Esportes

FUTSAL FEMININO

Sem apoio financeiro, Pezão/UCDB lança campanha para pagar custos de viagens

Equipe sul-mato-grossense é a única representante do Estado na Liga Feminina de Futsal e, para este ano, não conta com apoio municipal ou estadual para disputar a competição

Continue lendo...

A equipe do Pezão/UCDB é a única representante do Mato Grosso do Sul na Liga Feminina de Futsal (LFF). Porém, não recebe apoio de entidades públicas ou privadas para custear os gastos das viagens, colocando em risco o seguimento do time na competição nacional.

Ano passado, representou o Estado pela primeira vez na LFF e conseguiu um honroso oitavo lugar na primeira fase, garantindo vaga para o mata-mata da competição. Infelizmente, não seguiu adiante, mas por ser a participação de estreia no torneio, ficar entre as oito melhores foi motivo de muita comemoração para os sul-mato-grossenses.

Para a edição deste ano, a equipe foi novamente convidada pela Confederação Brasileira de Futebol de Salão (CBFS) para participar da competição nacional e aceitou, mas enfrenta dificuldades financeiras para seguir no torneio. 

Ontem, quarta-feira (19), no Instagram oficial do Pezão/UCDB, foi lançada uma rifa para ajudar nos custos das viagens, além de um comunicado explicando a situação e pedindo ajuda dos torcedores para que elas continuem na LFF.

Luiz Fernando “Nando”, treinador da equipe, afirmou que o único apoio que o time recebe vem através da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), com treinamento, bolsa de estudos e outras despesas. Mauro Ferrari, presidente da Federação de Futsal do Mato Grosso do Sul, também foi citado pelo técnico como uma fonte de apoio em alguns custos.

Para as partidas mandadas em casa, onde acontecem no Ginásio Guanandizão, os custos são menores, já que a Prefeitura de Campo Grande fornece o espaço gratuitamente, mas reforçou que por ser uma competição de nível nacional, os gastos ainda são altos.

“Tudo em competição nacional é muito caro, então a gente tem que fazer essa correria extra e contar com colaborações, e as meninas se desdobram para também ajudar”, afirmou.

No ano passado, o treinador destacou que a Fundação de Desporto e Lazer do Mato Grosso do Sul (Fundesporte) não ajudou no começo da competição, mas, após falecimento de João Félix, - presidente da SERC, que tinha parceria com a UCDB até os primeiros meses deste ano - forneceu recursos para que a equipe conseguisse seguir até o fim.

Ainda sobre a parceria com o setor público esportivo do Estado, a Fundesporte, a capitã Bruna Elisbão contou que há dois anos a equipe conseguiu R$ 500 mil através de um edital da insitutição, o que ajudou a conquistar ótimos resultados em quadra, mas destaca que hoje elas precisam do apoio para seguir em outros torneios e, principalmente, com o projeto.

"Para realizar alguns jogos é mais difícil, tanto fora como aqui dentro, e como a gente fez um compromisso lá no começo de permanecer na Liga, de jogar, de honrar, então a gente está correndo atrás de patrocínios,", reforçou Bruna.

A capitã ainda comentou que a equipe pretende se candidatar ao edital de R$ 7 milhões lançado pela Fundesporte, do qual prevê um benefício financeiro para entidades esportivas do Mato Grosso do Sul. Mas garante que elas não podem ficar esperando pelo resultado, que deve acontecer apenas em setembro ou outubro, meses que a primeira etapa da LFF já deve estar no final.

Em meio à essa crise financeiro, o Pezão/UCDB vai ao Paraná enfrentar o Stein Cascavel (PR), uma das melhores equipes da modalidade no país e atual campeão da Libertadores. Jogo será sábado (22), às 15h (horário de MS), no Ginásio Francisco Odilon Reinhard. Neste momento, a equipe sul-mato-grossense ocupa a 10ª colocação, com uma vitória e três derrotas, mas ainda próximo à zona de classificação para o mata-mata.

Classificação de momento (até 20/06) da LFF:

Fonte: CBFS

Saiba

O time de futsal feminino da UCDB tinha parceria com a SERC, de Chapadão do Sul, até o início deste ano. Mas, após o falecimento de João Félix, presidente do SERC, a sede chapadense diminuiu gradativamente os apoios financeiros dados à UCDB, até decidirem encerrar por completo a parceira. Para 2024, a equipe fechou com a escolinha tradicional Pezão

Assine o Correio do Estado

manifesto

Reação de clubes a MP contra bets saiu após casas de apostas ameaçarem revisão de patrocínios

Clubes e as federações divulgaram um manifesto no qual dizem que medida contra bets anunciada pelo governo será "golpe fatal" no futebol brasileiro, que sofrerá colapso

18/09/2026 23h00

Foto: IA

Continue Lendo...

A reação dos clubes e federações de futebol a rumores de que o governo pretende tomar "medida drástica" contra as bets saiu depois de as empresas de apostas avisarem os times e entidades esportivas que a decisão vai forçá-las a rever contratos de patrocínio.

Hoje, 13 dos 20 times da Série A do Brasileirão têm contratos com empresas de apostas. A própria competição é patrocinada pela principal empresa do mercado, a grega Betano.

As plataformas de apostas chegaram a patrocinar 19 dos 20 clubes da primeira divisão. O número caiu, mas elas ainda dominam o futebol brasileiro e injetam mais de R$ 1 bilhão nos contratos de patrocínio com as equipes da elite.

Clubes manifestaram preocupação às patrocinadoras quando leis municipais passaram a proibir a exibição de marcas de bets em espaços públicos, como estádios. As restrições foram adotadas em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.

Em seguida, as empresas de apostas apresentaram aos clubes um panorama ainda pior para o setor: o governo pretende editar uma Medida Provisória (MP) que acaba com os cassinos online (jogo do tigrinho e similares), parte principal do faturamento das principais bets. A expectativa é de que a medida seja publicada e enviada ao Congresso Nacional nos próximos dias, ainda antes do 1º turno das eleições.

Mesmo sem que estejam definidos quais serão os termos dessa MP, os clubes e as federações divulgaram, nesta quinta-feira, 17, um manifesto no qual se dizem preocupados com os "rumores" e que, caso eles se confirmem, será "golpe fatal" no futebol brasileiro, que sofrerá colapso, segundo as agremiações.

"A consequência não será apenas uma porta escancarada para as apostas clandestinas, mas um golpe fatal para o futebol brasileiro, levando muitos clubes à insolvência", diz o texto divulgado por alguns dos principais clubes do País, entre eles Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Flamengo.

Segundo representantes de empresas de apostas ouvidos pela reportagem, a maioria dos contratos de patrocínio firmados com os clubes têm cláusulas que permitem revisões em caso de mudanças significativas no arcabouço regulatório.

Essas cláusulas serão ativadas se o governo confirmar medidas que afetam o faturamento das bets. E os clubes já foram avisados a respeito.

As bets também têm cobrado uma posição da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que optou por tratar o tema com cautela.

As casas de apostas também têm acordos comerciais com a CBF, aparecem nas transmissões da Globo e de outras emissoras e amarram parcerias até com torcidas organizadas de alguns dos maiores times do País.

Executivos do setor defendem que seja feito um estudo de impacto econômico e jurídico antes da eventual aplicação de restrições às bets. As casas de apostas foram regulamentadas no início de 2024 e terão de ser recompensadas caso a MP seja aprovada, uma vez que cada empresa pagou R$ 30 milhões para operar no País por um período de cinco anos.

Surpresa

Badosa leva susto de argentina, mas vira com apoio de brasileiros e vai às quartas do SP Open

A torcida brasileira abraçou a rivalidade com a Argentina e deu um baita empurrão em Badosa

17/09/2026 23h00

Foto: Reprodução

Continue Lendo...

Paula Badosa precisou suar mais do que o imaginado para avançar à terceira rodada do SP Open, nesta quinta-feira. Principal favorita do WTA a nível WTA 250, a espanhola perdeu o primeiro set para a argentina Jazmin Ortenzi, mas conseguiu a virada, empurrada por apoio das arquibancadas brasileiras, avançando com 4/6, 6/2 e 6/2.

Apenas a 160ª do mundo, Ortenzi entrou na quadra Maria Esther Bueno, no Parque Villa-Lobos, tentando aprontar diante da ex-número 2 do mundo e conseguiu parte de sua missão, ao sair de um 1 a 4 para 6 a 4, com cinco pontos seguidos no primeiro set.

A alegria da argentina parou por aí. A torcida brasileira abraçou a rivalidade com a Argentina e deu um baita empurrão em Badosa, que se mostrou soberana nos dois sets a seguir, abraçada pela torcida local.

A espanhola não se intimidou com a quebra no primeiro game do segundo set, devolveu a seguir e logo virou para 4 a 1. Aproveitando novo break, fechou com 6 a 2 na primeira oportunidade, levando a definição para o terceira set.

Mais concentrada, Badosa logo abriu 2 a 0. Em set no qual permitiu uma quebra, mas pontuou no serviço de Ortenzi em três oportunidades, repetiu a parcial anterior, definindo novamente na primeira chance.

Em disputa apenas de estrangeiras após queda de todas as cinco representantes brasileiras, Badosa terá pela frente nesta sexta-feira a norte-americana Mary Stoiana, 116ª do mundo, e que se garantiu entre as oito melhores ao superar a tcheca Dominika Salkova por 7/6 (7/5) e 6/1.

Terceira favorita no Parque Villa-Lobos, Solana Sierra foi outra tenista argentina eliminada no dia, com derrota em sets diretos para a holandesa Suzan Lamens, parciais de 6/3 e 6/2. Já a francesa Anna Blinkova, cabeça de chave 4, não decepcionou. Ela bateu a tcheca Vendula Valdmannova com 6/3 e 6/0.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).