Esportes

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Pernambucana vai do sonho de ser Marta ao pódio no ciclismo e triatlo

Kawani Sofia é uma das maiores medalhistas dos Jogos da Juventude

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Não é incomum que atletas jovens militem em diferentes modalidades antes de decidirem qual caminho seguirão na carreira. A pernambucana Kawani Sofia Carneiro, de 15 anos, é um exemplo. Nesta edição dos Jogos da Juventude, em Ribeirão Preto (SP), a garota nascida em Olinda (PE) e que mora em Paulista (PE) competiu no ciclismo e no triatlo - e foi ao pódio em ambos.

A competição, que reúne cerca de quatro mil atletas entre 15 e 17 anos, de escolas públicas e privadas de todo o país, segue até o próximo dia 16, com transmissão da TV Brasil (confira, no fim do texto, a programação da semana que vem).

Na primeira fase do evento, Kawani disputou medalhas no ciclismo. Conquistou três: bronze na prova de potência máxima (em que os atletas pedalam uma bicicleta fixa e ganha quem exercer maior potência), prata na de velocidade e ouro na de resistência.

"Para falar a verdade, eu não estava muito confiante, porque eu sempre tinha as concorrentes em mente e sabia que elas eram um pouco mais fortes por conta da idade, mas se estou aqui é porque mereço. Na última volta [da prova de resistência], peguei a esquerda, fiquei atrás um pouco e decidi no sprint [explosão de velocidade]. Usei a cabeça", disse Kawani, ao site do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

A pernambucana, porém, ainda tinha mais medalhas a buscar na recém-finalizada segunda fase dos Jogos, desta vez no triatlo, uma das cinco modalidades que estrearam no evento. A jovem foi ao pódio duas vezes, com um bronze (equipes mistas) e uma prata (individual). Nesta última, Kawani também brilhou no sprint, agora na corrida, ultrapassando a paulista Maria Luiza Oliveira quase na linha de chegada.

"O último gás veio justamente da minha treinadora, a Ceça, que estava o tempo todo me acompanhando e, também, a torcida que me ajudou muito. Não posso mentir: não estava acreditando muito em mim mesma, mas, graças aos meus técnicos e aos meus fãs, consegui essa medalha", comemorou a jovem.

Da bola à bicicleta

Kawani já acumulava medalhas em competições nacionais de base no ciclismo e no triatlo antes dos Jogos da Juventude. Os resultados a credenciaram a ser contemplada pelo Bolsa Atleta (programa federal de patrocínio individual), na categoria Estudantil. Ela também recebe o Bolsa Atleta do estado de Pernambuco. Na infância, porém, o esporte que a encantava era outro. Torcedora do Sport, ela começou no futebol, aos seis anos.

"Queria ser uma Marta. Ela sempre será uma referência para mim, assim como a Formiga, e tem um lugar no meu coração para esse esporte. Depois eu fui para a natação, porque meu irmão tinha asma e minha mãe tinha muito medo que eu tivesse. Então, ela queria que todos nós nadássemos, pois ajuda a melhorar. Mas eu conheci o ciclismo e em 2019, justamente nos Jogos da Juventude, em Blumenau [SC], consegui três medalhas. Foi aí que a minha paixão pela bicicleta falou mais alto", recordou a pernambucana.

A garota concilia a rotina de acordar cedo e pegar ônibus para ir e voltar da escola com treinos de natação, três vezes por semana, e atividades na casa da técnica Ceça, onde pedala no rolo fixo, um equipamento fixado ao eixo da roda traseira da bicicleta para garantir estabilidade, que compensa a dificuldade para se exercitar na estrada.

"A família dela é bem humilde, ela ajuda a mãe com o Bolsa Atleta. O que a gente pode fazer é chegar junto, [auxiliar com] material esportivo, coisas que ela ainda não tem próprias. Graças a Deus, ela conseguiu as bolsas estadual e federal, por mérito dela", destacou Ceça, em vídeo publicado no canal do Time Brasil no YouTube.

Apesar de se destacar em duas modalidades, está chegando a hora de Kawani decidir qual delas proporcionará o melhor caminho rumo ao sonho de representar o Brasil em uma Olimpíada. Segundo Ceça, a jovem não tem dúvidas de que o futuro está na bicicleta.

"A Kawani é nata e tem um futuro brilhante. No que se dedicar, ela vai desenvolver bem. Estamos entrando na fase de maturação, que temos de escolher as provas específicas, pois não dá para ser boa em tudo. Se quer pensar em seleção brasileira, não dá para abraçar o mundo. E hoje ela tem consciência de que a especialização é no ciclismo", concluiu a treinadora.

Reta final

A segunda fase dos Jogos da Juventude chegou ao fim neste domingo (10). A partir de terça-feira (12), tem início a etapa final do evento, com sete modalidades: esgrima, tiro com arco, vôlei de praia, natação, águas abertas, handebol e basquete.

Medalhistas

Ginástica: Flávia Saraiva e Rebeca Andrade fazem dobradinha na trave; Nory conquista o ouro

Competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026

20/09/2026 23h00

Foto: Reprodução / Confederação Brasileira de Ginástica - X

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O Brasil conquistou uma dobradinha na manhã deste domingo (20), em Szombathely, na etapa da Hungria, pela Copa do Mundo de Ginástica Artística. Na disputa da trave, as atletas Flávia Saraiva e Rebeca Andrade conquistaram ouro e prata, respectivamente. A britânica Emily Roper fechou o pódio.

Aos 26 anos, Flavinha conquistou a melhor colocação na etapa do mundial ao conseguir a nota 13.766 pontos, enquanto a compatriota Rebeca, de 27, ficou com 13.600 pontos. Vale ressaltar que a competidora guarulhense foi a primeira a se apresentar no aparelho. Emily Roper fechou com 12.866 para garantir o bronze.

O dia reservou outras conquistas para o Brasil na Copa do Mundo de Ginástica. A própria Flávia Saraiva conseguiu a medalha de prata no solo. Já Lorrane Oliveira, de 28 anos, fechou o pódio com o bronze, em mais uma dobradinha. A grande vencedora da categoria foi Dulcy Caylor, de apenas 18 anos, dos Estados Unidos.

No masculino, Arthur Nory, de 33 anos, conquistou o ouro na disputa da barra fixa, com a nota de 14.133 pontos. Ele superou o tcheco Tomas Kalinic e o polonês Kacper Garnczarek, com prata e bronze, respectivamente.

A competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026, que ocorre entre os dias 17 e 25 de outubro, em Roterdã, na Holanda.

Vaga garantida

Com campo-grandense Judson, Brasil atropela Argentina e garante vaga na Olimpíada

Diante de 11mil torcedores, a equipe brasileira venceu com parciais de 25-20, 25-23 e 25-20

20/09/2026 14h30

Campo-grandense Judson, central da seleção brasileira

Campo-grandense Judson, central da seleção brasileira Foto: Divulgação

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Com o campo-grandense Judson entre os titulares, a Seleção Brasileira masculina de vôlei atropelou a Argentina por 3 sets a 0 neste domingo (20), no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, e conquistou o título do Pré-Olímpico Sul-Americano de 2026. Com a vitória, o Brasil garantiu a classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

Diante de 11.968 torcedores, a equipe brasileira venceu com parciais de 25-20, 25-23 e 25-20. O oposto Darlan foi o principal pontuador da partida, com 23 acertos, enquanto o ponteiro Lucarelli foi eleito o melhor jogador do torneio.

O Brasil terminou a competição de forma invicta e sem perder nenhum set nos cinco jogos disputados. O título foi o 34º da Seleção no Campeonato Sul-Americano.

A partida 

Judson iniciou a decisão como titular, ao lado de Darlan, Flávio, Adriano, Lucarelli e Cachopa. O Brasil começou a partida em ritmo intenso e rapidamente abriu vantagem no primeiro set. A Argentina chegou a diminuir a diferença, mas a Seleção voltou a controlar as ações e fechou a parcial em 25 a 20.

No segundo set, os brasileiros novamente construíram vantagem desde o início. Os argentinos reagiram na reta final e chegaram a encostar em 23 a 22, mas o Brasil manteve a concentração e garantiu a vitória por 25 a 23, abrindo 2 sets a 0.

A Argentina começou o terceiro set mais agressiva e chegou a permanecer à frente no placar. O Brasil, porém, retomou a liderança a partir do 10 a 9 e passou a controlar novamente a partida.

Darlan foi decisivo na reta final, enquanto Flávio se destacou nos bloqueios. O Brasil abriu 21 a 18 e confirmou o título com mais um 25 a 20, após bloqueio de Flávio e ace de Adriano.

Além do título e da classificação olímpica, o Brasil teve cinco jogadores escolhidos para a seleção do campeonato. Flávio foi eleito um dos centrais, Adriano apareceu entre os ponteiros, Darlan foi escolhido como oposto e Cachopa como levantador. Lucarelli recebeu o prêmio de MVP da competição.

Com a classificação masculina, o vôlei brasileiro terá suas duas seleções nos Jogos Olímpicos de Los Angeles. A equipe feminina havia garantido a vaga uma semana antes.

Los Angeles também terá um significado especial para o vôlei brasileiro. Foi na cidade norte-americana, nos Jogos Olímpicos de 1984, que o país conquistou sua primeira medalha olímpica na modalidade. Na ocasião, a seleção foi vice-campeã após ser derrotada pelos estadunidenses por 3 a 0. 

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