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RETOMADA

Corinthians vence o Palmeiras e segue vivo no Paulistão

Gil marcou o gol da vitória do Timão no clássico paulista

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O Paulistão voltou logo com clássico na noite desta quarta-feira. E, após mais de quatro meses sem entrar em campo, o Corinthians respirou aliviado em Itaquera ao vencer o Palmeiras por 1 a 0, pela 11ª e penúltima rodada da fase classificatória do Estadual. O triunfo manteve as chances do time de Tiago Nunes chegar ao mata-mata. Um empate significaria a eliminação da equipe alvinegra, que contou com gol de Gil e defesas decisivas de Cássio.

O placar acabou agradando aos dois times. Mesmo derrotado, o Palmeiras garantiu a vaga nas quartas de final em razão dos outros resultados da rodada. Em segundo lugar no Grupo B, com 19 pontos, até pode ser alcançado pelo Novorizontino na pontuação, mas leva vantagem por ter mais vitórias. O líder da chave é o Santo André, com 20, dono da melhor campanha do Paulistão até agora.

Já o Corinthians, com 14 pontos no Grupo D, terá pouco tempo para celebrar a vitória no clássico. Para se classificar, precisa vencer o Oeste na última rodada e torcer para que o Guarani some no máximo um ponto em seus dois últimos jogos nesta fase - neste caso, a definição seria pelo saldo de gols. Dono de 16 pontos, o time de Campinas visitará o Botafogo nesta quinta. No domingo, enfrentará o São Paulo.

Em clássico em que cada um dominou uma etapa, os dois rivais fizeram um bom duelo, apesar das limitações impostas pela pandemia nos últimos meses. Além do tempo sem jogar - ambos não entravam em campo desde a primeira quinzena de março -, houve baixas nos elencos.  

O Palmeiras negociou Dudu, não renovou o contrato do paraguaio Gustavo Gómez e perdeu Gabriel Verón temporariamente por lesão. O Corinthians, por sua vez, vendeu Vagner Love, perdeu Yony González. Cantillo virou desfalque por ter contraído covid-19.  

As mudanças exigiram adaptações dos times numa vazia e silenciosa Arena Corinthians, na qual gritos, conversas de jogadores e até palavrões eram captados com facilidade pelos microfones na beira do gramado. A partida foi precedida de um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da pandemia.

 

O JOGO

Apesar dos quatro meses longe dos gramados, os dois times não pareceram ter dificuldade com o ritmo de jogo. As duas equipes partiram para o ataque nos primeiros instantes da partida, num duelo franco e aberto, com boas chances de gol. Tanto que, logo aos 2 minutos, Willian bateu por cobertura e acertou o pé da trave esquerda de Cássio.

Em seguida, foi a vez de Rony arriscar de fora da área, em chute rasteiro. O goleiro do Corinthians defendeu com segurança. Do outro lado, a resposta veio com finalização de Everaldo. Weverton caiu para fazer a defesa. E tudo isso antes de completar cinco minutos de jogo.  

O ritmo seguiu forte até o Corinthians abrir o placar. Foi aos 14, em cobrança de escanteio. Conhecido pelo bom jogo aéreo, Gil subiu sozinho na área e cabeceou forte para o chão. A bola sofreu leve desvio em Felipe Melo e Weverton não conseguiu evitar o gol.

Depois disso, o Palmeiras só levou perigo em finalização de Viña, de fora da área, assustando Cássio, aos 18. Em seguida, ele se machucou e deixou a partida mais cedo.

Aos poucos, o Corinthians passou a dominar o meio-campo, diante da inoperância de Patrick de Paula e Zé Rafael. Bruno Henrique atuava mais recuado, ajudando a zaga. A dificuldade do meio palmeirense era tanta que Willian tentava jogar como camisa 10 para melhorar a armação, praticamente inexistente no primeiro tempo.

Superior na etapa inicial, o Corinthians era mais sólido em todos os setores. E, além de dominar o meio, levava perigo em contra-ataques puxados pelo lateral Fagner. Foi em dois destes lances que o time da casa esteve mais perto de marcar o segundo gol.  

Ciente das dificuldades do Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo trocou Zé Rafael por Lucas Lima. A mudança deixou a equipe mais ofensiva. Nos primeiros 15 minutos do segundo tempo, apenas o visitante atacou. O empate quase veio em duas boas oportunidades. Aos 7, Willian finalizou com perigo quase da marca do pênalti e Cássio fez linda defesa, com o pé. Na sequência, o goleiro corintiano voltou a trabalhar ao defender perigosa cabeçada de Vitor Hugo.  

As entradas de Raphael Veiga e Gabriel Menino deixaram o Palmeiras ainda mais consistente no meio-campo. Dominante no setor, o visitante passou a levar mais perigo à defesa corintiana. Chegou a impor pressão durante boa parte do segundo tempo. Cássio fez três defesas decisivas em apenas cinco minutos e garantiu o importante triunfo dos anfitriões.

 

FICHA TÉCNICA:

CORINTHIANS 1 x 0 PALMEIRAS

CORINTHIANS - Cássio; Fagner, Gil, Danilo Avelar e Carlos Augusto; Gabriel, Camacho (Éderson) e Luan (Mateus Vital); Ramiro (Sidcley), Everaldo (Janderson) e Boselli. Técnico: Tiago Nunes.

PALMEIRAS - Weverton; Mayke (Gabriel Menino), Felipe Melo, Vitor Hugo e Matías Viña (Diogo Barbosa); Bruno Henrique, Patrick de Paula, Zé Rafael (Lucas Lima); Willian (Raphael Veiga), Rony (Wesley) e Luiz Adriano. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

GOL - Gil, aos 14 minutos do primeiro tempo.

CARTÕES AMARELOS - Mayke, Patrick de Paula.  

ÁRBITRO - Raphael Claus.

RENDA E PÚBLICO - Jogos sem torcida.

LOCAL - Arena Corinthians, em São Paulo (SP).

Copa do Mundo

Gigantes contra velozes: o contraste entre Tchéquia e África do Sul

Entre jogo aéreo e contra-ataques velozes, Tchéquia e África do Sul tentam aproveitar suas diferenças físicas na busca pela primeira vitória na Copa do Mundo 2026

17/06/2026 20h32

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Todo jogo da Copa do Mundo da FIFA 2026 é um duelo de gigantes, mas alguns times são fisicamente mais gigantescos do que outros no sentido literal.

O confronto entre Tchéquia e África do Sul o primeiro da segunda rodada do torneio, pelo Grupo A colocará frente a frente dois elencos de estaturas e propostas físicas muito diferentes nesta quinta-feira, 18 de junho.

A Tchéquia tem 1,85m de média de altura e o sexto elenco mais alto dentre os 48 da competição. Embora tenham perdido por 2 a 1 para a República da Coreia na primeira rodada, os tchecos usaram um "latereio' (um lateral longo como um escanteio) para marcar de cabeça com Ladislav Krejci.

"Não somos monstros em termos de altura física [risos], mas temos jogadores suficientemente altos, sim", analisou o treinador Miroslav Koubek. O capitão Krejci, autor do gol no primeiro jogo, concordou: "O time todo tem qualidades muito fortes, e estamos conscientes de que enfrentaremos outros jogadores de elite."

A África do Sul, por outro lado, tem média de 1,78m de altura e o segundo elenco mais baixo do torneio (mais alto apenas que o da Arábia Saudita).

Porém, com a expulsão do meio-campista Sphephelo Sithole (1,97m) na primeira rodada, o elenco sul-africano se transforma no plantel mais baixo de toda a Copa do Mundo 2026.

Por isso, o treinador Hugo Broos está ciente do risco aéreo que precisará evitar contra a Tchéquia. "O mais importante é analisar o que fizemos de errado contra o México. Perdemos na estreia [por 2 a 0] e agora já vamos enfrentar um adversário totalmente diferente.

A Tchéquia tem um time muito duro e físico, então preciso montar um time com uma proposta diferente para enfrentá-los", explicou na véspera da partida.

"Sabemos o que aconteceu de errado no jogo contra o México. Se conseguirmos melhorar nossa estratégia com a bola no pé, teremos uma chance de vencer o jogo", completou.

O goleiro sul-africano Ronwen Williams também demonstrou preocupação com a estatura tcheca. "O jogo de abertura já passou. Nós fizemos nossa lição de casa para as próximas partidas.

É difícil porque o time deles é muito alto, então precisaremos ter cuidado com jogadas ensaiadas e aéreas dentro da área. Não temos o time mais alto, mas, se tivermos talento, vontade e coragem, as coisas vão ficar bem", analisou.

"Não queremos perder essa fé. Será difícil porque as duas seleções estão na mesma situação agora [após as derrotas na primeira rodada], então será uma luta. Talvez a derrota para o México tenha sido necessária para nós melhorarmos no torneio", disse Williams.

Naturalmente, a tendência é de que a África do Sul priorize o jogo por baixo – algo que sabe fazer bem nos contra-ataques velozes. Ou seja, mesmo se a Tchéquia tiver vantagem na estatura, pode correr riscos de formas diferentes se não tiver atenção com a bola no pé.

"Vamos ajustar a estratégia a esse novo oponente, que tem contra-ataques muito rápidos. Sabemos que a África do Sul é excelente na pressão para recuperação de bola, e são um time muito diferente do que enfrentamos na primeira rodada", alertou o tcheco Koubek.

Foto: FIFA

Apesar do tom de cautela, o treinador disse que não há nervosismo de sua parte para o jogo. "Nervoso? Não estou. Vamos dizer que estou sentindo uma tensão saudável. Apesar da derrota no primeiro jogo, ainda podemos mudar nossa sorte", afirmou o tcheco.

O treinador da África do Sul parece pensar parecido.

"Isso é parte do nosso trabalho. Quando perde, você é criticado; quando vence, é um rei.Quando nos classificamos para a Copa do Mundo, alguém disse que deveriam fazer uma estátua minha na África do Sul. Eu disse: ‘então façam de madeira, porque assim vai queimar mais fácil se eventualmente perdermos um jogo’. Será uma partida muito importante para nós", concluiu Broos.

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Copa do Mundo

Ancelotti prepara mudanças na seleção brasileira contra o Haiti; saiba a provável escalação

Treinador italiano ficou insatisfeito com o que viu em campo no empate com a seleção marroquina

17/06/2026 18h02

Foto: Divulgação CBF

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Insatisfeito com o que viu diante do Marrocos na estreia da Copa do Mundo, Carlo Ancelotti prepara modificações na seleção brasileira para o duelo com o Haiti, na sexta-feira, às 21h30. O italiano comandou, nesta quarta-feira, o terceiro treino em preparação ao confronto e ensaiou mudanças.

Danilo, na lateral-direita, Fabinho, no meio de campo, e Matheus Cunha, no ataque, são os nomes mais cotados para entrar no time. Eles ocupariam as vagas de Ibañez, Casemiro e Igor Thiago.

Luiz Henrique também tem boas chances de começar entre os titulares no lugar de Lucas Paquetá, o que faria o treinador voltar a usar o esquema com quatro atacantes, do qual tanto gosta.

Raphinha e Gabriel Magalhães têm feito controle de carga e, por isso, não participaram de todo o treinamento de terça-feira. Ainda assim, ambos devem estar aptos para o confronto diante dos haitianos.

Certo é que Neymar, apesar de ter retornado ao campo, ainda está em transição física e não enfrenta o Haiti. Ele realizou atividades no gramado acompanhado do preparador físico Cristiano Nunes.

Dessa forma, o Brasil deve ir a campo contra o Haiti com a seguinte escalação: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Fabinho e Bruno Guimarães; Luiz Henrique, Raphinha, Matheus Cunha e Vini Jr.

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