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Deram muito espaço ao R. Teixeira, diz Romário

Deram muito espaço ao R. Teixeira, diz Romário

TERRA

14/10/2011 - 15h21
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Romário está decidido a se tornar a voz mais ativa dos críticos à preparação do Brasil para a Copa do Mundo de 2014. Seu front inclui desde a falta de vigor do Governo Federal nas negociações com a Fifa às denúncias de irregularidade contra o presidente da CBF e do Comitê Organizador Local, Ricardo Teixeira.

O ex-atacante e agora deputado federal (PSB-RJ) teve frustrada este ano uma tentativa de levar Teixeira ao Congresso para prestar esclarecimentos sobre diferentes denúncias de corrupção, mas viu a decisão da Polícia Federal de iniciar um inquérito contra o dirigente como um "sinal verde" que pode melhorar o andamento dos preparativos.

"Não é bater de frente, é falar o que alguns às vezes não têm coragem de falar mas que é a pura verdade, a realidade, principalmente o que a gente está passando em relação à Copa do Mundo. As coisas que estão acontecendo alguém tem que se posicionar pelo menos o mínimo contrário", disse o ex-atacante, 45 anos, que liderou o Brasil na conquista do título mundial de 1994 e que deseja ter mais uma vez papel preponderante em um Mundial, desta vez fora dos campos.

Frouxidão com Teixeira

Romário disse que já tentou marcar um encontro com a presidente Dilma Rousseff para discutir a Copa do Mundo, mas que não foi possível por um conflito de agendas. Segundo ele, o Governo Federal tem sido frouxo tanto ao ceder a exigências da Fifa como na cobrança a Teixeira, que dirige o futebol brasileiro desde 1989 e também é o presidente do Comitê Organizador do Mundial.

"O governo tem que apertar, as coisas não são assim como ele (Teixeira) diz", afirmou Romário. "Claro que a CBF é a maior entidade, mas o futebol não tem dono. A Copa é do Brasil, do povo brasileiro."

Para o ex-jogador, Teixeira está prejudicando o andamento da preparação brasileira por conta das denúncias e da falta de diálogo com o governo.

"Acredito que se o governo tivesse cobrado mais do Ricardo Teixeira alguns anos atrás, ele não daria a entrevista que deu à Revista Piauí faltando respeito com os três Poderes e principalmente com a nossa presidente", disse.

Naquela entrevista, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol se colocou acima das autoridades do País no que diz respeito ao Mundial.

"A gente tem que ser grato ao Ricardo Teixeira por ter trazido a Copa para o Brasil. Parabéns, a gente agradece, ponto. Daqui para frente é o Brasil", afirmou.

Na avaliação de Romário, a investigação da PF sobre o dirigente esportivo a pedido do Ministério Público Federal por suspeita de lavagem de dinheiro em um suposto esquema de suborno envolvendo a Fifa pode abrir caminho para mudanças importantes na organização da Copa.

Procurada, a CBF disse através do diretor de comunicação Rodrigo Paiva que a entidade e Ricardo Teixeira não comentam as acusações.

Exigências da Fifa

Romário também está inconformado com os termos exigidos pela Fifa, em grande parte acatados pelo Governo Federal na Lei Geral da Copa, um conjunto de medidas cobradas pela Federação Internacional para a realização do Mundial que vão desde a proteção de marcas de patrocinadores ao direito de decidir os preços dos ingressos.

O projeto de lei enviado pelo Governo Federal está em estudo na Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, da qual Romário é vice-presidente. Segundo o deputado, a lei não pode ser aprovada da forma atual, sem garantir o direito de idosos e estudantes à meia-entrada e contrariando a lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas em estádios, entre outros temas polêmicos.

"Essa lei da Copa é bem simples. A Fifa entra aqui no Brasil, leva um lucro de US$ 4 bilhões (R$ 7 bi), não tem nenhuma responsabilidade, e tudo de negativo que acontece cai no golo do governo. O que der de errado a culpa é do governo, e o que der de der certo, a Fifa sai só com os benefícios. Não sei que contrato é esse".

O ex-jogador, que lidera um grupo de parlamentares que já vistoriou 11 das 12 cidades-sedes do Mundial para inspecionar as obras, voltou a apontar os aeroportos e a mobilidade urbana como os principais problemas que o país terá com a infraestrutura. Ele disse que apenas quatro estádios estarão 100 % prontos para a Copa das Confederações de 2013. O governo tem prometido que dez estádios estarão prontos no fim de 2012.

"Os outros podem até estar prontos, mas vai ser com aquela maquiagem e o jeitinho brasileiro que a gente conhece", afirmou.

Medalhistas

Ginástica: Flávia Saraiva e Rebeca Andrade fazem dobradinha na trave; Nory conquista o ouro

Competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026

20/09/2026 23h00

Foto: Reprodução / Confederação Brasileira de Ginástica - X

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O Brasil conquistou uma dobradinha na manhã deste domingo (20), em Szombathely, na etapa da Hungria, pela Copa do Mundo de Ginástica Artística. Na disputa da trave, as atletas Flávia Saraiva e Rebeca Andrade conquistaram ouro e prata, respectivamente. A britânica Emily Roper fechou o pódio.

Aos 26 anos, Flavinha conquistou a melhor colocação na etapa do mundial ao conseguir a nota 13.766 pontos, enquanto a compatriota Rebeca, de 27, ficou com 13.600 pontos. Vale ressaltar que a competidora guarulhense foi a primeira a se apresentar no aparelho. Emily Roper fechou com 12.866 para garantir o bronze.

O dia reservou outras conquistas para o Brasil na Copa do Mundo de Ginástica. A própria Flávia Saraiva conseguiu a medalha de prata no solo. Já Lorrane Oliveira, de 28 anos, fechou o pódio com o bronze, em mais uma dobradinha. A grande vencedora da categoria foi Dulcy Caylor, de apenas 18 anos, dos Estados Unidos.

No masculino, Arthur Nory, de 33 anos, conquistou o ouro na disputa da barra fixa, com a nota de 14.133 pontos. Ele superou o tcheco Tomas Kalinic e o polonês Kacper Garnczarek, com prata e bronze, respectivamente.

A competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026, que ocorre entre os dias 17 e 25 de outubro, em Roterdã, na Holanda.

Vaga garantida

Com campo-grandense Judson, Brasil atropela Argentina e garante vaga na Olimpíada

Diante de 11mil torcedores, a equipe brasileira venceu com parciais de 25-20, 25-23 e 25-20

20/09/2026 14h30

Campo-grandense Judson, central da seleção brasileira

Campo-grandense Judson, central da seleção brasileira Foto: Divulgação

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Com o campo-grandense Judson entre os titulares, a Seleção Brasileira masculina de vôlei atropelou a Argentina por 3 sets a 0 neste domingo (20), no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, e conquistou o título do Pré-Olímpico Sul-Americano de 2026. Com a vitória, o Brasil garantiu a classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

Diante de 11.968 torcedores, a equipe brasileira venceu com parciais de 25-20, 25-23 e 25-20. O oposto Darlan foi o principal pontuador da partida, com 23 acertos, enquanto o ponteiro Lucarelli foi eleito o melhor jogador do torneio.

O Brasil terminou a competição de forma invicta e sem perder nenhum set nos cinco jogos disputados. O título foi o 34º da Seleção no Campeonato Sul-Americano.

A partida 

Judson iniciou a decisão como titular, ao lado de Darlan, Flávio, Adriano, Lucarelli e Cachopa. O Brasil começou a partida em ritmo intenso e rapidamente abriu vantagem no primeiro set. A Argentina chegou a diminuir a diferença, mas a Seleção voltou a controlar as ações e fechou a parcial em 25 a 20.

No segundo set, os brasileiros novamente construíram vantagem desde o início. Os argentinos reagiram na reta final e chegaram a encostar em 23 a 22, mas o Brasil manteve a concentração e garantiu a vitória por 25 a 23, abrindo 2 sets a 0.

A Argentina começou o terceiro set mais agressiva e chegou a permanecer à frente no placar. O Brasil, porém, retomou a liderança a partir do 10 a 9 e passou a controlar novamente a partida.

Darlan foi decisivo na reta final, enquanto Flávio se destacou nos bloqueios. O Brasil abriu 21 a 18 e confirmou o título com mais um 25 a 20, após bloqueio de Flávio e ace de Adriano.

Além do título e da classificação olímpica, o Brasil teve cinco jogadores escolhidos para a seleção do campeonato. Flávio foi eleito um dos centrais, Adriano apareceu entre os ponteiros, Darlan foi escolhido como oposto e Cachopa como levantador. Lucarelli recebeu o prêmio de MVP da competição.

Com a classificação masculina, o vôlei brasileiro terá suas duas seleções nos Jogos Olímpicos de Los Angeles. A equipe feminina havia garantido a vaga uma semana antes.

Los Angeles também terá um significado especial para o vôlei brasileiro. Foi na cidade norte-americana, nos Jogos Olímpicos de 1984, que o país conquistou sua primeira medalha olímpica na modalidade. Na ocasião, a seleção foi vice-campeã após ser derrotada pelos estadunidenses por 3 a 0. 

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