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primeira entrevista

Filho de Eliza fala pela 1ª vez sobre Bruno: "Tenho pena"

Bruninho, com 14 anos e na base do Athletico-PR, diz que não tem muito a falar sobre o pai

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Fruto do relacionamento entre Eliza Samudio e o goleiro Bruno Fernandes, Bruninho falou pela primeira vez sobre o pai, condenado pela morte da mãe em 2013.

Em entrevista ao programa “Geral do Povo”, da RedeTV!, o garoto de 14 anos, que hoje atua nas categorias de base do Athletico-PR como goleiro, afirmou que não tem muito a comentar sobre o ex-jogador do Flamengo. Quando questionado se “sentia ódio”, Bruninho disse que não.

“Tenho nada, tenho pena só. É só isso que tenho para falar. Ele tinha uma carreira muito incrível pela frente e destruiu tudo”, disse o garoto. “Era um bom atleta, só que não era uma boa pessoa”, acrescentou em outro trecho da entrevista.

Ao falar sobre os sentimentos que teve na época em que descobriu a verdade sobre o pai, após a revelação ser feita por Sônia Moura, sua avó e tutora legal, Bruninho mostrou indiferença.

“Fiquei normal, porque, para mim, tanto meu pai de sangue quanto minha mãe que já se foi eram pessoas desconhecidas para mim. Não conheci, nunca vi na minha vida. Para mim, não fez tanta diferença”.

A escolha de jogar na posição de goleiro, como Bruno, não tem nenhuma relação com o ex-jogador do Flamengo. “Eu estava jogando em uma escolinha. Um goleiro toda hora não podia ir para o treino e eu falei: ‘Deixa que eu vou’. E estou aí até hoje”, explicou o jovem atleta do Athletico-PR.

A avó Sônia, a quem Bruninho chama de mãe, também falou ao programa e contou como foi revelar a verdade ao menino. “Eu falava somente da mãe, nunca fazia referência ao pai. Ele devia ter 8 anos, 9 anos.

Ele chegou e perguntou para mim: ‘E o meu pai? Tem como a gente ir?’. Eu expliquei, dava uma enrolada. Aí um dia ele chegou e foi categórico:

‘Se está morando longe, a gente pode pegar ônibus, avião’. Aí eu falei para ele: ‘Seu pai está preso’.

E ele perguntou: ‘Foi preso por quê? Ele roubou ou foi pego com droga?’. Eu falei que nem uma coisa nem outro.

‘Então ele matou alguém’, ele disse. Eu falei: ‘Matar, não, mas foi responsável pela morte de uma pessoa’. Daí, ele vira e fala para mim: ‘Foi minha mãe?’. Eu falei: ‘Foi’”.

Primeiro contrato assinado

Bruninho Samudio assinou, aos 14 anos, seu primeiro contrato, com o Athletico-PR, no dia 22 de fevereiro deste ano, dia em que a mãe, morta por Bruno Fernandes em 2010, completaria 39 anos. O garoto já vinha atuando no time paranaense desde o ano passado, mas ainda não tinha vínculo oficial.

Agora, Bruninho tem um contrato de formação, que dá a ele a garantia de assistência educacional, entre outros tipos de suporte, e assegura ao clube contrapartidas financeiras e desportivas no futuro.

Vínculos profissionais só podem ser assinados por atletas a partir dos 16 anos. Nascido em uma data próxima à do aniversário da mãe, Bruninho fez 14 anos dia 10 de fevereiro, ele mora no Paraná com a avó. Os dois saíram de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, para investir na carreira do menino como atleta.

Bruno já questionou paternidade

O ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado, em 2013, a 22 anos e 3 meses de prisão por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio, reconheceu a paternidade de Bruninho na Justiça em 2012.

A defesa de Bruno, contudo, entrou com uma ação para anular a decisão, com base no fato de não existir um exame de DNA. O ex-jogador estava em regime semiaberto desde 2019 e, em janeiro do ano passado, ganhou liberdade condicional da Justiça do Rio.

Eliza foi assassinada poucos dias depois do nascimento de Bruninho. Ela queria que Bruno assumisse a paternidade do menino e, em meio aos seus esforços, foi à Justiça para denunciar agressões e tentativas de forçá-la a abortar praticadas pelo então goleiro do Flamengo.

 

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Ascensão

De MS, tetracampeão brasileiro de karatê mira vaga na seleção brasileira

Campo-grandense, Carlos Andrighetto, de apenas 17 anos, busca se firmar na seleção brasileira da modalidade

01/04/2026 18h10

Carlos Andrighetto

Carlos Andrighetto Foto: Divulgação

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Tetracampeão brasileiro de karatê, o campo-grandense Carlos Andrighetto, de apenas 17 anos, busca se firmar na seleção brasileira da modalidade. 

Primeiro reserva da seleção brasileira há três anos, tem como objetivo se consolidar na equipe principal do Brasil, além de figurar na disputa de competições internacionais e, especialmente, a participação no tradicional Open de Las Vegas, um dos torneios mais prestigiados do karatê mundial, que acontece entre os dias 3 e 5 deste mês, nos Estados Unidos. 

O primeiro grande marco da carreira veio em 2023, quando conquistou seu primeiro título brasileiro, na categoria Kumitê. Financiado pelo Governo do Estado via Bolsa Atleta, destacou que apesar do benefício, sua família precisa custear parte dos custos. 

“O campeonato brasileiro de 2023 foi a primeira vez que fui campeão. Foi um grande prazer trazer esse título para o nosso estado e marcou muito a minha carreira. Desde aquele dia, meu nome no mundo do karatê só cresce cada vez mais”, destacou.

Apoiado pelo Governo do Estado por meio do Bolsa Atleta, destaca que nem sempre consigue apoio para as viagens, então meu pai ajuda bancando”, disse.

Apesar dos resultados expressivos dentro dos tatames, a realidade do esporte ainda impõe obstáculos fora deles, especialmente quando o assunto são custos com viagens, inscrições e estrutura para competir em alto nível. 

“Meus maiores desafios foram entender que a rotina de um campeão depende 100% de foco e disciplina, fora os dias que você acorda e pensa ‘será que posso faltar hoje, estou cansado’ e, mesmo com esses pensamentos, erguer a cabeça e focar no objetivo”, disse.

Dentro do tatame, a preparação vai além da técnica. O trabalho com o sensei Arani envolve também o fortalecimento físico e o preparo psicológico, aspectos fundamentais para quem compete em alto nível. Essa combinação é o que permite ao atleta manter a "consistência e lidar com a pressão das competições nacionais", destaca. 

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Convênio

Governo vai gastar R$ 16,7 milhões para reabrir Morenão

Expectativa é de que estádio, interditado há quatro anos, seja palco do jogo de estreia do Sul-Mato-Grossense de 2027

31/03/2026 18h11

Evento aconteceu na sede da governadoria nesta terça-feira (31)

Evento aconteceu na sede da governadoria nesta terça-feira (31) Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Governo de Mato Grosso do Sul vai investir R$ 16,7 milhões para reabrir o Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão após assumir oficialmente a gestão do espaço que pertencia à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

A medida marca o início de um plano em etapas que prevê desde a retomada das atividades esportivas até a concessão do estádio à iniciativa privada, ação prevista para 2028. 

A transferência de gestão do estádio, interditado desde 2022 foi formalizada nesta terça-feira (31) e, segundo o governador Eduardo Riedel, representa o primeiro passo de um projeto mais amplo de reestruturação. A transferência do estádio à gestão estadual é ponto de partida para que o espaço seja, futuramente, palco de shows e eventos culturais. 

“Precisávamos encontrar um mecanismo para viabilizar investimentos de 300, 400, até R$ 500 milhões de reais. Isso não pode vir apenas da iniciativa pública, senão vamos continuar no mesmo ciclo: não investe porque não tem futebol, e não tem futebol porque não tem estádio. Agora estamos quebrando esse ciclo”, declarou Riedel. 

A proposta do governo é estruturar um ecossistema que integre infraestrutura, formação de atletas e governança, com incentivo à participação da iniciativa privada, inclusive por meio de mecanismos de dedução fiscal. Apesar da concessão por meio de parceria público-privada (PPP) ter prazo contratual previsto apenas em 2028, pode ser antecipada para 2026, destacou Riedel. 

"O que a gente está fazendo agora, de imediato, é a contratação da empresa que vai fazer esse estudo e esse projeto. Uma vez feito o estudo e o projeto, a gente vai ao mercado, vai na Bolsa de Valores para buscar uma empresa parceira que vai investir e administrar o Morenão por até 35 anos num novo equipamento. E vai explorar com futebol, com shows, com atração cultural, com tudo que aquele equipamento puder fazer. Sem o futebol, não tem Morenão", disse o governador. 

O presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul, Estevão Petrallás, destacou a necessidade de mudança de postura para garantir a sustentabilidade do projeto.

"Se cada um assumir a responsabilidade de fazer sua parte (...) aquele passado de 30 anos tem que ser esquecido", afirmou. Além do financiamento estadual, Petrallás garantiu que a chancela sobre a reforma do gramado do estádio será de responsabilidade da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), responsável por financiar os custos do gramado. 

Cabe destacar que a formalização do acordo entre o Estado e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) foi confirmada na última quarta-feira (11), considerada um passo importante para a reabertura do estádio, que não recebe uma partida oficial desde abril de 2022. 

Reforma

A revitalização do Morenão foi dividida em três etapas principais: recuperação da estrutura e dos banheiros, adequações na parte elétrica e intervenções voltadas à acessibilidade e segurança contra pânico. Parte da reforma dos banheiros já foi concluída e a expectativa é de que o estádio seja palco de abertura do Campeonato Sul- Mato Grossense de 2026.

De acordo com o presidente da FFMS, a reforma do gramado será chancelada pela Confederação Brasileira de Futebol, intermediada diretamente pelo presidente da CBF, Samir Xaud.

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