Superação

Após perder a casa em um terremoto, idosa de 87 anos constrói tudo do zero com garrafas plásticas

Com cerca de 10 metros quadrados, a casa recebeu o nome de "casita encantada".

Em 2001, um terremoto destruiu a casa onde Maria Ponce vivia na vila de El Borbollon, em El Salvador. Sem recursos para reconstruí-la ou comprar outro imóvel, a idosa encontrou uma solução: erguer uma nova moradia com as próprias mãos, usando materiais descartados.

A ideia surgiu de um sonho: Maria imaginou uma casa feita de garrafas plásticas e decidiu transformar a visão em realidade. Com cerca de 10 metros quadrados, a casa recebeu o nome de "casita encantada" e ficou conhecida entre os moradores da região pela fachada colorida e inusitada.

Meses de dedicação e trabalho solitário

Antes de começar a obra, Maria passou cerca de um mês e meio recolhendo garrafas descartadas, bambu e outros materiais espalhados pela comunidade. A construção começou apenas depois dessa fase de coleta.

A obra durou aproximadamente três meses, e sozinha, do amanhecer ao anoitecer, Maria levantou as paredes com centenas de garrafas plásticas usadas como alvenaria. Varas de bambu fincadas no solo formaram a base estrutural e sustentaram toda a construção. Depois, Maria pintou manualmente várias embalagens e deixou a fachada colorida na rua principal da vila, conhecida como El Litoral.

Um legado que permanece na memória local

Décadas depois, a pequena casa continua de pé e se tornou uma referência para moradores e visitantes de El Borbollon. A edificação representa a resistência diante dos efeitos do terremoto de 2001 e a capacidade de Maria de reconstruir a própria vida após a perda.

Maria Ponce morreu em fevereiro de 2024, aos 90 anos, mas a obra preserva a história de sua determinação. Sua filha, Rosa Miriam, cuida da "casita encantada" até hoje e mantém viva a história de uma mulher que encontrou beleza e esperança em materiais descartados.

Armas no espaço

Alerta global: EUA confirmam existência de armas em órbita da Terra

Washington manteve informações cruciais sob sigilo.

07/10/2026 15h28

Foto: Zelch Csaba/Pexels

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Os Estados Unidos reconheceram pela primeira vez publicamente que possuem armas posicionadas em órbita, marcando um ponto de inflexão em um debate crítico para o qual o direito internacional. Ainda não oferece respostas claras: que tipos de armas são permitidos no espaço e quais deveriam ser proibidas.

Troy Meink, secretário da Força Aérea dos Estados Unidos, fez o anúncio durante a conferência Air, Space & Cyber em Maryland. Segundo a declaração, o país agora opera "armas de controle espacial em órbita" desenhadas para defender forças americanas contra possíveis ataques de adversários no espaço.

O que o governo americano não revelou

Washington manteve informações cruciais sob sigilo: a natureza exata dessas armas, quantas estão atualmente em órbita, seus mecanismos de funcionamento e quando foram lançadas permanecem classificados. A administração também não esclareceu se essas armas foram criadas unicamente para atingir objetos espaciais ou se têm capacidades adicionais.

A opacidade é característica comum entre grandes potências. Rússia, China e outras nações também guardam em sigilo suas capacidades militares no espaço, criando um cenário onde especialistas frequentemente não conseguem identificar se um satélite serve exclusivamente a fins civis. Militares ou ambos os objetivos simultaneamente.

Armas que não parecem armas

O desafio definitório começa aqui: uma arma espacial não precisa tomar a forma convencional de bomba ou míssil em órbita. Tecnologias capazes de interferir ou destruir sistemas espaciais incluem mísseis antissatélite disparados da Terra. Equipamentos de jamming de sinais, lasers, emissores de micro-ondas de alta potência, operações cibernéticas e até satélites que se aproximam de outros equipamentos.

O problema maior é que muitas dessas tecnologias possuem usos civis completamente legítimos. Um satélite que se aproxima de outro pode realizar manutenção, inspeção ou reabastecimento — mas essa mesma capacidade tecnológica permite danificar ou inutilizar equipamentos adversários. A questão central é essa ambiguidade: um equipamento desenvolvido para função pacífica pode transformar-se em arma, dependendo de como é utilizado.

O vazio jurídico de 1967

O Tratado do Espaço Exterior, assinado em 1967 durante a Guerra Fria, estabelece as regras internacionais para atividades humanas fora da Terra. O documento proíbe colocar em órbita armas nucleares ou outras armas de destruição em massa, e determina que a Lua e corpos celestes similares sejam usados exclusivamente para fins pacíficos.

Porém existe uma lacuna significativa: o tratado não estabelece proibição geral equivalente para armas convencionais posicionadas na órbita terrestre. Isso significa que confirmar a existência de uma arma convencional em órbita não equivale automaticamente a uma violação do acordo internacional. É precisamente esse vazio jurídico que preocupa pesquisadores e especialistas em direito espacial.

Por que as regras precisam evoluir

Pesquisadores de organismos como o Project Ploughshares apontam que a estrutura jurídica que governa atividades espaciais requer modificação fundamental para acompanhar a realidade tecnológica contemporânea. Criar novas regulações enfrenta obstáculos consideráveis, incluindo desacordos entre potências sobre o que deve ser permitido e a dificuldade em verificar cumprimento de qualquer novo tratado.

A confirmação americana sobre armas em órbita reacende um debate que envolve países com capacidades espaciais significativas e coloca em foco a necessidade urgente de clareza normativa. Sem regras internacionais mais robustas, o espaço pode tornar-se um domínio de confrontação onde a ausência de limites claros define as operações militares das próximas décadas.

Psicologia

Se você sempre esquece nomes durante uma conversa, pode estar sofrendo de sobrecarga mental

Lapso de memória não indica fraqueza cognitiva nem desinteresse.

07/10/2026 14h16

Foto: Liliana Drew/Pexels

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Psicólogos concordam que quem esquece nomes durante uma conversa provavelmente está sofrendo de sobrecarga mental. Esse lapso de memória, frequente entre pessoas que acabam de conhecer, não indica fraqueza cognitiva nem desinteresse — é resultado de como a mente distribui sua capacidade limitada de concentração.

Quando a atenção se divide entre múltiplas demandas, o cérebro prioriza o conteúdo da conversa e o comportamento de quem fala, relegando a retenção de nomes a um segundo plano.

A codificação de um nome sofre interferência quando a atenção está dirigida para outro lugar durante a apresentação. Isso ocorre enquanto você processa as palavras da pessoa, suas expressões faciais e o contexto da conversa. A informação do nome passa despercebida pelo sistema de memória ativa e pode desaparecer em minutos se não for reforçada imediatamente.

Por que profissões ficam, mas nomes desaparecem

De acordo com a psicóloga Olga Albaladejo, em entrevista ao CuerpoMente, quando alguém se apresenta como médico, advogado ou professor. O cérebro ativa uma rede de associações — imagens, conhecimentos e experiências ligadas àquela profissão. Um rótulo profissional chega carregado de significado, conectado a vivências anteriores.

Em contraste, um nome como Elena, Marta ou Javier chega como uma palavra solta, sem vínculo com nenhuma lembrança preexistente, e por isso desvanece com facilidade.

As histórias, emoções e situações compartilhadas durante um diálogo criam conexões mentais muito mais robustas do que uma informação isolada. O cérebro investe recursos limitados naquilo que parece ter maior peso ou relevância no momento. Uma simples apresentação de nome, desprovida de contexto emocional ou narrativo, não passa pelo filtro de prioridade.

O impacto da sobrecarga mental e da ansiedade

Quando o dia acarreta múltiplas preocupações, tarefas pendentes ou cansaço acumulado, o cérebro simplesmente não reserva espaço para guardar uma informação considerada secundária. A identificação de uma pessoa que você conheceu há pouco perde prioridade diante de outras demandas que parecem mais urgentes naquele instante.

Para outros especialistas em psicologia, a ansiedade social desempenha um papel importante nessa situação. Quem está concentrado em causar boa impressão ou parecer simpático acaba canalizando sua energia mental para esse objetivo, deixando menos capacidade cognitiva disponível para reter o nome de quem acaba de conhecer.

Reconhecer esse padrão ajuda a compreender que o esquecimento não reflete descaso com a outra pessoa, mas a distribuição natural de recursos cerebrais diante de várias demandas ao mesmo tempo.

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