Preocupado com as obras intermináveis do complexo esportivo que carrega o nome de seu avô, o deputado Pedro Pedrossian Neto (PSD) propôs uma audiência pública na tarde de hoje (29), na Assembleia Legislativa, para debater o futuro do maior estádio de Mato Grosso do Sul, sob administração da UFMS.
Incomodado com o atraso sobre entrega das obras e a situação precária que deparou ao andar pelos corredores do Morenão nesta semana, o parlamentar disse que a audiência tem como objetivo conversar com a Fapec (Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura) sobre o que ela necessita para finalizar a reforma.
“Estive andando pelo Morenão nesta semana e deparei com fezes de animais e baratas nas cabines de imprensa. Uma situação insalubre para a imprensa trabalhar. Não estou aqui para apontar dedo para ninguém, mas buscar soluções com a Fapec para saber qual é o escopo? O que ela precisa para finalizar a obra? Quais são os recursos necessários?”, relatou o deputado.
Questionado sobre a possibilidade de desvinculação do Estádio Morenão com a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), o parlamentar relatou que há sim conversas para dialogar com o governo do estado e verificar quais seriam os modelos de gestão sobre administração do Estádio para o futuro. Na justificativa, o deputado usou exemplos de estádios que foram reformados pelo país para receber eventos culturais e esportivos.
“Enquanto o Mato Grosso se organizou no futebol, ficamos para trás porque não temos equipamentos públicos para dar visibilidade ao município, arrecadação de público e também chamar atenção de patrocinadores para os times de Campo Grande. Quando meu avô construiu o estádio em 1972, a iluminação era feita com torres externas e hoje não é mais desta forma. Antes de pensar no futuro, preciso que a Fapec agilize a entrega das obras, para que depois precisamos debater sobre os modelo de gestão do Morenão, usando exemplos de estádios multiuso para eventos esportivos e até culturais, como shows que acontecem em todo país”, explicou.
Fotos: João Gabriel Vilalba
E o Morenão? Vai entregar quando?
Em conversa com Nilde Brum, diretora da Fapec (Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura), relatou que as fases cruciais como banheiros e as rampas de acesso ao gramado já foram finalizadas. Agora é necessário analisar a 1º fase, que é a parte mais complexa desta reforma.
“Temos em mãos um equipamento de 53 anos que está passando pela sua primeira reforma. Tivemos problemas de infiltrações e agora estamos na fase mais complexa que é instalação de para-raios, placares eletrônicos, iluminação, hidratante, acessibilidade e reforma das marquises que são itens que está em fase de orçamento”, relatou.
Ao questionarmos sobre quando as obras serão entregues, a diretora da Fapec disse que se tudo andar sem nenhuma interferência, o estádio será entregue em 2025, mas para isso os R$9,4 milhões podem ser insuficientes para finalizar a obra.
“Preciso que a Agesul aprove os documentos, porque logo depois precisamos apresentar os editais porque estamos usando dinheiro público. Seguindo o cronograma, vamos abrir uma licitação para escolher uma empresa. Se tudo isso andar tranquilamente, terminamos essa segunda fase em 12 meses”, explicou a diretoria da Fapec.
Fotos: Gerson Oliveira/ Correio do Estado
Estádio Pedro Pedrossian fechado há 2 anos
Com 53 anos de vida, o maior estádio universitário do país não recebe jogos desde 23 de maio de 2021, entre Operário e Dourados, partida válida pelo hexagonal final, que terminou com a vitória do time douradense, por 4 a 2.
Logo após, o governo de Mato Grosso do Sul destinou a Universidade Federal pelo programa MS + Esporte, o valor de R$ 9,4 milhões para reformas no Estádio do Morenão
As obras iniciaram no primeiro semestre de 2022 e segundo a Fapec (Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura) até o momento foram gastos R$3.673.921,27 para melhorar todos os banheiros dos torcedores, vestiários dos jogadores e dos árbitros.
Para finalizar a obra, faltam serem investidos R$6.732.971,43, que seriam usados na estrutura e segurança do complexo. Com este valor, estão previstas readequação no sistema de proteção contra raios, recuperação de marquises e melhorias na cobertura.



