Esportes

Nova mania

Corridas de rua caem no gosto dos campo-grandenses

Eventos se multiplicam e passam a reunir milhares de participantes na Capital

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Basta um par de tênis e o primeiro passo. Em Campo Grande, esse gesto simples deixou de ser apenas uma atividade individual e ajudou a criar um movimento que hoje ocupa parques, avenidas e ruas da cidade.

A Capital descobriu na corrida uma nova forma de encontro e, de quebra, passou a atrair grandes eventos, movimentar serviços e transformar a rotina de milhares de pessoas.

Os números ajudam a explicar o fenômeno. A Maratona de Campo Grande, criada em 2022, saltou de 1.115 inscritos na primeira edição para 4.552 inscritos em 2025.

Neste ano, a prova alcançou 5.311 inscritos nas provas de 5 km, 10 km, 21 km e 42 km, consolidando a Capital no circuito das corridas de longa distância.

Para Kassilene Cardadeiro, organizadora da Maratona de Campo Grande, a prova nasceu de uma ideia que foi além do desafio esportivo: colocar a Capital no mapa das grandes corridas brasileiras.

“Hoje, além de incentivar a saúde e o bem-estar, ela movimenta a economia e mostra como um evento esportivo pode gerar impactos positivos para toda a cidade”, afirma.

Neste ano, a prova passou a integrar o Circuito Brasil Gigante, que reúne oito grandes corridas do País, com Campo Grande como representante do Centro-Oeste.

O crescimento também transformou as provas em eventos capazes de atrair público de fora. Em levantamento da organização da Maratona de Campo Grande divulgado antes da edição de 2025, 35% dos participantes da edição eram de outras cidades, estados ou países, um fluxo que alcança hotéis, restaurantes, transporte e comércio.

A Corrida do Pantanal mostra outra dimensão desse avanço. Em 2025, o evento reuniu 25.020 inscritos, segundo pesquisa de perfil realizada pela Gerência de Turismo da Prefeitura de Campo Grande, tornando-se um dos maiores encontros esportivos do calendário local.

Há ainda as provas tradicionais, como a Corrida do Facho, realizada durante as comemorações do aniversário da Capital, e uma agenda cada vez mais frequente de circuitos, corridas noturnas e eventos promovidos por empresas e instituições.

A multiplicação dessas iniciativas passou a fazer da corrida não apenas uma modalidade esportiva, mas também uma forma de ocupar a cidade.

PERTENCIMENTO

Foi nesse cenário que surgiu o Dia do Corre (DDC), movimento gratuito e aberto ao público que transformou uma proposta ainda mais simples, em encontro mensal: correr 5 quilômetros pelas ruas de Campo Grande.

A primeira edição ocorreu no dia 20 de outubro de 2025, na Esplanada Ferroviária. Desde então, foram 11 encontros oficiais, além de edições especiais, com cerca de 2 mil participantes em cada edição e aproximadamente 20 mil pessoas impactadas pelo movimento.

Realizado sempre na primeira segunda-feira de cada mês, o DDC muda o percurso a cada edição e dispensa inscrição paga, competição, pódio ou medalha. A proposta é de reunir quem já corre e, principalmente, quem ainda precisa de um motivo para começar.

Para Átilla Eugênio, fundador e diretor-executivo do DDC, ao lado de Eriberto Froza, Sandra Flores e Camila Flores, talvez esteja justamente aí a explicação para o crescimento.

“A gente só anunciou que ia correr. A pessoa vai porque se permite dar o primeiro passo para algo que pode fazer bem. Não cobramos posição, medalha ou desempenho. A pessoa vai para correr na sua essência, se divertir e estar com outras pessoas”, resume.

MUDANÇA DE ROTINA

Foi exatamente assim para o publicitário Kauê Duarte, de 25 anos. Ele chegou à segunda edição do DDC por convite de um amigo. Até então, ele nunca havia praticado corrida regularmente.

No percurso de estreia, completou seus primeiros 5 km, descobriu que conseguia correr mais do que imaginava e continuou.

“O Dia do Corre foi minha porta de entrada para esse mundo. Foi ali que percebi que era um esporte de que eu gostava e ao qual podia me dedicar. Hoje corro três vezes por semana, já fiz provas de 5 [km] e 10 km e agora estou me preparando para correr minha primeira meia-maratona”, conta.

A mudança, segundo ele, foi além do esporte. “Hoje tenho uma vida muito mais ativa. A corrida mudou minha rotina e a forma como penso na minha saúde. Eu não corro por pódio ou para bater tempo, corro por mim e pelo Kauê que quero ser no futuro”.

A personal trainer Danielle Leite, de 48 anos, corre desde 2013 e acompanhou essa transformação antes mesmo de a corrida virar um dos movimentos esportivos mais visíveis da cidade. Para ela, a mudança também está na forma como Campo Grande passou a receber os corredores.

O Parque dos Poderes, com o fechamento das vias aos domingos para priorizar corredores e ciclistas, é um dos exemplos dessa adaptação. “É um fenômeno esportivo. Fico feliz de ver que houve um olhar para a corrida e para o incentivo à atividade física”, avalia.

Para a jornalista Alanis Netto Lopes, de 25 anos, a força da corrida está justamente na facilidade de começar.
“Você calça seu tênis e vai. Simples assim. A corrida de rua é fácil de encaixar na rotina e, quando a cidade oferece estrutura e recebe grandes eventos, todo mundo ganha: a população, com saúde e lazer, e a cidade, com qualidade de vida e movimentação econômica”, diz.

tênis

João Fonseca não se recupera de lesão e anuncia que está fora do US Open

O problema físico no abdômen já havia feito o carioca de 20 anos abandonar a disputa do Masters 1000 de Cincinnati

24/08/2026 21h00

João Fonseca não irá disputar o último grand slam da temporada

João Fonseca não irá disputar o último grand slam da temporada Julien Crosnier / Federação Francesa de Tenis (FFT)

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João Fonseca anunciou que não irá disputar o US Open. Em comunicado publicado nas redes sociais nesta segunda-feira, 24, o tenista brasileiro alegou que busca se recuperar completamente de uma lesão no abdômen.

"Após passar por exames e iniciar o tratamento no abdômen, ficou claro para mim e para a minha equipe que eu preciso de mais tempo para me recuperar 100% e poder competir em alto nível. Assim, infelizmente não poderei disputar o US Open"", escreveu João.

O problema físico já havia feito o carioca de 20 anos abandonar a disputa do Masters 1000 de Cincinnati, também nos Estados Unidos. Na véspera do confronto pela terceira rodada da chave de simples, Fonseca confirmou sua desistência por sentir no treino "um pequeno incômodo no lado esquerdo do abdômen".

Este será o quinto evento do circuito da ATP que Fonseca perde por conta de alguma lesão. No início do ano, ele ficou fora dos ATPs 250 de Brisbane e Adelaide para se recuperar de dores na lombar.

Depois, em maio, um problema no punho o tirou do ATP 500 de Hamburgo, na Alemanha. Na sequência, foi uma lesão no ombro que fez com que o tenista ficasse de fora do ATP 250 de Eastbourne, torneio que antecedeu a disputa de Wimbledon.

"Não foi uma decisão fácil de tomar, já que é um torneio muito especial para mim. Seguimos trabalhando para poder voltar o quanto antes. Agradeço imensamente pelas mensagens de apoio e também pelos desejos de feliz aniversário", finalizou o atleta.

Após o US Open, o próximo compromisso de João Fonseca é o duelo entre Brasil e Suíça, pela Copa Davis. As partidas do Grupo Mundial I ocorrem entre os dias 18 e 19 de setembro, na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro.

automobilismo

Fórmula 1: Norris consegue segunda vitória consecutiva em 2026 no GP da Holanda

O brasileiro Gabriel Bortoleto terminou a corrida apenas na 13ª posição, fora da zona de pontuação

23/08/2026 19h00

Lando Norris

Lando Norris Foto: Reprodução / Instagram

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O inglês Lando Norris conseguiu a segunda vitória consecutiva na temporada neste domingo (23), no Grande Prêmio da Holanda. Pole position, o piloto da McLaren protagonizou disputas intensas com Kimi Antonelli, da Mercedes, e aproveitou a boa estratégia da equipe para assegurar a liderança. O italiano terminou na segunda colocação, seguido pelo companheiro George Russell.

Em uma ótima fase, o inglês conseguiu a primeira vitória de 2026 apenas no último GP, realizado na Hungria, no final de julho. Apesar de não ocupar o lugar mais alto do pódio, Kimi Antonelli ainda tem uma boa vantagem na liderança do campeonato, mas vê outros pilotos entrando de vez na briga pelo título.

Por outro lado, Gabriel Bortoleto sofreu no início da prova e não conseguiu se manter na zona de pontuação. O piloto da Audi fez uma largada muito ruim e ainda rodou na pista no mesmo instante do acidente de Max Verstappen. Apesar da boa recuperação durante o GP, o brasileiro terminou apenas na 13ª posição.

O Circuito de Park Zandvoort fez sua despedida do calendário da Fórmula 1 e o "anfitrião" Max Verstappen deixou a prova logo no início. A torcida fez uma grande festa para o piloto da Red Bull durante os treinos e a corrida sprint.

Acidente

O primeiro terço de prova foi marcado pelo acidente do tetracampeão Max Verstappen na segunda volta. O holandês perdeu o controle do carro na parte mais úmida da pista, na curva 14 (Arie Luyendyk), e acertou o muro em cheio com o pneu dianteiro esquerdo. A pista foi atingida pela chuva um pouco antes do Grande Prêmio.

Na despedida da pista de Zandvoort, o piloto da Red Bull lamentou o acidente e pediu desculpas à equipe. "Isso é uma m... Desculpa por isso".

No mesmo instante, o brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, rodou e conseguiu controlar o carro antes da colisão. O paulista deu um 360° e quase bateu no parceiro Nico Hülkenberg, que vinha logo atrás. Apesar do incidente, o jovem continuou na corrida algumas posições abaixo.

A prova ficou paralisada por aproximadamente 20 minutos por bandeira vermelha, enquanto o carro de Verstappen era recolhido e o circuito limpado. No retorno, o carro de Oliver Bearman apresentou defeito e precisou ser removido da pista. A FIA informou que vai investigar os incidentes envolvendo Bearman e Bortoleto após a corrida.

Na relargada, o líder da competição Kimi Antonelli conseguiu uma bela ultrapassagem sobre Lando Norris e rapidamente abriu vantagem na liderança. O parceiro de Mercedes, George Russell, acabou perdendo a posição para Oscar Piastri e sofria pressão de Charles Leclerc.

Após problemas na largada, Gabriel Bortoleto relargou bem e ganhou três posições, subindo para a 15ª colocação. Posteriormente, passou Fernando Alonso. Na volta 12, o brasileiro foi para os boxes para colocar pneus médios e retornou na 20ª posição. Ele ganhou posições na sequência e estacionou na 15ª durante um bom tempo.

Na volta 22, os líderes Kimi Antonelli e Lando Norris foram para os boxes, assim como Charles Leclerc. Lewis Hamilton aproveitou a brecha e assumiu provisoriamente a ponta da corrida. O multicampeão precisou trocar os pneus poucas voltas mais tarde e devolveu a liderança para o italiano.

Discussão na Ferrari

Quando a prova se encaminhava para o segundo terço, Nico Hülkenberg foi para cima de Arvid Lindblad na curva Tarzan e conseguiu uma excelente manobra por fora. Ele ganhou o P10 do piloto da Racing Bulls. Outra bela ultrapassagem foi protagonizada por Yuki Tsunoda, que mergulhou por dentro e conseguiu ganhar a posição de Pierre Gasly.

Oscar Piastri sofreu com os pilotos da Ferrari na metade da prova e perdeu posições para Charles Leclerc e Lewis Hamilton. Apesar do bom ritmo no início do Grande Prêmio, o piloto australiano ficou abaixo do pelotão dos líderes.

Até então líder da prova, Kimi Antonelli foi novamente para os boxes na 42ª volta e deixou a liderança para Lando Norris. O piloto da Mercedes retornou na 4ª posição. Enquanto isso, Lewis Hamilton e Charles Leclerc discutiam com a equipe pelo rádio. O heptacampeão solicitava a transferência de posição e discordou da ordem da equipe para entrar nos boxes.

Mesmo discordando da decisão, o monegasco entrou no pit lane na volta seguinte e deixou a segunda colocação para Lewis Hamilton. Pelo rádio, o inglês ironizou a demora da equipe em tomar uma atitude. "Grande forma de perder tempo. Bom trabalho".

Gabriel Bortoleto, que sofreu no início da prova, vinha ganhando posições pouco a pouco e assumiu a 12ª posição na metade do GP. O piloto da Audi fez a ultrapassagem sobre Alexander Albon e ensaiava pressão sobre Gasly e Tsunoda.

Última etapa

O último terço do GP começou com uma disputa intensa entre Lando Norris e Kimi Antonelli. O italiano estava com os pneus traseiros bem gastos e sofria pressão do piloto da McLaren, que surtiu efeito na volta 54. O inglês partiu para cima e roubou o P2 da Mercedes.

Poucos metros depois, Norris foi para cima do líder Lewis Hamilton e rapidamente roubou o P1. No mesmo instante, o safety car virtual foi acionado para retirar o carro de Esteban Ocon, da Hass, que precisou abandonar a prova. Alguns pilotos aproveitaram para trocar os pneus novamente, como o próprio Hamilton e Gabriel Bortoleto.

Após um primeiro semestre muito traumático, o espanhol Fernando Alonso, da Aston Martin, também foi destaque no GP da Holanda. O carro da Aston Martin passou por mudanças significativas antes do GP da Hungria e as melhorias surtiram efeito. O bicampeão conseguiu ocupar a 9ª colocação e entrou de vez na briga pela pontuação.

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