Se antes mesmo de começar o Pan-Americano de 2011 o próprio Comitê Olímpico Brasileiro (COB) adiantava que seria "impossível" repetir o desempenho do Rio de Janeiro 2007, o Brasil já alcançou seu objetivo em Guadalajara. Com 33 medalhas douradas, a delegação verde e amarela tem seu melhor desempenho da história na maior festa esportiva das Américas atuando fora de casa.
O antigo recorde, de 29 ouros, datava de Santo Domingo 2003, e foi batido graças ao desempenho dos atletas nesta quarta-feira, quando quatro títulos foram conquistados: Maurren Maggi no salto em distância, Lucimara Silvestre no heptatlo, Leandro Oliveira nos 1.500 m e Luciano Correa na categoria meio-pesado (até 100 kg) do judô.
Assim, mesmo restando quatro dias de competições no México, os dirigentes do COB já podem estar com a sensação de dever cumprido. Pelo menos é isso o que indica a entrevista concedida ao Terra pelo superintendente executivo da entidade, Marcus Vinícius Freire, em 13 de outubro, véspera da abertura do Pan de Guadalajara.
"Com certeza é impossível repetir o desempenho do Rio. Por todas as razões possíveis", disse o dirigente, que era o chefe da delegação nacional nos Jogos de 2007. "Historicamente, o evento dentro de casa é sempre o melhor da história para o país. O número de participantes do Brasil era maior, conhecíamos o vento da marina, tínhamos apoio da família e da torcida, todo um clima".
Sem a facilidade de ter vaga garantida em todas as modalidades, o melhor resultado do Brasil na história do Pan havia sido obtido em Santo Domingo. O recorde geral de medalhas, aliás, ainda é o da República Dominicana, onde foram colecionadas 123 - com ainda 40 pratas e 54 bronzes -, suficientes para colocar a equipe canarinha no quarto lugar do quadro geral. Em Guadalajara são 91 pódios até aqui (21 segundos lugares e 37 terceiros), quantidade inferior também à de 101 obtida em Winnipeg 1999.
No México, o País segue na vice-liderança da classificação de medalhas, posição ocupada somente uma vez em todos os tempos: em São Paulo 1963. Superar o desempenho do Rio, conforme havia previsto Freire, continua sendo imprevisto. Há quatro anos, os brasileiros, terceiros colocados atrás dos Estados Unidos e de Cuba, somaram 52 ouros, 40 pratas e 65 bronzes. Faltam 117 condecorações máximas a serem distribuídas na competição que se encerra no próximo domingo.



