Esportes

MATO GROSSO DO SUL

Destaque do jogo de estreia da seleção, Richarlison tem onça adotada no Pantanal

O jogador esteve na região de Miranda em junho

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O destaque do jogo de estreia da seleção brasileira, Richarlison, já atuou em causas voltadas para a preservação da biodiversidade em Mato Grosso do Sul. O jogador adotou de forma simbólica uma onça-pintada no Pantanal em um trabalho de conscientização com a ONG Onçafari. 

A onça-pintada ganhou o nome de Acerola, que vive de forma livre com outras onças e é monitorada pela ONG como parte de um estudo para entender melhor o comportamento e ajudar a preservá-las. 

Em conversa com a assessoria do jogador, foi informado ao Correio do Estado, que ele esteve na região em 30 de junho. “Richarlison ficou no Pantanal, próximo a cidade de Miranda, em um refúgio ecológico, por dois dias, realizando os passeios, as visitações e as gravações para a nova camiseta da seleção”. 

Nas redes sociais, o jogador falou sobre o momento. “Fiquei muito encantado, muito feliz com o que vi aqui [no Pantanal] e então resolvi adotar uma onça e vou colocar o nome de Acerola, por causa do filme Cidade de Deus, já tenho dois cachorros chamados Acerola e outro Laranjinha. Estou muito feliz por esse momento”, disse.

A visita foi uma iniciativa da Nike, marca responsável por confeccionar as camisetas oficiais da seleção. Além de conhecer o trabalho realizado pela ONG, foi uma maneira de contribuir para a conscientização da proteção da biodiversidade.

Além disso, foi apresentada a inspiração das camisetas oficiais da seleção brasileiro usadas no Mundial do Qatar que contém estampas de onça-pintada, maior predador das Américas.

Desde 2011 a ONG coleta dados e compilam informações que levem ao melhor entendimento do comportamento das onças-pintadas, assim como a descoberta de melhores estratégias para a conservação do maior felino.

A ONG atua nos biomas Pantanal, Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica e em cada um age em diferentes frentes, com abordagens distintas, adaptadas à cada realidade.

Estreia em Copa do Mundo 

Artilheiro do Brasil na partida de estreia na Copa do Qatar, marcando os dois gols do jogo contra a Sérvia, o capixaba Richarlison de Andrade, 25, deixou o país há cinco anos, quando era destaque do Fluminense, rumo à Inglaterra, onde sua carreira cresceu de forma paulatina.

Richarlison correu risco de perder a Copa do Mundo devido a uma lesão em outubro, na panturrilha, que o afastou dos gramados por três semanas.

Tite confiou na sua recuperação e o incluiu na lista de 26 convocados para ir ao Qatar buscar o hexacampeonato.

"Há algumas semanas, eu estava chorando, na dúvida ainda de vir [para a Copa]. Então, eu acho que valeu todo o esforço da minha recuperação. Deus viu meu esforço, viu o tanto de vontade que eu estava de vir para a Copa do Mundo", declarou Richarlison depois da vitória contra a Sérvia.

Em forma, ele já é um dos goleadores do Mundial e tentará fazer mais gols na segunda-feira (28), quando o Brasil volta a jogar pelo grupo G, diante da Suíça.      

Com informações do Folhapress

 

VÔLEI

Brasil bate favorita Itália e terá Turquia na final da Liga das Nações

Seleção feminina decide título inédito às 8h30 deste domingo (26)

25/07/2026 20h00

Comemoração das jogadoras ao baterem a Itália no tie-break

Comemoração das jogadoras ao baterem a Itália no tie-break Foto: Divulgação/Volleyball World

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A seleção brasileira feminina de vôlei despachou a Itália, atual campeã mundial e olímpica, com vitória de virada por 3 sets a 2 (25/21, 21/25. 24/26, 25/21 e 12/15) e vai disputar o título inédito da Liga das Nações contra a Turquia neste domingo (26), a partir das 8h30 (horário de Brasília), em Macau (China). Após amargar dois vice-campeonatos com revés para as italianas na final do torneio (2025 e 2022), as brasileiras não se abalaram em quadra, mesmo saindo atrás do placar no primeiro set. Uma das protagonistas foi a ponteria Ana Cristina, maior pontuadora do jogo com 23 acertos.

“É até difícil falar. São muitas emoções. No ano passado, eu não estava nas finais. Agora tento me divertir dentro de quadra, chamar o time. Acreditamos que podíamos bater a Itália. Estou muito feliz, muito orgulhosa das meninas. Nunca é fácil jogar contra as italianas, ainda mais nas condições em que estamos. O campeonato é muito longo, desgastante. Muitas meninas estão com dores. Mas temos um objetivo em comum e queremos chegar lá”, analisou Ana Cristina, que no ano passado ficou fora da final devido a uma lesão no joelho sofrida na primeira fase do torneio.

Quem também sobressaiu com a Amarelinha foi a ponteira Júlia Bergman, que anotou 15 pontos. Um deles de bloqueio, ao final da terceira parcial, quando o Brasil cravou 26/24 e virou o placar em Macau para 2 sets a 1.

“Muito feliz de estar numa final da Liga das Nações com esse time que trabalhou tanto para estar aqui e luta todos os dias. Ganhar desse [time] da Itália só mostra o trabalho que fizemos o tempo todo. É comemorar, descansar um pouco e trabalhar para buscar esse ouro”, disse Bergmann, de 25 anos.

Mesmo desfalcada de titulares como a ponteira Gabi (desconforto na região lombar), a oposta Tainara e a central Julia Kudiesse – ambas por lesões -, a equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães deu um nó tático no poderoso ataque italiano, com bloqueio impecável sobre as opostas Paola Egonu e Ekaterina Antropova.

No quarto set as italianas reagiram e arrancaram o empate em 2 sets a 2 ao fechar a parcial em 25 a 21, levando a definição do jogo para o tie-break. O Brasil se valeu de erros das adversárias para abrir vantagem de 7 a 4, mas as italianas se recuperaram e empataram em 9 a 9. Determinadas, as brasileiras reforçaram o bloqueio e o ataque, e selaram a vitória na parcial (15/12) e a classificação.

“Foi um resultado muito positivo. Estou muito orgulhoso do time. Ganhamos um jogo como esse, com algumas jogadoras jovens se apresentando muito bem, com personalidade. Infelizmente estamos sem jogadoras importantes como a Gabi, a Julia Kudiess e a Tainara, além da Nyeme. Esse é o time que precisamos desenvolver, pensando no futuro, pois o nosso principal objetivo é chegar na melhor maneira possível nos Jogos Olímpicos. Vamos jogar para vencer a Liga das Nações, mas temos que pensar no próximo jogo. Ainda falta o degrau mais alto que precisamos atingir. É uma grande chance e vamos precisar de muita luta, dedicação e atitude”, projetou o treinador.

Neste domingo (26), a seleção terá pela frente a Turquia, que derrotou a China na outra semi deste sábado (25), por 3 set a 0 (25/21, 25/15 e 25/20), em menos de 1h20 de confronto. Quarta colocada na primeira fase da Liga das Nações, a equipe turca busca o bicampeonato – o primeiro foi obtido em 2023.

Futebol

CBF negocia levar amistoso da seleção brasileira para a Índia

O jogo, caso confirmado, será durante a Data Fifa mais longa do ano, entre 21 de setembro e 6 de outubro

24/07/2026 23h00

brasil

brasil Reprodução

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A CBF está perto de fechar um amistoso da seleção brasileira masculina em Calcutá, na Índia, conforme informado inicialmente pela ESPN e confirmado pelo Estadão.

A proposta partiu do próprio país asiático e agradou a cúpula da entidade máxima do futebol nacional.

Segundo apurou o Estadão, Bangladesh e Singapura, nações que assim como a Índia são conhecidas por reunir uma base sólida de torcedores do Brasil, também negociaram com a CBF, porém não conseguiram um acordo.

O jogo em território indiano, caso confirmado, será durante a Data Fifa mais longa do ano, entre 21 de setembro e 6 de outubro, para a qual já estão agendados amistosos contra a Austrália, nos dias 25 e 29, nas cidades australianas de Townsville e Brisbane.

Ainda não há definição sobre qual seria o adversário da excursão pela Índia.

Neste período de setembro a outubro, que abrange 16 dias, seria possível disputar até quatro partidas, mas a CBF escolheu jogar apenas três.

Chegou-se a considerar um quarto jogo, em Bangladesh, possibilidade descartada porque, mesmo com as duas semanas disponíveis, a avaliação foi de que o calendário ficaria apertado, levando em consideração o tempo de descanso e deslocamento necessário entre um compromisso e outro.

Calcutá, contudo, é próxima da fronteira entre Índia e Bangladesh, portanto os fãs fervorosos do Brasil que residem no país vizinho podem ter a oportunidade de assistir ao time que tanto apoiam.

O maior desafio, contudo, será encontrar adversários de alto nível. Enfrentar seleções europeias está absolutamente descartado, afinal as duas Datas Fifa do final de ano serão utilizadas para o início da nova edição da Liga das Nações da Uefa.

Além de atingir o público do exterior apaixonado pela seleção brasileira na Ásia, a CBF planeja colocar em prática o plano de realizar mais jogos no Brasil em amistosos futuros.

Já há em curso a procura por estádios no País que possam receber partidas ao longo do próximo ciclo.

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