Esportes

GUADALAJARA

Pan do México toma férias dos atletas

Pan do México toma férias dos atletas

FOLHA

08/03/2011 - 08h09
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O Pan-Americano de Guadalajara se tornou inconveniente para as modalidades que distribuem mais medalhas. A competição será em outubro, quando, normalmente, os atletas estão de férias. Em edições anteriores, o Pan aconteceu entre junho e agosto.

O evento servia como preparação para competições maiores e classificatórias dos Jogos Olímpicos. Por causa da época de chuvas em Guadalajara, no meio do ano, a organização adiou o Pan-Americano para outubro, quando começa o frio, e o período mais seco.

Boxe, ciclismo, lutas, atletismo, ginástica, natação e basquete são algumas das modalidades sacrificadas, porque seus campeonatos mundiais serão no verão no hemisfério Norte, quando o atleta deve estar no pico de sua preparação física.

"Ao chegar ao ápice da forma, é preciso entrar na competição. Passando dela, o físico começa a descer a ladeira", afirma Mauro da Silva, presidente da Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe). O boxe teve de abrir mão de um Pré-Olímpico por causa do Pan. O Mundial de Baku, no Azerbaijão, encerra-se em 1º de outubro, menos de duas semanas antes do Pan.

A medalhista olímpica Maurren Maggi durante treino no centro de treinamento do São Paulo, na Barra Funda

"Vamos mandar a equipe B para o Mundial. Mesmo assim, o pessoal que vai é madeira de dar em doido", diz o presidente da CBBoxe. Assim, os melhores brasileiros do esporte vão para um Pan esvaziado, mas onde a chance de pódio é maior. Só em abril de 2012 disputarão um outro Pré-Olímpico, dessa vez em solo brasileiro.

No atletismo, modalidade que distribui 47 medalhas de ouro, outubro é mês de férias, a não ser para os maratonistas, que ainda correm em novembro em Nova York.

Fabiana Murer, do salto com vara, disse que fará uma intertemporada de treinamento específica para o Pan. Em setembro, a saltadora disputa o Mundial de Daegu, na Coreia do Sul, que considera a competição mais importante do ano.

Já a campeã olímpica no salto em distância, Maurren Maggi, 34, elegeu o Pan como sua meta. "Posso disputar outro Mundial em 2013, mas não terei outro Pan", disse Maurren, lembrando que terá 39 anos em Toronto-2015. Cesar Cielo, campeão olímpico nos 50 m, segue o exemplo de Fabiana Murer e prefere o Mundial de natação, em julho, na China, à competição continental.

Mas a diferença é que os nadadores terão tempo para se recuperar fisicamente até competir em Guadalajara, onde 34 medalhas estarão em disputa na modalidade. A seleção masculina de basquete tentará o tetracampeonato com o time B. Foi o que disse o técnico da equipe, o argentino Rubén Magnano, em recente entrevista ao canal Bandsports.

Em outubro, os times da NBA já estarão em pré-temporada, o que inviabiliza a liberação dos melhores atletas para representar o país. Os ginastas e os atletas das lutas terão de atravessar o planeta para representar o país na disputa mexicana. Entre 14 e 16 ginastas estarão em Tóquio, em outubro, para disputar o Mundial, que dá vagas para Londres-12.

A competição termina em 16 de outubro, três dias antes da estreia do Brasil na modalidade no Pan. A ginástica disputa 14 ouros no México. "Estamos com uma preparação para que os atletas possam competir em alto nível por 15 dias", afirmou Klayler Mourthé, supervisor de seleções da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica).

Os Estados Unidos, potência na ginástica, devem mandar uma equipe mais jovem para o Pan e sua força máxima para o Mundial japonês. A CBLA (Confederação Brasileira de Lutas Associadas) classifica o calendário de 2011 como "carne de pescoço", porque o Mundial da modalidade será disputado na Turquia, em setembro.

"Os 18 atletas que vão à Turquia lutarão no Pan", diz Roberto Leitão, superintendente da CBLA. Essa é a terceira modalidade que mais premia atletas, com 18 ouros. Marcus Vinícius Freire, superintendente-executivo de esportes do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), não vê problemas nas datas. "Todos os países competirão em igualdade de condições", declarou o dirigente.
 

Medalhistas

Ginástica: Flávia Saraiva e Rebeca Andrade fazem dobradinha na trave; Nory conquista o ouro

Competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026

20/09/2026 23h00

Foto: Reprodução / Confederação Brasileira de Ginástica - X

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O Brasil conquistou uma dobradinha na manhã deste domingo (20), em Szombathely, na etapa da Hungria, pela Copa do Mundo de Ginástica Artística. Na disputa da trave, as atletas Flávia Saraiva e Rebeca Andrade conquistaram ouro e prata, respectivamente. A britânica Emily Roper fechou o pódio.

Aos 26 anos, Flavinha conquistou a melhor colocação na etapa do mundial ao conseguir a nota 13.766 pontos, enquanto a compatriota Rebeca, de 27, ficou com 13.600 pontos. Vale ressaltar que a competidora guarulhense foi a primeira a se apresentar no aparelho. Emily Roper fechou com 12.866 para garantir o bronze.

O dia reservou outras conquistas para o Brasil na Copa do Mundo de Ginástica. A própria Flávia Saraiva conseguiu a medalha de prata no solo. Já Lorrane Oliveira, de 28 anos, fechou o pódio com o bronze, em mais uma dobradinha. A grande vencedora da categoria foi Dulcy Caylor, de apenas 18 anos, dos Estados Unidos.

No masculino, Arthur Nory, de 33 anos, conquistou o ouro na disputa da barra fixa, com a nota de 14.133 pontos. Ele superou o tcheco Tomas Kalinic e o polonês Kacper Garnczarek, com prata e bronze, respectivamente.

A competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026, que ocorre entre os dias 17 e 25 de outubro, em Roterdã, na Holanda.

Vaga garantida

Com campo-grandense Judson, Brasil atropela Argentina e garante vaga na Olimpíada

Diante de 11mil torcedores, a equipe brasileira venceu com parciais de 25-20, 25-23 e 25-20

20/09/2026 14h30

Campo-grandense Judson, central da seleção brasileira

Campo-grandense Judson, central da seleção brasileira Foto: Divulgação

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Com o campo-grandense Judson entre os titulares, a Seleção Brasileira masculina de vôlei atropelou a Argentina por 3 sets a 0 neste domingo (20), no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, e conquistou o título do Pré-Olímpico Sul-Americano de 2026. Com a vitória, o Brasil garantiu a classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

Diante de 11.968 torcedores, a equipe brasileira venceu com parciais de 25-20, 25-23 e 25-20. O oposto Darlan foi o principal pontuador da partida, com 23 acertos, enquanto o ponteiro Lucarelli foi eleito o melhor jogador do torneio.

O Brasil terminou a competição de forma invicta e sem perder nenhum set nos cinco jogos disputados. O título foi o 34º da Seleção no Campeonato Sul-Americano.

A partida 

Judson iniciou a decisão como titular, ao lado de Darlan, Flávio, Adriano, Lucarelli e Cachopa. O Brasil começou a partida em ritmo intenso e rapidamente abriu vantagem no primeiro set. A Argentina chegou a diminuir a diferença, mas a Seleção voltou a controlar as ações e fechou a parcial em 25 a 20.

No segundo set, os brasileiros novamente construíram vantagem desde o início. Os argentinos reagiram na reta final e chegaram a encostar em 23 a 22, mas o Brasil manteve a concentração e garantiu a vitória por 25 a 23, abrindo 2 sets a 0.

A Argentina começou o terceiro set mais agressiva e chegou a permanecer à frente no placar. O Brasil, porém, retomou a liderança a partir do 10 a 9 e passou a controlar novamente a partida.

Darlan foi decisivo na reta final, enquanto Flávio se destacou nos bloqueios. O Brasil abriu 21 a 18 e confirmou o título com mais um 25 a 20, após bloqueio de Flávio e ace de Adriano.

Além do título e da classificação olímpica, o Brasil teve cinco jogadores escolhidos para a seleção do campeonato. Flávio foi eleito um dos centrais, Adriano apareceu entre os ponteiros, Darlan foi escolhido como oposto e Cachopa como levantador. Lucarelli recebeu o prêmio de MVP da competição.

Com a classificação masculina, o vôlei brasileiro terá suas duas seleções nos Jogos Olímpicos de Los Angeles. A equipe feminina havia garantido a vaga uma semana antes.

Los Angeles também terá um significado especial para o vôlei brasileiro. Foi na cidade norte-americana, nos Jogos Olímpicos de 1984, que o país conquistou sua primeira medalha olímpica na modalidade. Na ocasião, a seleção foi vice-campeã após ser derrotada pelos estadunidenses por 3 a 0. 

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