Esportes

RECUPERAÇÃO

Palmeiras joga pela honra e derruba invencibilidade

Palmeiras joga pela honra e derruba invencibilidade

TERRA

11/05/2011 - 23h27
Continue lendo...

Não foi nem próximo do que o Palmeiras precisava, mas ao menos mostrou a honra da equipe de Luiz Felipe Scolari. Vítimas de impiedosos 6 a 0 na visita ao Couto Pereira há uma semana, os palmeirenses se recuperaram e fizeram 2 a 0 diante do Coritiba, com gols de Emerson (contra) e Marcos Assunção (cobrando falta). Pouco mais de 6 mil torcedores foram ao Pacaembu na noite desta quarta-feira e apoiram a equipe alviverde, não acompanhada por suas facções organizadas, que não entraram em sinal de protesto.

O jogo desta quarta representou ainda a primeira derrota do Coritiba em 2011 após 29 jogos disputados - eram, inclusive, 24 triunfos consecutivos. Ainda assim, o forte time de Marcelo Oliveira retorna às semifinais da Copa do Brasil após apenas uma temporada de ausência. Atrás do primeiro título na competição, o atual bicampeão paranaense pega o Ceará por um lugar na final.

A torcida palmeirense que foi ao Pacaembu contrariou a perspectiva de que o duelo com o Coritiba pudesse ter um público de apenas três dígitos - até a manhã desta quarta, eram só 500 ingressos vendidos. No fim das contas, apesar da ausência das facções organizadas, pouco mais de 6 mil torcedores acompanharam a partida praticamente sem protestar.

A vingança palmeirense

Ciente da dificuldade em fazer sete gols no único time invicto da elite brasileira em 2011, o Palmeiras entrou em campo atrás de ao menos uma vitória simples. Luiz Felipe Scolari, talvez se precavendo da possibilidade de perder novamente para o Coritiba, escalou três volantes e não usou nenhuma estratégia suicida, mas seu time jogou na frente atrás de gols.

Contestados pela torcida, Luan (por opção técnica) e Rivaldo (suspenso) não iniciaram entre os titulares, com João Vítor preenchendo a lateral direita e Gabriel Silva como novidade na esquerda. Chico também pintou no meio-campo e Wellington Paulista, pela primeira vez, atuou desde o início no Palmeiras.

Marcelo Oliveira, além de não contar novamente com Marcos Aurélio e Eltinho, teve três desfalques em relação ao time que fez 6 a 0 em Curitiba. O zagueiro Pereira, machucado, e o volante Léo Gago e o meia Rafinha, suspensos, não jogaram. Demerson, William e Éverton Ribeiro foram os substitutos.

Em 45 minutos, o Palmeiras jogou em cima do Coritiba, mas teve poucas chances nítidas de gol. A melhor delas, aos 35min, em finalização de Danilo após escanteio - Jonas, em cima da linha, afastou. Já a equipe visitante teve uma oportunidade. No início da patida, Bill foi lançado em velocidade e foi parado por Marcos em ocasião perigosa para os palmeirenses.

Para a etapa seguinte, Wellington Paulista foi sacado após sentir o ombro em jogada pelo alto. Com Adriano em campo, o Palmeiras acharia seu gol após menos de 1 minuto. Gabriel Silva cruzou rasteiro pela esquerda e o zagueiro Emerson colocou contra as próprias redes.

Apesar da grande desvantagem no placar agregado, o Palmeiras ganhou moral com o gol e também com a expulsão de Bill, aos 17min. Com cartão amarelo, ele levantou o pé em excesso e recebeu o vermelho. Dessa forma, o centrovante é desfalque para o treinador Marcelo Oliveira no compromisso pela semifinal.

Com um a mais em campo, o time da casa se soltou e conseguiu o segundo logo em seguida. De longe, Marcos Assunção cobrou falta com extrema precisão e dobrou a vantagem palmeirense.

Felipão até fez duas trocas, sacando João Vítor e Lincoln para as entradas de Patrik e Tinga, respectivamente, mas o Palmeiras não chegou nem perto do placar que necessitava para seguir vivo na Copa do Brasil. Da entrada da área, totalmente livre, Tinga isolou após escanteio a melhor chance criada nos instantes finais.

Palmeiras 2 x 0 Coritiba

Gols
Palmeiras: Emerson (contra) a 1min, Marcos Assunção aos 20min do 2º tempo

Palmeiras
Marcos; João Vítor (Patrik), Danilo, Thiago Heleno e Gabriel Silva; Marcos Assunção; Márcio Araújo e Chico; Lincoln (Tinga); Kléber e Wellington Paulista (Adriano)
Treinador: Luiz Felipe Scolari

Coritiba
Edson Bastos; Jonas, Emerson, Demerson e Lucas Mendes; William e Leandro Donizete; Éverton Ribeiro (Marcos Paulo) e Davi (Leonardo); Anderson Aquino (Maranhão) e Bill
Treinador: Marcelo Oliveira

Cartões amarelos
Palmeiras: Kléber
Coritiba: Lucas Mendes, Bill, Marcos Paulo

Cartão vermelho
Coritiba: Bill

Árbitro
Nielson Nogueira Dias (PE)

Local
Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)

Público e renda
6541 torcedores / R$ 219.374,00  

Medalhistas

Ginástica: Flávia Saraiva e Rebeca Andrade fazem dobradinha na trave; Nory conquista o ouro

Competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026

20/09/2026 23h00

Foto: Reprodução / Confederação Brasileira de Ginástica - X

Continue Lendo...

O Brasil conquistou uma dobradinha na manhã deste domingo (20), em Szombathely, na etapa da Hungria, pela Copa do Mundo de Ginástica Artística. Na disputa da trave, as atletas Flávia Saraiva e Rebeca Andrade conquistaram ouro e prata, respectivamente. A britânica Emily Roper fechou o pódio.

Aos 26 anos, Flavinha conquistou a melhor colocação na etapa do mundial ao conseguir a nota 13.766 pontos, enquanto a compatriota Rebeca, de 27, ficou com 13.600 pontos. Vale ressaltar que a competidora guarulhense foi a primeira a se apresentar no aparelho. Emily Roper fechou com 12.866 para garantir o bronze.

O dia reservou outras conquistas para o Brasil na Copa do Mundo de Ginástica. A própria Flávia Saraiva conseguiu a medalha de prata no solo. Já Lorrane Oliveira, de 28 anos, fechou o pódio com o bronze, em mais uma dobradinha. A grande vencedora da categoria foi Dulcy Caylor, de apenas 18 anos, dos Estados Unidos.

No masculino, Arthur Nory, de 33 anos, conquistou o ouro na disputa da barra fixa, com a nota de 14.133 pontos. Ele superou o tcheco Tomas Kalinic e o polonês Kacper Garnczarek, com prata e bronze, respectivamente.

A competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026, que ocorre entre os dias 17 e 25 de outubro, em Roterdã, na Holanda.

Vaga garantida

Com campo-grandense Judson, Brasil atropela Argentina e garante vaga na Olimpíada

Diante de 11mil torcedores, a equipe brasileira venceu com parciais de 25-20, 25-23 e 25-20

20/09/2026 14h30

Campo-grandense Judson, central da seleção brasileira

Campo-grandense Judson, central da seleção brasileira Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Com o campo-grandense Judson entre os titulares, a Seleção Brasileira masculina de vôlei atropelou a Argentina por 3 sets a 0 neste domingo (20), no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, e conquistou o título do Pré-Olímpico Sul-Americano de 2026. Com a vitória, o Brasil garantiu a classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

Diante de 11.968 torcedores, a equipe brasileira venceu com parciais de 25-20, 25-23 e 25-20. O oposto Darlan foi o principal pontuador da partida, com 23 acertos, enquanto o ponteiro Lucarelli foi eleito o melhor jogador do torneio.

O Brasil terminou a competição de forma invicta e sem perder nenhum set nos cinco jogos disputados. O título foi o 34º da Seleção no Campeonato Sul-Americano.

A partida 

Judson iniciou a decisão como titular, ao lado de Darlan, Flávio, Adriano, Lucarelli e Cachopa. O Brasil começou a partida em ritmo intenso e rapidamente abriu vantagem no primeiro set. A Argentina chegou a diminuir a diferença, mas a Seleção voltou a controlar as ações e fechou a parcial em 25 a 20.

No segundo set, os brasileiros novamente construíram vantagem desde o início. Os argentinos reagiram na reta final e chegaram a encostar em 23 a 22, mas o Brasil manteve a concentração e garantiu a vitória por 25 a 23, abrindo 2 sets a 0.

A Argentina começou o terceiro set mais agressiva e chegou a permanecer à frente no placar. O Brasil, porém, retomou a liderança a partir do 10 a 9 e passou a controlar novamente a partida.

Darlan foi decisivo na reta final, enquanto Flávio se destacou nos bloqueios. O Brasil abriu 21 a 18 e confirmou o título com mais um 25 a 20, após bloqueio de Flávio e ace de Adriano.

Além do título e da classificação olímpica, o Brasil teve cinco jogadores escolhidos para a seleção do campeonato. Flávio foi eleito um dos centrais, Adriano apareceu entre os ponteiros, Darlan foi escolhido como oposto e Cachopa como levantador. Lucarelli recebeu o prêmio de MVP da competição.

Com a classificação masculina, o vôlei brasileiro terá suas duas seleções nos Jogos Olímpicos de Los Angeles. A equipe feminina havia garantido a vaga uma semana antes.

Los Angeles também terá um significado especial para o vôlei brasileiro. Foi na cidade norte-americana, nos Jogos Olímpicos de 1984, que o país conquistou sua primeira medalha olímpica na modalidade. Na ocasião, a seleção foi vice-campeã após ser derrotada pelos estadunidenses por 3 a 0. 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).