Esportes

Recorde

Brasil alcança seu maior número de ouros em uma edição de Parapan

Destaque é Samuel Oliveira, ouro nos 400 metros com direito a recorde

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Tendo como destaque o recorde mundial de Samuel Oliveira na prova dos 400 metros da classe T20 (deficiência intelectual), o Brasil teve mais uma jornada de conquistas na atual edição dos Jogos Parapan-Americanos, que estão sendo disputados em Santiago (Chile). Nesta sexta-feira (24), inclusive, o time brasileiro alcançou o seu maior número de ouros em uma mesma edição do megaevento esportivo, 132, superando a marca de 124 triunfos alcançados há quatro anos em Lima (Peru).
 

Um dos ouros mais significativos do dia veio com Samuel de Oliveira, que, aos 24 anos, estabeleceu um novo recorde mundial na prova dos 400 metros da classe T20 com o tempo de 46s48, superando em quase quarenta centésimos a antiga melhor marca (46s86), que pertencia ao também brasileiro Daniel Tavares.
“Nunca imaginei que pudesse bater o recorde do Daniel.

Sempre treino com ele e esse é um sonho que está sendo realizado. É muita felicidade, não consigo nem descrever o que estou sentindo”, declarou Samuel, que disputa o seu primeiro Parapan. Além do ouro de Samuel, a equipe de atletismo brasileira fechou o dia com 16 medalhas (cinco ouros, seis pratas e cinco bronzes).

Natação


Outra modalidade na qual o Brasil está fazendo história em Santiago é na natação. Nesta sexta-feira os brasileiros subiram ao pódio em 16 oportunidades (dez ouros, cinco pratas e um bronze). No total o Time Brasil encerrou sua participação na modalidade com 120 pódios (67 ouros, 30 pratas e 23 bronzes), na sua melhor campanha da história em uma edição de Jogos Parapan-Americanos.


Taekwondo


O atletas do taekwondo brasileiros levaram o país ao pódio em seis oportunidades nesta sexta (três ouros e três bronzes). Os destaques foram os ouros de Silvana Fernandes, na categoria até 57 quilos, de Nathan Torquato, na categoria até 63 quilos, e de Ana Carolina Moura, na categoria até 65 quilos.

Outras medalhas
O dia também foi de conquistas no tênis, onde Leandro Pena garantiu o bronze na chave simples da categoria quad, e Gustavo Silva Carneiro e Daniel Rodrigues Leandro ficaram com a prata na chave masculina de duplas.

Outro bronze brasileiro foi garantido pela seleção feminina de basquete, após vitória de 56 a 28 sobre a Argentina. Outro terceiro lugar alcançado após triunfo sobre as hermanas veio no goalball feminino. Já na disputa masculina o Brasil garantiu a posição mais alta do pódio após triunfo de 12 a 2 sobre os Estados Unidos na grande decisão.

Outra medalha dourada veio no ciclismo, onde Lauro Chaman foi o mais rápido na prova de perseguição 4000 metros das classes C4 e C5 (bicicletas convencionais). Já Bianca Garcia e Nicolle Wendy conquistaram um bronze na prova dos 1000 metros contrarrelógio da classe B (cegos).


Medalhas


Estes sucessos esportivos mantêm o Brasil na liderança do quadro de medalhas do Parapan, com o total de 287 pódios (132 ouros, 75 pratas e 80 bronzes). A segunda colocada é a Colômbia (com 142 medalhas), enquanto os Estados Unidos ocupam a terceira posição (com 135 pódios).

Medalhistas

Ginástica: Flávia Saraiva e Rebeca Andrade fazem dobradinha na trave; Nory conquista o ouro

Competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026

20/09/2026 23h00

Foto: Reprodução / Confederação Brasileira de Ginástica - X

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O Brasil conquistou uma dobradinha na manhã deste domingo (20), em Szombathely, na etapa da Hungria, pela Copa do Mundo de Ginástica Artística. Na disputa da trave, as atletas Flávia Saraiva e Rebeca Andrade conquistaram ouro e prata, respectivamente. A britânica Emily Roper fechou o pódio.

Aos 26 anos, Flavinha conquistou a melhor colocação na etapa do mundial ao conseguir a nota 13.766 pontos, enquanto a compatriota Rebeca, de 27, ficou com 13.600 pontos. Vale ressaltar que a competidora guarulhense foi a primeira a se apresentar no aparelho. Emily Roper fechou com 12.866 para garantir o bronze.

O dia reservou outras conquistas para o Brasil na Copa do Mundo de Ginástica. A própria Flávia Saraiva conseguiu a medalha de prata no solo. Já Lorrane Oliveira, de 28 anos, fechou o pódio com o bronze, em mais uma dobradinha. A grande vencedora da categoria foi Dulcy Caylor, de apenas 18 anos, dos Estados Unidos.

No masculino, Arthur Nory, de 33 anos, conquistou o ouro na disputa da barra fixa, com a nota de 14.133 pontos. Ele superou o tcheco Tomas Kalinic e o polonês Kacper Garnczarek, com prata e bronze, respectivamente.

A competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026, que ocorre entre os dias 17 e 25 de outubro, em Roterdã, na Holanda.

Vaga garantida

Com campo-grandense Judson, Brasil atropela Argentina e garante vaga na Olimpíada

Diante de 11mil torcedores, a equipe brasileira venceu com parciais de 25-20, 25-23 e 25-20

20/09/2026 14h30

Campo-grandense Judson, central da seleção brasileira

Campo-grandense Judson, central da seleção brasileira Foto: Divulgação

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Com o campo-grandense Judson entre os titulares, a Seleção Brasileira masculina de vôlei atropelou a Argentina por 3 sets a 0 neste domingo (20), no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, e conquistou o título do Pré-Olímpico Sul-Americano de 2026. Com a vitória, o Brasil garantiu a classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

Diante de 11.968 torcedores, a equipe brasileira venceu com parciais de 25-20, 25-23 e 25-20. O oposto Darlan foi o principal pontuador da partida, com 23 acertos, enquanto o ponteiro Lucarelli foi eleito o melhor jogador do torneio.

O Brasil terminou a competição de forma invicta e sem perder nenhum set nos cinco jogos disputados. O título foi o 34º da Seleção no Campeonato Sul-Americano.

A partida 

Judson iniciou a decisão como titular, ao lado de Darlan, Flávio, Adriano, Lucarelli e Cachopa. O Brasil começou a partida em ritmo intenso e rapidamente abriu vantagem no primeiro set. A Argentina chegou a diminuir a diferença, mas a Seleção voltou a controlar as ações e fechou a parcial em 25 a 20.

No segundo set, os brasileiros novamente construíram vantagem desde o início. Os argentinos reagiram na reta final e chegaram a encostar em 23 a 22, mas o Brasil manteve a concentração e garantiu a vitória por 25 a 23, abrindo 2 sets a 0.

A Argentina começou o terceiro set mais agressiva e chegou a permanecer à frente no placar. O Brasil, porém, retomou a liderança a partir do 10 a 9 e passou a controlar novamente a partida.

Darlan foi decisivo na reta final, enquanto Flávio se destacou nos bloqueios. O Brasil abriu 21 a 18 e confirmou o título com mais um 25 a 20, após bloqueio de Flávio e ace de Adriano.

Além do título e da classificação olímpica, o Brasil teve cinco jogadores escolhidos para a seleção do campeonato. Flávio foi eleito um dos centrais, Adriano apareceu entre os ponteiros, Darlan foi escolhido como oposto e Cachopa como levantador. Lucarelli recebeu o prêmio de MVP da competição.

Com a classificação masculina, o vôlei brasileiro terá suas duas seleções nos Jogos Olímpicos de Los Angeles. A equipe feminina havia garantido a vaga uma semana antes.

Los Angeles também terá um significado especial para o vôlei brasileiro. Foi na cidade norte-americana, nos Jogos Olímpicos de 1984, que o país conquistou sua primeira medalha olímpica na modalidade. Na ocasião, a seleção foi vice-campeã após ser derrotada pelos estadunidenses por 3 a 0. 

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