Esportes

PARIS-2024

Olimpíadas 2024: Brasil vai à final no 4x200m livre feminino após 20 anos de jejum

Última vez que o Brasil foi à final do revezamento feminino foi em Atenas-2004; no geral, o quarteto terminou a classificatória com o quinto melhor tempo

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A equipe feminina de natação do Brasil teve uma excelente performance na piscina da Arena La Défense nesta quinta-feira, conseguindo se classificar para a final do revezamento 4x200 metros livre nos Jogos Olímpicos de Paris-2024. Composta por Gabi Roncatto, Mafê Costa, Maria Paula Heitmann e Stephanie Balduccini, a equipe brasileira terminou em quinto lugar geral, com o tempo de 7min52s81.

Com esse resultado, o Brasil quebrou um jejum de 20 anos nessa prova. A última vez que o país havia chegado à final deste revezamento foi nos Jogos de Atenas-2004, quando Joanna Maranhão, Mariana Brochado, Paula Baracho e Monique Ferreira conquistaram o sétimo lugar na final.

Nesta quinta-feira, o Brasil ficou em segundo lugar em sua bateria e em quinto lugar geral, atrás de Austrália, Hungria, China e Estados Unidos. Canadá, Grã-Bretanha e Nova Zelândia também se classificaram para a final.

"A gente estava pensando, analisando, e o foco era ficarmos entre as três nessa primeira série para garantir a vaga na final, e conseguimos a segunda posição. Então é um saldo bem positivo para o Brasil, estou muito animada para a tarde e espero melhorar", disse Maria Fernanda Costa, a Mafê, ao Sportv.

Maria Paula Heitmann, que é uma novidade em relação à equipe que terminou em quarto lugar no Mundial de Esportes Aquáticos de Doha em fevereiro, comemorou a classificação. "O objetivo era pegar a final e a tarde agora é ajustar esses detalhes para tentar melhorar o tempo", destacou Heitmann, que assumiu o lugar de Aline Rodrigues.

Stephanie Balduccini ressaltou a quebra do jejum do Brasil nessa prova. "No ano em que eu nasci esse revezamento participou de uma final olímpica. Vinte anos depois, eu posso participar. Acho que nadamos muito bem e ainda temos espaço para melhorar, o que é bom. O problema é quando não em espaço para melhorar".

A disputa por uma medalha olímpica está marcada para as 17h03 (horário de Brasília) desta quinta-feira. O Brasil ainda busca sua primeira medalha na modalidade nesta edição dos Jogos Olímpicos.

Também nesta quinta-feira, Guilherme Caribé foi eliminado nas eliminatórias dos 50 metros livre. Ele terminou em sexto lugar em sua bateria, com o tempo de 22s31, ficando em 13º lugar geral, não conseguindo avançar para as semifinais, como havia feito na prova dos 100 metros livre em Paris-2024.

Medalhistas

Ginástica: Flávia Saraiva e Rebeca Andrade fazem dobradinha na trave; Nory conquista o ouro

Competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026

20/09/2026 23h00

Foto: Reprodução / Confederação Brasileira de Ginástica - X

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O Brasil conquistou uma dobradinha na manhã deste domingo (20), em Szombathely, na etapa da Hungria, pela Copa do Mundo de Ginástica Artística. Na disputa da trave, as atletas Flávia Saraiva e Rebeca Andrade conquistaram ouro e prata, respectivamente. A britânica Emily Roper fechou o pódio.

Aos 26 anos, Flavinha conquistou a melhor colocação na etapa do mundial ao conseguir a nota 13.766 pontos, enquanto a compatriota Rebeca, de 27, ficou com 13.600 pontos. Vale ressaltar que a competidora guarulhense foi a primeira a se apresentar no aparelho. Emily Roper fechou com 12.866 para garantir o bronze.

O dia reservou outras conquistas para o Brasil na Copa do Mundo de Ginástica. A própria Flávia Saraiva conseguiu a medalha de prata no solo. Já Lorrane Oliveira, de 28 anos, fechou o pódio com o bronze, em mais uma dobradinha. A grande vencedora da categoria foi Dulcy Caylor, de apenas 18 anos, dos Estados Unidos.

No masculino, Arthur Nory, de 33 anos, conquistou o ouro na disputa da barra fixa, com a nota de 14.133 pontos. Ele superou o tcheco Tomas Kalinic e o polonês Kacper Garnczarek, com prata e bronze, respectivamente.

A competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026, que ocorre entre os dias 17 e 25 de outubro, em Roterdã, na Holanda.

Vaga garantida

Com campo-grandense Judson, Brasil atropela Argentina e garante vaga na Olimpíada

Diante de 11mil torcedores, a equipe brasileira venceu com parciais de 25-20, 25-23 e 25-20

20/09/2026 14h30

Campo-grandense Judson, central da seleção brasileira

Campo-grandense Judson, central da seleção brasileira Foto: Divulgação

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Com o campo-grandense Judson entre os titulares, a Seleção Brasileira masculina de vôlei atropelou a Argentina por 3 sets a 0 neste domingo (20), no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, e conquistou o título do Pré-Olímpico Sul-Americano de 2026. Com a vitória, o Brasil garantiu a classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

Diante de 11.968 torcedores, a equipe brasileira venceu com parciais de 25-20, 25-23 e 25-20. O oposto Darlan foi o principal pontuador da partida, com 23 acertos, enquanto o ponteiro Lucarelli foi eleito o melhor jogador do torneio.

O Brasil terminou a competição de forma invicta e sem perder nenhum set nos cinco jogos disputados. O título foi o 34º da Seleção no Campeonato Sul-Americano.

A partida 

Judson iniciou a decisão como titular, ao lado de Darlan, Flávio, Adriano, Lucarelli e Cachopa. O Brasil começou a partida em ritmo intenso e rapidamente abriu vantagem no primeiro set. A Argentina chegou a diminuir a diferença, mas a Seleção voltou a controlar as ações e fechou a parcial em 25 a 20.

No segundo set, os brasileiros novamente construíram vantagem desde o início. Os argentinos reagiram na reta final e chegaram a encostar em 23 a 22, mas o Brasil manteve a concentração e garantiu a vitória por 25 a 23, abrindo 2 sets a 0.

A Argentina começou o terceiro set mais agressiva e chegou a permanecer à frente no placar. O Brasil, porém, retomou a liderança a partir do 10 a 9 e passou a controlar novamente a partida.

Darlan foi decisivo na reta final, enquanto Flávio se destacou nos bloqueios. O Brasil abriu 21 a 18 e confirmou o título com mais um 25 a 20, após bloqueio de Flávio e ace de Adriano.

Além do título e da classificação olímpica, o Brasil teve cinco jogadores escolhidos para a seleção do campeonato. Flávio foi eleito um dos centrais, Adriano apareceu entre os ponteiros, Darlan foi escolhido como oposto e Cachopa como levantador. Lucarelli recebeu o prêmio de MVP da competição.

Com a classificação masculina, o vôlei brasileiro terá suas duas seleções nos Jogos Olímpicos de Los Angeles. A equipe feminina havia garantido a vaga uma semana antes.

Los Angeles também terá um significado especial para o vôlei brasileiro. Foi na cidade norte-americana, nos Jogos Olímpicos de 1984, que o país conquistou sua primeira medalha olímpica na modalidade. Na ocasião, a seleção foi vice-campeã após ser derrotada pelos estadunidenses por 3 a 0. 

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