O empate sem gols da Seleção Brasileira diante da Venezuela neste domingo, pela estreia na Copa América, não deverá causar grandes choques na equipe. Quem afirma é o próprio técnico brasileiro, Mano Menezes, que admitiu uma produção abaixo da média contra um adversário fortemente retrancado, mas descartou alterações profundas na escalação ou no esquema de jogo para a próxima rodada, contra o Paraguai.
"Se acontecer alteração, serão poucas", declarou. "Tenho uma linha de trabalho e não vou chegar em um empate para mudar tudo o que pensamos até aqui. A Copa América é equilibrada, porque a América do Sul foi bem no último Mundial".
O treinador também aproveitou para poupar o meia Paulo Henrique Ganso de críticas, após a atuação apagada do camisa 10 contra os venezuelanos. Esperança para melhorar a criatividade do time, Ganso encontrou espaços nos primeiros 15 minutos, mas depois foi sufocado pela marcação cerrada dos rivais.
"O Ganso vem de uma parada por lesão, fez a final da Libertadores. Claro que precisa crescer durante a competição, mas foi bem naquilo que determina a função, e muitas vezes deu o último toque", elogiou Mano, que espera uma partida completamente diferente com os paraguaios, com mais espaço para o Brasil jogar.
"A seleção (paraguaia) que esteve na Copa do Mundo fez um bom Mundial. Isso traz mais responsabilidades para o jogo, precisa sair mais. Você corre mais riscos porque tem mais qualidades, e em contrapartida pode encontrar mais espaços", finalizou.


