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Santos empata com o América-MEX e avança na Libertadores

Santos empata com o América-MEX e avança na Libertadores

uol

03/05/2011 - 23h42
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Nem Paulo Henrique Ganso, nem Neymar. O responsável pela classificação do Santos às quartas de final da Libertadores foi Rafael. O goleiro fez quatro boas defesas no segundo tempo, e garantiu o empate por 0 a 0 diante do América-MEX, em Queretáro, na noite desta terça-feira. Com venceu o jogo de ida na Vila por 1 a 0, o alvinegro consegui a classificação de forma dramática.

O Santos sofreu grande pressão do adversário nos 90 minutos. O América colocou uma bola na trave no primeiro tempo, e viu o “paredão” Rafael impedir o tão esperado gol que levaria a decisão da vaga para os pênaltis. Agora, o time da Vila espera o vencedor de Cruzeiro e Once Caldas na próxima etapa – o time brasileiro venceu o jogo de ida na Colômbia por 2 a 1.

O empate no México foi conquistado com muito suor, e até mesmo sangue, o que determinou a saída de Edu Dracena nos minutos finais de jogo. Antes disso, Arouca foi substituído por Rodrigo Possebon reclamando de dores musculares, chorou no banco de reservas, e deve ser desfalque na final do Campeonato Paulista, contra o Corinthians, no próximo domingo, no Pacaembu.

Um dos poucos lances de lucidez do Santos em Queretáro foi uma falta cobrada por Ganso na trave, aos 4 minutos do segundo tempo. Muricy, que deixou o time extremamente retrancado, precisa agradecer a Rafael pela vaga conquistada.   

O treinador do América, Carlos Reynoso, optou por poupar o artilheiro da equipe na temporada, Reyna, o deixando no banco de reservas. A escolha foi pela presença do “grandalhão” Vuoso na área, jogador que levou perigo nas jogadas aéreas, mas teve dificuldade de manter o bom toque de bola da equipe mexicana pelo chão.

Já Muricy Ramalho entrou em campo com Adriano no lugar de Elano, vetado pelo departamento médico, e apostou nas investidas ofensivas de Danilo, pela esquerda, e Arouca, pela direita. Não deu certo. Os dois jogadores tiveram atuação discreta no primeiro tempo.

A sólida defesa santista armada por Muricy contou bastante com a colaboração de Léo, que pouco avançou ao ataque e funcionou como um terceiro zagueiro em muitas ocasiões. Apesar disso, o Santos sofreu alguns sustos.

Em lances de bola parada, o América esteve duas vezes bem próximo do gols, sendo que a segunda tentativa foi uma cabeçada na trave de Mosquera. Ainda na primeira etapa, o atacante  Sánchez também perdeu uma ótima chance de marcar.

O América teve amplo domínio no primeiro tempo, e sequer levou sustos do Santos. Por isso, a ordem de Muricy para a volta no segundo tempo foi, ao menos, finalizar.

“Ele falou para ter calma, e arriscar mais chutes para o gol”, disse Léo, em entrevista ao Sportv, ao voltar para o segundo tempo.

De fato, o Santos voltou mais arrojado a campo mesmo sem alterações. A equipe esteve perto de abrir o placar logo aos 4 minutos em cobrança de falta na trave de Paulo Henrique Ganso. Depois desse lance, o treinador mexicano optou por, enfim, o artilheiro Reyna em campo no lugar do volante Pardo.

A resposta de Muricy veio pouco depois com a entrada do zagueiro Bruno Aguiar no lugar do atacante Zé Eduardo. O Santos passou a jogar extremamente retrancado e voltou a sofrer pressão.

Foi a partir desde momento que Rafael entrou em ação. O camisa 1 santista fez defesas lindas, três em chutes de fora da área, e um em uma cabeçada firme de Esqueda. O goleiro santista roubou a cena, viveu noite de Ganso e Neymar, e saiu de campo como o herói da classificação do Santos às quartas de final da Libertadores.

Esportes

Quanto os clubes brasileiros movimentaram no mercado de transferências em 2026?

21/09/2026 13h42

Foto de ChatGPT/AI.

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O mercado da bola no Brasil fechou mais uma janela de transferências para os clubes.

Apesar de registrar um volume geral mais contido, alguns poucos clubes voltaram a investir pesado para reforçar os elencos.

Segundo os cálculos do levantamento do Estádio Total na plataforma Transfermarkt, os clubes gastaram cerca de 116 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 680 milhões.

Por outro lado, juntos, arrecadaram mais de 162 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 900 milhões com vendas.

Os números divergem de uma plataforma para outra, principalmente porque os critérios podem incluir ou não bônus e outros componentes financeiros.

Veja como os times gastaram e como faturaram na janela de transferências.

Os clubes que mais gastaram

Flamengo

A equipe carioca gastou cerca de 13 milhões de euros (R$ 77 milhões) com as contratações do atacante argentino Joaquín Freitas (ex-River) e do ponta equatoriano Anthony Valencia.

Vasco

O Vasco da Gama também apostou em reforços argentinos: pagou 6,45 milhões de euros por Alan Sescano (Argentinos Juniors) e 6,05 milhões de euros por Santiago Sosa (Racing).

Somadas a outras contratações, como a de Facundo Colidio (3,90 milhões de euros) e Breno Duarte (2 milhões de euros), as despesas ultrapassam os 19,90 milhões de euros (R$ 118 milhões).

Cruzeiro

O Cruzeiro também investiu alto: desembolsou 10,5 milhões de euros por Gabriel Pec, do LA Galaxy, 5,25 milhões de euros por Gabriel Rojas, do Racing, e 4,4 milhões de euros pelo jovem Zé Lucas.

Fotos: Gustavo Martins/ Cruzeiro

O time celeste ainda pagou 3,7 milhões de euros por Luís Sinisterra, além de reforçar o elenco com uma série de empréstimos gratuitos, casos de Luciano Rodríguez, Wesley e Matías Viña.

Ao todo, o Cruzeiro gastou quase 24 milhões de euros (R$ 140 milhões) na janela do meio do ano de 2026.

Bahia

O Bahia também apareceu entre os clubes que mais investiram, pagando 9 milhões de euros por Alejo Veliz, ex-Tottenham, e 1,5 milhão de euros pelo zagueiro Marco Moreno, do Eibar.

Quem lucrou com vendas?

Palmeiras

O Palmeiras segue como destaque: recebeu 37,4 milhões de euros do Manchester City por Allan, 4 milhões de euros do Sporting por Kaique Pereira e 2,6 milhões de euros do Necaxa por Chaves.

Ao todo, o Palmeiras lucrou mais de 44 milhões de euros, um faturamento na faixa dos R$ 261 milhões para o clube paulistano.

Grêmio

O Grêmio também aproveitou para fazer caixa: vendeu Viery à Fiorentina por 15 milhões de euros e Gabriel Mec ao Porto por 11 milhões de euros.

Com a venda de André Henrique e possíveis valores adicionais previstos em metas por Viery, o faturamento do Grêmio pode passar dos R$ 180 milhões.

Botafogo

Em momento financeiro complicado, o Botafogo negociou o zagueiro Barboza com o Palmeiras por 3,5 milhões de euros e recebeu 3 milhões de euros pelo volante Newton.

Fluminense

O Fluminense fechou uma venda de peso ao negociar Facundo Bernal com o Betis por 10,5 milhões de euros, enquanto trouxe Thiago Silva e Hulk sem custos.

A aposta na base como tendência

Apesar de uma janela menos movimentada, o mercado brasileiro pode ganhar força nas próximas temporadas com a formação e valorização de novos jogadores.

Para os clubes, dar espaço a esses atletas pode ser uma alternativa diante de um cenário de maiores restrições para gastar em contratações, enquanto uma boa sequência de jogos também pode aumentar seu valor para futuras negociações.

A tendência é que esse movimento ganhe ainda mais força com a evolução de jogadores que já começam a se destacar no Brasileirão, como os 18 nomes apontados pelo Estádio Total como potenciais protagonistas da nova geração.

Nomes como Zé Lucas (18 anos, comprado pelo Cruzeiro) e Kauã Prates (18 anos, vendido pelo Cruzeiro ao Dortmund por 7 milhões de euros) ilustram bem esse movimento: mesmo muito jovens, já despertam interesse de clubes europeus e movimentam valores relevantes no mercado.

Esse cenário reforça uma mudança de comportamento que já vinha se desenhando nas últimas temporadas.

Com o custo de reposição no mercado internacional cada vez mais alto, os clubes brasileiros encontraram nas categorias de base uma forma inteligente de manter a competitividade sem comprometer o caixa, apostando que a valorização desses jovens vai continuar rendendo bons negócios nas próximas janelas.

O boom dos empréstimos entre clubes brasileiros

Além do uso da base, outro destaque da janela foi o volume de negociações feitas por empréstimo diretamente entre clubes do futebol brasileiro, sem envolver dinheiro.

O caso mais curioso é o do RB Bragantino com o Atlético Mineiro: o Massa Bruta emprestou o centroavante uruguaio Thiago Borbas para o Galo, que devolveu a gentileza cedendo o volante Patrick por empréstimo ao clube paulista.

O Bahia emprestou o lateral-esquerdo Iago ao São Paulo, enquanto o Fluminense cedeu o meia Lima ao Santos, que, por sua vez, emprestou o zagueiro Zé Ivaldo ao Clube do Remo.

O Cruzeiro liberou o goleiro Matheus Cunha para o Internacional, o Goiás emprestou o lateral Diego Caito ao Grêmio e o São Paulo cedeu o volante Felipe Negrucci ao Athletic Club.

Em quase todos os casos, são jogadores com pouco espaço no time principal, mas que os próprios clubes acreditam ter valor de mercado e preferem ver ganhando ritmo de jogo em outro time nacional a deixá-los no banco de reservas.

Esse tipo de negociação virou uma alternativa cada vez mais comum diante do cenário de contas apertadas: em vez de vender ou comprar, os clubes trocam jogadores entre si por empréstimo, sem custo, apostando que o próprio mercado interno vai revalorizar esses atletas.

Um time cede o jogador que não está jogando, o outro ganha um reforço de graça, e todo mundo sai satisfeito até a próxima janela.
 

Medalhistas

Ginástica: Flávia Saraiva e Rebeca Andrade fazem dobradinha na trave; Nory conquista o ouro

Competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026

20/09/2026 23h00

Foto: Reprodução / Confederação Brasileira de Ginástica - X

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O Brasil conquistou uma dobradinha na manhã deste domingo (20), em Szombathely, na etapa da Hungria, pela Copa do Mundo de Ginástica Artística. Na disputa da trave, as atletas Flávia Saraiva e Rebeca Andrade conquistaram ouro e prata, respectivamente. A britânica Emily Roper fechou o pódio.

Aos 26 anos, Flavinha conquistou a melhor colocação na etapa do mundial ao conseguir a nota 13.766 pontos, enquanto a compatriota Rebeca, de 27, ficou com 13.600 pontos. Vale ressaltar que a competidora guarulhense foi a primeira a se apresentar no aparelho. Emily Roper fechou com 12.866 para garantir o bronze.

O dia reservou outras conquistas para o Brasil na Copa do Mundo de Ginástica. A própria Flávia Saraiva conseguiu a medalha de prata no solo. Já Lorrane Oliveira, de 28 anos, fechou o pódio com o bronze, em mais uma dobradinha. A grande vencedora da categoria foi Dulcy Caylor, de apenas 18 anos, dos Estados Unidos.

No masculino, Arthur Nory, de 33 anos, conquistou o ouro na disputa da barra fixa, com a nota de 14.133 pontos. Ele superou o tcheco Tomas Kalinic e o polonês Kacper Garnczarek, com prata e bronze, respectivamente.

A competição da Hungria serve de preparação para o Mundial de Ginástica Artística 2026, que ocorre entre os dias 17 e 25 de outubro, em Roterdã, na Holanda.

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