Esportes

PARIS-2024

Olimpíadas 2024: Brasil perde para os EUA no tie-break e sonho do tri fica pelo caminho

Seleção vacila na hora de decidir e agora luta pelo bronze, no sábado (10), contra o perdedor de Itália e Turquia, que jogam ainda nesta quinta-feira (08)

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A semifinal disputada entre Brasil e Estados Unidos no vôlei feminino nos Jogos Olímpicos de Paris-2024 foi de tirar o fôlego.

Algoz da seleção brasileira em Tóquio, disputado em 2021, na briga pelo ouro, as americanas derrotaram novamente o Brasil, por 3 sets a 2, agora na semifinal, parciais de 25/23, 18/25, 25/15, 23/25 e 15/11. Com o resultado, a seleção vai em busca do bronze, na disputa pelo terceiro lugar.

Um dos destaques da equipe, Gabi, que foi muito marcada durante o jogo, chamou a responsabilidade da atuação ruim, mas afirmou que o Brasil vai brigar pela medalha.

"Não tivemos a frieza necessária, eu não comecei bem, coloco a derrota nas minhas costas, elas me marcaram muito bem, sei que sou uma das referências e faltou lucidez. Vou estudar os erros que cometi e vamos buscar esse bronze porque esse time merece muito sair daqui com uma medalha", disse à TV Globo após o fim da partida.

O Brasil não entrou bem no primeiro set e viu as americanas abrirem 6 a 0 logo no início do jogo. Com três minutos, o treinador Zé Roberto Guimarães pediu tempo para tentar ajustar a equipe brasileira. A estratégia parece ter funcionado e a seleção voltou melhor.

As jogadoras conseguiram se adaptar aos ataques de Plummer e começar a pontuar com Tainara e Ana Cristina. O Brasil chegou a estar na frente do placar, forçando erros e pontuando no bloqueio, mas foram as americanas que fecharam o primeiro set, por 25 a 23.

Precisando reagir no segundo set, o Brasil começou melhor. Ana Cristina foi uma das principais peças do time, marcando 11 pontos. A seleção construiu uma vantagem confortável e foi dominante, mas viu os EUA reagirem no fim do set.

Diferentemente de Ana Cristina, Rosamaria parou algumas vezes nos bloqueios feitos pela equipe dos Estados Unidos, e as americanas ameaçaram encostar no placar. Para frear a reação, Zé Roberto pediu tempo. O Brasil voltou bem e fechou o set por 25 a 18.

Se o segundo set acabou positivo para o Brasil, o terceiro foi para se esquecer. Com uma derrota de 25 a 15 para as americanas, a seleção brasileira não se encontrou na partida e viu os Estados Unidos construir o placar com facilidade.

Recepções ruins, erros de desatenção e uma leitura ruim de jogo foram os principais problemas do Brasil.

Para o quarto set, decisivo na partida, o Brasil voltou com mais energia, e fez um jogo disputado. Com as equipes disputando ponto a ponto a igualdade no placar prevaleceu algumas vezes até o Brasil conseguir abrir algumas bolas de vantagem. As americanas, porém, não saíam de perto do placar.

No fim, a seleção brasileira conseguiu fechar o quarto set pelo placar apertado de 25 a 23 para levar o jogo pelo tie-break.

No set decisivo o Brasil chegou a ficar a frente do placar, mas viu os Estados Unidos virarem e abrir vantagem.

As brasileiras não conseguiram recuperar os pontos, e as americanas fizeram 15 a 11 para terminar a partida.No set decisivo o Brasil chegou a ficar a frente do placar, mas viu os Estados Unidos virarem e abri vantagem.

As brasileiras não conseguiram recuperar os pontos, e as americanas fizeram 15 a 11 para terminar a partida. Com a derrota o Brasil vai disputar o terceiro lugar, em busca do bronze. A seleção vai enfrentar as perdedoras de Itália x Turquia, que jogam nesta quinta-feira.

Duelo definido

Dourados e Náutico decidem final do sub-11

Ambas as classificações foram conquistadas neste sábado, em Campo Grande.

06/09/2026 18h03

Foto: Rodrigo Moreira - Reprodução / FFMS

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Após vencerem em cenários distintos, Dourados e Náutico se enfrentam na final do Sul-Mato-Grossense sub-11. 

Ambas as classificações foram conquistadas neste sábado (5) no Jacques da Luz, em Campo Grande. 

Primeiro a carimbar a vaga, Dourados precisou reverter a vantagem mínima conquistada pelo Guaicurus no Estádio Douradão, no interior do Estado. 

Em cobrança ensaiada de escanteio, Felipe rolou para Mateus Malaquias, na área, chegar batendo e vencer o goleiro Miguel e igualar o placar agregado.

No segundo tempo, aos 23', o gol da classificação saiu em cobrança de falta de Caio, 2 a 0 e vaga garantida.

Mais tarde, o Náutico, que já havia vencido por 2 a 0 a primeira perna seminifnal, goleou o União ABC goleou por 5 a 0.

Miguel abriu o placar aos 25' do primeiro tempo. Na etapa final, João Guzzela ampliou aos quatro e aos 10' . José Truffi fechou a conta aos 12' e aos  25'.

A tabela detalhada dos dois jogos finais será divulgada nesta terça-feira (8) pela Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), com jogos previstos para os dias 19 e 26 de setembro.

ALTO RENDIMENTO

Brasil ganha ouro na Copa do Mundo de paratriatlo e no parabadminton

A "amarelinha" ainda foi bronze no 1° dia do Mundial de Paraciclismo de Estrada

05/09/2026 23h00

Brasil foi anunciado, em julho, como sede do Campeonato Mundial de parabadminton, em 2028

Brasil foi anunciado, em julho, como sede do Campeonato Mundial de parabadminton, em 2028 CBBD/Divulgação

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Neste sábado (5) o esporte paralímpico brasileiro celebrou duas medalhas de ouro, durante a etapa de Alhandra (Portugal) da Copa do Mundo de paratriatlo, em que Erica Rodrigues venceu a prova feminina da classe PTS5 (atletas com deficiências físico-motoras leves e que disputam em pé), bem como no Torneio Internacional da China de parabadminton, onde Vitor Tavares foi o campeão da classe SH6 (baixa estatura).

No triatlo paralímpico, as provas consistem em 750 metros (m) de natação, 20 quilômetros (km) de ciclismo – podem ser usadas bicicletas convencionais, tandens (pedalada em dupla, no caso de atletas com deficiência visual que necessitam de guia) ou handbikes (veículo adaptado com três rodas, guiado com as mãos, para cadeirantes) – e 5 km de corrida (a pé ou em cadeira de rodas).

Erica concluiu a prova deste sábado em 1h07min31s, com mais de três minutos de vantagem para a espanhola Maria Fuentes Artigot, segunda colocada. A portuguesa Ana Duarte completou o pódio.

O Brasil ainda foi ao pódio em duas outras provas. Na disputa masculina da PTS5, o goiano Ruiter Silva ficou com a prata, com tempo de 59min07s, a 31 segundos do português Filipe Marques, que ficou com o ouro.

O grego Panagiotis Alevizos foi bronze. Na classe PTWC (cadeirantes), o paulista Lucas Rodrigues garantiu a terceira posição, atrás do tunisiano Fathu Zwoukhi (primeiro) e do francês Julien Viot (segundo).

No parabadminton, Vitor decidiu o título de simples de sua classe contra o chinês Lin Naili. Mesmo no país do adversário, o brasileiro, que tem nanismo, mostrou o porquê de ter sido medalhista paralímpico de bronze nos Jogos de Paris (França), em 2024. Ele venceu por 2 sets a 1, de virada, com parciais de 19/21, 21/18 e 21/16.

Este foi o segundo pódio brasileiro no Torneio da China. Na última sexta-feira (4), Kauana Beckenkamp assegurou o bronze na disputa individual da classe SL3 (atletas com deficiência moderada e equilíbrio limitado nos membros inferiores, mas que competem de pé). Ela foi superada na semifinal pela chinesa Faifei Gu, por 2 sets a 0 (21/12 e 23/21).

Vale lembrar que o Brasil foi anunciado, em julho, como sede do Campeonato Mundial de parabadminton, em 2028. A competição será no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, entre 14 e 20 de fevereiro, cerca de seis meses antes da Paralimpíada de Los Angeles (Estados Unidos).

Outra medalha conquistada na sexta veio no Campeonato Mundial de Paraciclismo de Estrada, em Huntsville (Estados Unidos). A paulista Jéssica Messali foi bronze na prova de contrarrelógio entre as atletas da classe WH3 (handbikes), ao concluir o percurso de 14,6 km em 24min32s33. O topo do pódio foi ocupado pela australiana Lauren Parker (23min03s62), seguida da francesa Anais Vincent (23min36s99).

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