Esportes

'Fazer história'

Éderson festeja 'sonho' de estar na seleção e planeja título da Copa América

Campo-grandense foi convocado pela primeira vez para a seleção depois de se destacar como volante pela Atalanta, da Itália

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As realizações têm ocorrido rapidamente na carreira do volante campo-grandense Éderson. Reconhecido após integrar o time do Fortaleza na boa temporada de 2021, o atleta se transferiu para a Atalanta, na Itália, time no qual se sagrou campeão da Liga Europa, e agora não esconde a ansiedade por vestir pela primeira vez a camisa da seleção brasileira, com possibilidade de atuar na Copa América, competição a ter início no dia 20 deste mês.

"Só de estar aqui já é um sonho realizado. Trabalhei muito forte para chegar na seleção", disse o jogador, em entrevista à CBF TV, nesta quarta-feira. "Quero poder participar e entrar na história ao conquistar a Copa América", afirmou o atleta de 24 anos, nascido no Mato Grosso do Sul e que tem origem indígena do povo Terena.

Líder de desarmes e bolas recuperadas nesta temporada pela Atalanta, Éderson ganhou elogios até de jornais espanhóis, como o As: "Ele combina consistência desde o início da temporada com um físico privilegiado que lhe permite percorrer muitos metros em alta intensidade ao longo dos 90 minutos".

Segundo o diário, Éderson é "um jogador comprometido, que não brilha com a bola, mas que serve como aquela cola necessária em um bloco disposto a brigar por campeonatos".

Éderson não esconde sua admiração por Casemiro. "Ele tem uma carreira enorme, incrível, um grande jogador. Costumo olhar muito para ele. É muito difícil você construir uma carreira como ele fez. Com certeza, o Casemiro tem alguma coisa especial."

A seleção brasileira integra o Grupo D da Copa América e estreia na competição no dia 24, contra a Costa Rica, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Paraguai e Colômbia são os outros adversários do grupo.

Antes da busca pelo décimo título da competição continental, os comandados do técnico Dorival Júnior vão realizar dois amistosos

O primeiro desafio é diante do México, no próximo sábado, no Texas. Em seguida, enfrenta os Estados Unidos, no dia 12, em Orlando, cidade base da preparação comandada por Dorival Junior.

(INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA ESTADO)
 

Medalhistas

Ginástica: Flávia Saraiva e Rebeca Andrade fazem dobradinha na trave; Nory conquista o ouro

Competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026

20/09/2026 23h00

Foto: Reprodução / Confederação Brasileira de Ginástica - X

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O Brasil conquistou uma dobradinha na manhã deste domingo (20), em Szombathely, na etapa da Hungria, pela Copa do Mundo de Ginástica Artística. Na disputa da trave, as atletas Flávia Saraiva e Rebeca Andrade conquistaram ouro e prata, respectivamente. A britânica Emily Roper fechou o pódio.

Aos 26 anos, Flavinha conquistou a melhor colocação na etapa do mundial ao conseguir a nota 13.766 pontos, enquanto a compatriota Rebeca, de 27, ficou com 13.600 pontos. Vale ressaltar que a competidora guarulhense foi a primeira a se apresentar no aparelho. Emily Roper fechou com 12.866 para garantir o bronze.

O dia reservou outras conquistas para o Brasil na Copa do Mundo de Ginástica. A própria Flávia Saraiva conseguiu a medalha de prata no solo. Já Lorrane Oliveira, de 28 anos, fechou o pódio com o bronze, em mais uma dobradinha. A grande vencedora da categoria foi Dulcy Caylor, de apenas 18 anos, dos Estados Unidos.

No masculino, Arthur Nory, de 33 anos, conquistou o ouro na disputa da barra fixa, com a nota de 14.133 pontos. Ele superou o tcheco Tomas Kalinic e o polonês Kacper Garnczarek, com prata e bronze, respectivamente.

A competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026, que ocorre entre os dias 17 e 25 de outubro, em Roterdã, na Holanda.

Vaga garantida

Com campo-grandense Judson, Brasil atropela Argentina e garante vaga na Olimpíada

Diante de 11mil torcedores, a equipe brasileira venceu com parciais de 25-20, 25-23 e 25-20

20/09/2026 14h30

Campo-grandense Judson, central da seleção brasileira

Campo-grandense Judson, central da seleção brasileira Foto: Divulgação

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Com o campo-grandense Judson entre os titulares, a Seleção Brasileira masculina de vôlei atropelou a Argentina por 3 sets a 0 neste domingo (20), no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, e conquistou o título do Pré-Olímpico Sul-Americano de 2026. Com a vitória, o Brasil garantiu a classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

Diante de 11.968 torcedores, a equipe brasileira venceu com parciais de 25-20, 25-23 e 25-20. O oposto Darlan foi o principal pontuador da partida, com 23 acertos, enquanto o ponteiro Lucarelli foi eleito o melhor jogador do torneio.

O Brasil terminou a competição de forma invicta e sem perder nenhum set nos cinco jogos disputados. O título foi o 34º da Seleção no Campeonato Sul-Americano.

A partida 

Judson iniciou a decisão como titular, ao lado de Darlan, Flávio, Adriano, Lucarelli e Cachopa. O Brasil começou a partida em ritmo intenso e rapidamente abriu vantagem no primeiro set. A Argentina chegou a diminuir a diferença, mas a Seleção voltou a controlar as ações e fechou a parcial em 25 a 20.

No segundo set, os brasileiros novamente construíram vantagem desde o início. Os argentinos reagiram na reta final e chegaram a encostar em 23 a 22, mas o Brasil manteve a concentração e garantiu a vitória por 25 a 23, abrindo 2 sets a 0.

A Argentina começou o terceiro set mais agressiva e chegou a permanecer à frente no placar. O Brasil, porém, retomou a liderança a partir do 10 a 9 e passou a controlar novamente a partida.

Darlan foi decisivo na reta final, enquanto Flávio se destacou nos bloqueios. O Brasil abriu 21 a 18 e confirmou o título com mais um 25 a 20, após bloqueio de Flávio e ace de Adriano.

Além do título e da classificação olímpica, o Brasil teve cinco jogadores escolhidos para a seleção do campeonato. Flávio foi eleito um dos centrais, Adriano apareceu entre os ponteiros, Darlan foi escolhido como oposto e Cachopa como levantador. Lucarelli recebeu o prêmio de MVP da competição.

Com a classificação masculina, o vôlei brasileiro terá suas duas seleções nos Jogos Olímpicos de Los Angeles. A equipe feminina havia garantido a vaga uma semana antes.

Los Angeles também terá um significado especial para o vôlei brasileiro. Foi na cidade norte-americana, nos Jogos Olímpicos de 1984, que o país conquistou sua primeira medalha olímpica na modalidade. Na ocasião, a seleção foi vice-campeã após ser derrotada pelos estadunidenses por 3 a 0. 

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