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Em segredo, empresa começa a produzir iPhone no Brasil

Em segredo, empresa começa a produzir iPhone no Brasil

ig

19/10/2011 - 03h30
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Depois de vários adiamentos e uma infinidade de rumores, a Foxconn iniciou a produção no Brasil do iPhone, o telefone celular da Apple. No começo de outubro os funcionários da fábrica que a companhia chinesa está instalando em Jundiaí (SP) iniciaram a montagem total do aparelho em ritmo quase diário. Ainda se trata, no entanto, de uma produção inicial e os aparelhos fabricados em Jundiaí não têm data para chegar ao mercado. De acordo com os trabalhadores que estão atuando na linha de montagem, cerca de duas mil unidades do aparelho já haviam sido produzidas na fábrica de Jundiaí. O iPad, o tablet da Apple que a Foxconn prometeu também produzir Brasil, ainda não teve sua linha de produção instalada. Oficialmente, a Foxconn sequer confirma a existência de uma unidade dedicada à produção do iPhone no Brasil.

Nesse primeiro momento, todo o trabalho está concentrado no iPhone 4, o modelo que antecede o último lançamento da Apple, o iPhone 4S, anunciado pela empresa apenas um dia antes da morte do fundador da Apple, Steve Jobs. A produção inicial está servindo como teste para a operação em larga escala, que a Foxconn pretende iniciar nas próximas semanas, a fim de conseguir atender, ao menos em parte, o mercado brasileiro para o Natal. Por conta disso, a empresa quer inaugurar oficialmente a fábrica de Jundiaí até meados do próximo mês com a presença da presidente Dilma Rousseff. A data para o início “oficial” das operações na unidade está condicionada à agenda da presidente, que ainda não confirmou quando estará disponível para para participar da cerimonia.

Apesar de a Foxconn não confirmar sua existência publicamente, a unidade de Jundiaí já está em funcionamento há praticamente três meses. Nas últimas semanas a companhia agregou 400 novos trabalhadores aos 700 que já haviam sido contratados e desde o início do mês iniciou um segundo turno de atividades. Agora, a fábrica opera sem interrupções das 6 da manhã até às 11:45 da noite. Boa parte desses trabalhadores ainda está em processo de treinamento.

Mesmo trabalhando há pouco tempo na companhia, boa parte deles também já entendeu que a Foxconn preza, como poucas empresas, a discrição de seus funcionários. Obrigados a assinar um termo de confidencialidade, os empregados da fabricante oficial dos produtos da Apple vivem sob a ameaça constante de demissão caso desrespeitem as normas de sigilo impostas pela companhia. “Eles dizem que é pra gente não falar nada nem em casa, com pai, mãe ou marido”, conta uma funcionária que optou por quebrar a lei do silêncio imposta pela Foxconn. “A gente pergunta, brinca, mas ninguém diz o que eles estão fazendo ai dentro. É um mistério só”, diz Roberto Moura, motorista de um dos muitos ônibus que, três vezes ao dia, engarrafam a pequena rua Steve Jobs que liga a Rodovia Anhanguera à fábrica da Foxconn, levando e trazendo os empregados da empresa.

O mistério é tão grande que nem mesmo o Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí sabe ao certo como seus associados estão trabalhando. “Ainda não nos deixaram entrar nos galpões onde as linhas de montagem estão sendo instaladas, só nos permitiram entrar no pátio”, diz Luís Carlos Oliveira, vice-presidente do sindicato, que não acredita que a Foxconn já tenha iniciado a produção do iPhone. “Não ficamos sabendo de nenhuma carreta entrando com material lá, acho que não estão produzindo nada ainda não”, diz ele, confessando não estar completamente certo de sua afirmação. “Ninguém tem certeza de nada, aquilo é um segredo de estado”.

A única certeza é de que a Foxconn vai fazer o que for possível para manter no Brasil a cultura do segredo que tem marcado a sua história e, principalmente, a da Apple. A companhia de Steve Jobs adotou uma estratégia de nunca divulgar um detalhe sequer sobre suas operações ou lançamentos futuros. Alimentou, com isso, uma imensa indústria de boatos, rumores e análises que, em última instância, funcionou como uma poderosa ferramenta de marketing a seu favor. Hoje, por exemplo, existem publicações especializadas em divulgar rumores sobre qualquer coisa que envolva a Apple.

Além do contrato de confidencialidade e a absoluta ausência de informações oficiais - a empresa preferiu não comentar as informações publicadas nessa reportagem -, a Foxconn também muniu-se de aparato tecnológico para evitar vazamentos, sejam de informações, sejam de produtos. Em todas as linhas de montagem já instaladas a companhia montou sensíveis detectores de metais. Até na entrada dos banheiros de cada galpão foram colocados esses equipamentos. “O controle é rígido demais, nem ir ao banheiro sossegado a gente pode”, diz um outro funcionário.

Junto aos detectores, a companhia colocou uma série de fiscais, responsáveis por fazer revistas físicas nos funcionários sempre que o alarme disparava. “E ele disparava sempre, até mesmo com um isqueiro”, conta o mesmo funcionário. “A coisa estava exagerada e pedimos a eles para encontrar outra maneira de fazer o controle deles sem precisar ficar revistando todo mundo o tempo todo”, diz Luís, o vice-presidente do sindicato dos metalúrgicos. Nos últimos dias, o controle foi relaxado. Mas poucos duvidam que ele voltará à rigidez inicial quando a fábrica estiver operando em sua capacidade total.

futebol

Governo abre licitação de R$ 17,8 milhões para reforma do Morenão

Estádio já passa por revitalização do gramado e ainda terá intervenções estruturais e adequações voltadas ao retorno das competições em 2027

03/09/2026 17h00

Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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O Governo de Mato Grosso do Sul, através da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), abriu licitação para contratar empresa para execução de serviços de engenharia para adequação e requalificação do estádio Pedro Pedrossian, o Morenão, em Campo Grande, no valor estimado de R$ 17,8 milhões.

O aviso de lançamento de licitação foi publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (3).

A disputa será pelo critério de menor preço, com abertura das propostas prevista para o dia 21 de setembro deste ano.

Conforme reportagens do Correio do Estado, o processo de revitalição do estádio já começou com a recuperação do gramado, de responsabilidade da Federação de Futebol de Mato Grosos do Sul (FFMS) em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A reforma e reaquedação prevê investimentos em obras estruturais e adequações voltadas ao retorno das competições em 2027.

Entre as intervenções programadas estão a adequação dos acessos, das rotas de fuga e das rampas para atender às normas de segurança e acessibilidade, além do fechamento dos fossos, da instalação de guarda-corpos, corrimãos, barras antiesmagamento e novos portões.

Também está no pacote de obras a modernização da rede elétrica, implantação do sistema de prevenção e combate a incêndio, instalação de novos refletores, construção de um sistema de irrigação de última geração e a substituição integral do gramado.

As intervenções ainda incluem a reforma da pista de atletismo e melhorias no sistema de drenagem, consideradas essenciais para que o estádio volte a receber partidas oficiais e grandes eventos a partir de 2027.

O plano de recuperação do Morenão foi dividido em três fases. A primeira consistiu na transferência da gestão do estádio da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) para o Governo do Estado, encerrando um impasse administrativo que se arrastava havia aproximadamente uma década.

A segunda etapa corresponde às obras de revitalização, enquanto a terceira fase prevê a concessão do Morenão à iniciativa privada.

O modelo em estudo admite contratos de longo prazo, podendo chegar a 35 anos, além da exploração comercial por meio da venda dos naming rights, estratégia adotada por diversas arenas brasileiras para ampliar receitas e garantir manutenção permanente do equipamento público.

A meta da Federação é concluir todas as intervenções necessárias para que o Morenão receba novamente partidas oficiais a partir de janeiro de 2027.

A intenção é que o estádio seja palco da abertura do Campeonato Sul-Mato-Grossense da Série A, marcando o retorno do principal palco esportivo do Estado ao calendário do futebol profissional.

Além dos jogos, o projeto também prevê a retomada da realização de grandes eventos e shows no estádio.

Para isso, deverão ser adotados protocolos específicos de proteção ao gramado, permitindo a utilização multifuncional da arena sem comprometer as condições técnicas do campo para as competições esportivas.

O Morenão não recebe uma partida oficial do Campeonato Sul-Mato-Grossense desde 2022. Desde então, problemas estruturais e a falta de investimentos impediram a utilização do estádio, considerado um dos maiores símbolos do esporte em Mato Grosso do Sul.

Visita do presidente da CBF

Nesta quarta(2) e quinta-feira (3), o presidente da CBF, Samir Xaud cumpriu agenda institucional em Campo Grande.

O primeiro compromisso foi visita ao Estádio Morenão, onde acompanhou as obras de revitalização do gramado.

"Estamos aqui no Estádio Morenão, que tem história para toda a população e para todo o Estado. A CBF aportou um recurso para ajuda na revitalização do estádio. Mais uma felicidade de estar trabalhando e ajudando o futebol brasileiro como um todo e as federações menores", disse Xaud.

Pela tarde, na quarta, o presidente visitou o Bioparque Pantanal, e, posteriormente, recebeu o título de Visitante Ilustre de Campo Grande, concedido pela Câmara Municipal.

Nesta quinta, ele participou da inauguração do Centro de Desenvolvimento do Futebol, estrutura da CBF em Mato Grosso do Sul, integrante do legado da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014. O espaço está localizado na Avenida Tamandaré, 11.297, no bairro Vila Nasser. 

Esportes

Seleção brasileira terá 1ª convocação pós-Copa em 9 de setembro

Brasil fará amistosos contra Austrália e Índia na próxima Data Fifa

02/09/2026 23h00

Foto: Rafael Ribeiro / CBF

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A primeira convocação da seleção brasileira pós-Copa do Mundo está programada para a próxima quarta-feira (9), a partir das 15h (horário de Brasília). A data foi confirmada hoje pela CBF. O técnico italiano Carlo Ancelotti anunciará os 26 jogadores que enfrentarão Austrália e Índia em três amistosos fora do país na próxima Data Fifa (entre 21 de setembro e 6 de outubro). Os jogos serão os primeiros do ciclo de preparação para o Mundial de 2030, com sedes em Espanha, Portugal, Marrocos, Uruguai, Argentina e Paraguai.

Ancelotti divulgará a lista de convocados na sede da CBF, no Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo na CBF TV, no YouTube. É grande a expectativa em torno da primeira lista do técnico italiano após a eliminação precoce do Brasil para a Noruega, nas oitavas de final do Mundial deste ano. Além de acompanhar os jogos no país, o treinador passou a última semana na Europa, acompanhando jogos com atletas brasileiros que defendem clubes franceses e ingleses.  

O Brasil enfrentará a Austrália duas vezes na casa dos adversários. O primeiro confronto será em 25 de setembro (uma sexta-feira), às 7h (horário de Brasília), no estádio Queensland Country Bank, em Townsville. Quatro dias depois, as duas seleções voltam a duelar, no mesmo horário, no estádio Suncorp, em Brisbane. Já a partida contra a Índia está programada para 3 de outubro (um sábado), às 11h, no estádio Salt Lake, em Calcutá.

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