8 milhões apenas para planejar a concessão do estádio. A contratação da empresa Alvarez & Marsal Consultoria em Engenharia Ltda. foi publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (28).

O contrato, no valor de R$ 3.832.274, é destinado à estruturação e ao desenvolvimento do projeto que deverá definir como o Estádio Universitário Pedro Pedrossian será explorado pela iniciativa privada.

Na prática, o dinheiro não será usado para colocar arquibancadas de pé, recuperar o gramado ou liberar novos setores ao público. O valor é destinado aos estudos e à modelagem do futuro negócio. Etapa que antecede a definição do formato da concessão e uma eventual escolha da empresa que ficará responsável pela administração do estádio.

O gasto equivale a quase 23% dos R$ 16,7 milhões previstos para a nova etapa de revitalização do Morenão. Somados, os dois valores já ultrapassam R$ 20,5 milhões, antes mesmo da definição de qual empresa vai assumir a administração do estádio e do volume de investimentos que ainda será exigido da iniciativa privada.

A contratação foi feita por inexigibilidade de licitação, com a justificativa de que se trata de um serviço técnico especializado. Na prática, isso significa que o governo não realizou uma disputa entre várias empresas para escolher a contratada, por entender que o serviço possui características específicas que permitem a contratação direta.

NOVELA VELHA

A contratação da consultoria é mais um capítulo da longa tentativa de recuperar o principal estádio de Mato Grosso do Sul.

O histórico levantado pelo Correio do Estado mostra que o Morenão acumulou, nos últimos anos, obras interrompidas, promessas de reabertura e sucessivas discussões sobre quem deveria assumir a responsabilidade pelo estádio.

Em 2021, o Governo do Estado anunciou investimento de cerca de R$ 9 milhões para a reforma. O estádio acabou interditado em 2022 e a recuperação, que deveria ser concluída inicialmente em janeiro de 2023, avançou lentamente.

Em 2023, a previsão mudou e o governo passou a trabalhar com a promessa de conclusão até o fim de 2024. O prazo também não foi cumprido.

No ano passado, o Correio do Estado mostrou que, dos R$ 9,4 milhões destinados às obras, R$ 7,83 milhões ainda não haviam sido utilizados após três anos de interdição. Na mesma época, a Fapec estimou que seriam necessários R$ 38,9 milhões para concluir a recuperação do estádio, incluindo intervenções na estrutura e a instalação de cadeiras na área coberta.

Foi nesse cenário que o Governo do Estado passou a defender a transferência da gestão do estádio, então administrado pela UFMS. O processo se arrastou por mais de um ano entre reuniões, audiências e negociações até que a cessão fosse formalizada.

Já em 2026, uma nova etapa foi anunciada. O governo passou a trabalhar com R$ 16,7 milhões para obras de revitalização, enquanto a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul e a CBF assumiram outras frentes, como a recuperação do gramado. A meta é devolver o estádio ao calendário do futebol profissional em 2027.

Agora, entra na conta um novo contrato de R$ 3,8 milhões para preparar a terceira fase do projeto: a concessão à iniciativa privada.

R$ 3,8 MILHÕES 

O contrato com a consultoria não entrega, ainda, uma reforma pronta nem define qual empresa vai assumir o Morenão. A Alvarez & Marsal será responsável justamente por produzir os estudos necessários para responder questões que ainda estão em aberto.

Entre elas, estão o prazo da futura concessão, o modelo de exploração comercial, os investimentos que serão exigidos da iniciativa privada e as possibilidades de receita com eventos, camarotes, estacionamento, publicidade e naming rights.

O termo de cessão já prevê que a concessão poderá durar até 35 anos e abre caminho para a exploração comercial do estádio. O volume total de recursos que ainda será necessário, entretanto, permanece indefinido.

 

Nova mania

Corridas de rua caem no gosto dos campo-grandenses

Eventos se multiplicam e passam a reunir milhares de participantes na Capital

27/08/2026 08h05

Maratona de Campo Grande cresce a cada ano

Maratona de Campo Grande cresce a cada ano Foto: Gleison Nascimento

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Basta um par de tênis e o primeiro passo. Em Campo Grande, esse gesto simples deixou de ser apenas uma atividade individual e ajudou a criar um movimento que hoje ocupa parques, avenidas e ruas da cidade.

A Capital descobriu na corrida uma nova forma de encontro e, de quebra, passou a atrair grandes eventos, movimentar serviços e transformar a rotina de milhares de pessoas.

Os números ajudam a explicar o fenômeno. A Maratona de Campo Grande, criada em 2022, saltou de 1.115 inscritos na primeira edição para 4.552 inscritos em 2025.

Neste ano, a prova alcançou 5.311 inscritos nas provas de 5 km, 10 km, 21 km e 42 km, consolidando a Capital no circuito das corridas de longa distância.

Para Kassilene Cardadeiro, organizadora da Maratona de Campo Grande, a prova nasceu de uma ideia que foi além do desafio esportivo: colocar a Capital no mapa das grandes corridas brasileiras.

“Hoje, além de incentivar a saúde e o bem-estar, ela movimenta a economia e mostra como um evento esportivo pode gerar impactos positivos para toda a cidade”, afirma.

Neste ano, a prova passou a integrar o Circuito Brasil Gigante, que reúne oito grandes corridas do País, com Campo Grande como representante do Centro-Oeste.

O crescimento também transformou as provas em eventos capazes de atrair público de fora. Em levantamento da organização da Maratona de Campo Grande divulgado antes da edição de 2025, 35% dos participantes da edição eram de outras cidades, estados ou países, um fluxo que alcança hotéis, restaurantes, transporte e comércio.

A Corrida do Pantanal mostra outra dimensão desse avanço. Em 2025, o evento reuniu 25.020 inscritos, segundo pesquisa de perfil realizada pela Gerência de Turismo da Prefeitura de Campo Grande, tornando-se um dos maiores encontros esportivos do calendário local.

Há ainda as provas tradicionais, como a Corrida do Facho, realizada durante as comemorações do aniversário da Capital, e uma agenda cada vez mais frequente de circuitos, corridas noturnas e eventos promovidos por empresas e instituições.

A multiplicação dessas iniciativas passou a fazer da corrida não apenas uma modalidade esportiva, mas também uma forma de ocupar a cidade.

PERTENCIMENTO

Foi nesse cenário que surgiu o Dia do Corre (DDC), movimento gratuito e aberto ao público que transformou uma proposta ainda mais simples, em encontro mensal: correr 5 quilômetros pelas ruas de Campo Grande.

A primeira edição ocorreu no dia 20 de outubro de 2025, na Esplanada Ferroviária. Desde então, foram 11 encontros oficiais, além de edições especiais, com cerca de 2 mil participantes em cada edição e aproximadamente 20 mil pessoas impactadas pelo movimento.

Realizado sempre na primeira segunda-feira de cada mês, o DDC muda o percurso a cada edição e dispensa inscrição paga, competição, pódio ou medalha. A proposta é de reunir quem já corre e, principalmente, quem ainda precisa de um motivo para começar.Maratona de Campo Grande cresce a cada ano

Para Átilla Eugênio, fundador e diretor-executivo do DDC, ao lado de Eriberto Froza, Sandra Flores e Camila Ferreira, talvez esteja justamente aí a explicação para o crescimento.

“A gente só anunciou que ia correr. A pessoa vai porque se permite dar o primeiro passo para algo que pode fazer bem. Não cobramos posição, medalha ou desempenho. A pessoa vai para correr na sua essência, se divertir e estar com outras pessoas”, resume.

MUDANÇA DE ROTINA

Foi exatamente assim para o publicitário Kauê Duarte, de 25 anos. Ele chegou à segunda edição do DDC por convite de um amigo. Até então, ele nunca havia praticado corrida regularmente.

No percurso de estreia, completou seus primeiros 5 km, descobriu que conseguia correr mais do que imaginava e continuou.

“O Dia do Corre foi minha porta de entrada para esse mundo. Foi ali que percebi que era um esporte de que eu gostava e ao qual podia me dedicar. Hoje corro três vezes por semana, já fiz provas de 5 [km] e 10 km e agora estou me preparando para correr minha primeira meia-maratona”, conta.

A mudança, segundo ele, foi além do esporte. “Hoje tenho uma vida muito mais ativa. A corrida mudou minha rotina e a forma como penso na minha saúde. Eu não corro por pódio ou para bater tempo, corro por mim e pelo Kauê que quero ser no futuro”.

A personal trainer Danielle Leite, de 48 anos, corre desde 2013 e acompanhou essa transformação antes mesmo de a corrida virar um dos movimentos esportivos mais visíveis da cidade. Para ela, a mudança também está na forma como Campo Grande passou a receber os corredores.

O Parque dos Poderes, com o fechamento das vias aos domingos para priorizar corredores e ciclistas, é um dos exemplos dessa adaptação. “É um fenômeno esportivo. Fico feliz de ver que houve um olhar para a corrida e para o incentivo à atividade física”, avalia.

Para a jornalista Alanis Netto Lopes, de 25 anos, a força da corrida está justamente na facilidade de começar.
“Você calça seu tênis e vai. Simples assim. A corrida de rua é fácil de encaixar na rotina e, quando a cidade oferece estrutura e recebe grandes eventos, todo mundo ganha: a população, com saúde e lazer, e a cidade, com qualidade de vida e movimentação econômica”, diz.

Fica!

Mourinho fecha porta para saída de Endrick do Real Madrid: 'Não quero vendê-lo nem emprestá-lo'

Zagueiro Eder Militão e o atacante Rodrygo ainda se recuperam de lesão e continuam entregues ao departamento médico

25/08/2026 23h00

José Mourinho

José Mourinho Foto: Reprodução

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O futuro de Endrick nesta temporada europeia deve ser mesmo o Real Madrid. Quem revelou isso foi o técnico português José Mourinho durante entrevista coletiva realizada nesta terça-feira, véspera da partida da equipe merengue contra a Real Sociedad, em confronto válido pela LaLiga.

Fora do último amistoso do gigante espanhol na pré-temporada, contra o Schalke 04, e ausente na estreia do Campeonato Espanhol (vitória de 2 a 1 sobre o Espanyol), o destino do jovem atacante revelado pelo Palmeiras parecia estar encaminhado para mais um empréstimo. No entanto, na conversa com os jornalistas, o treinador deixou claro o seu pensamento sobre o atleta.

"Há um problema no músculo que afeta o tendão", iniciou. "É um caso leve de tendinite, apenas medidas preventivas para evitar um problema maior. Gosto muito do Endrick, houve muitas perguntas sobre ele, mas não quero vendê-lo nem emprestá-lo. Ele é muito talentoso", afirmou.

A ausência de Endrick das últimas sessões de treinamento do elenco principal aumentou a suspeita de que ele poderia ficar fora dos planos. Nesta coletiva, Mourinho fez questão de esclarecer qualquer tipo de dúvida.

Apesar do discurso do comandante, Endrick, no entanto continua sem data para estrear. Por causa do problema muscular, ele não tem presença confirmada entre os relacionados para , nesta quarta-feira, a equipe do Real Sociedad.

Outros dois brasileiros aumentar a lista de desfalques do Real Madrid para o seu segundo compromisso na competição. O zagueiro Eder Militão e o atacante Rodrygo ainda se recuperam de lesão e continuam entregues ao departamento médico.

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