O Holei Sea Arch, arco de rocha vulcânica que servia de cartão-postal da Ilha do Havaí, desmoronou no Oceano Pacífico após ser fragilizado pela passagem do Furacão Nolo. O National Park Service (NPS) confirmou a queda na última sexta-feira (2).
A agência federal americana não soube precisar o dia exato do colapso, mas acredita que ele tenha ocorrido antes da noite de domingo, 27 de setembro. O Parque Nacional dos Vulcões do Havaí estava fechado por precaução durante a tempestade, o que impediu qualquer registro do momento em que o arco caiu.
A última foto de monitoramento que mostrava a estrutura intacta foi tirada em 23 de setembro. Um novo registro, feito em 30 de setembro, já revela o trecho da costa sem o arco de 27 metros de altura.
Risco em penhascos próximos ao local
O NPS pediu que os visitantes evitem as bordas dos penhascos da região, classificados como instáveis por causa do risco de novos desabamentos no paredão rochoso. Imagens recentes em redes sociais mostram pessoas entrando na área isolada onde ficava o Holei Sea Arch, mesmo após os alertas.
Segundo a agência, aproximar-se da beira do penhasco expõe visitantes e socorristas ao risco de queda e afogamento, já que as ondas continuam a atingir a costa. O comportamento preocupa o NPS por repetir as condições que antecederam o colapso da formação.
Uma marca histórica da ilha
Esculpido em rocha vulcânica, o arco existia há cerca de 550 anos e era um dos pontos mais fotografados da Big Island. O NPS se despediu da formação publicamente, desejando que ela "descanse em paz" e convidando visitantes a compartilhar fotos feitas no local ao longo dos anos.
O próprio NPS já alertava havia tempos sobre o risco de desaparecimento do arco. Antes da chegada do Nolo, as autoridades já apontavam um processo natural de erosão na falésia, que pode ter sido acelerado pelas condições climáticas recentes. A agência descreveu a formação como linda, mas temporária, e afirmou que o arco marítimo um dia desmoronaria no mar.
E que outros o substituiriam à medida que a falésia lentamente migrasse para o interior da ilha.
A trajetória do furacão Nolo
O Nolo ganhou força sobre as águas do Pacífico aquecidas pelo fenômeno Super El Niño. A tempestade passou a cerca de 233 km ao sul da Big Island em 26 de setembro, levando chuva forte e ventos intensos à região.
Formado em 13 de setembro, o sistema mudou de categoria diversas vezes, chegando a furacão de categoria 4 antes de perder força e ser rebaixado a tempestade tropical. Nas primeiras horas deste sábado (3), o Nolo voltou a ser classificado como furacão de categoria 1, com ventos entre 120 e 140 km/h.
Se o sistema cruzar a Linha Internacional da Data, passará a ser chamado de Super Tufão, nome dado às tempestades de mesma intensidade que atingem o Sudeste Asiático.
O desaparecimento do Holei Sea Arch reforça o aviso do próprio NPS: à medida que a falésia migra lentamente para o interior da ilha. Novas formações tenderão a surgir no lugar das que desabarem.


