Oportunidade

Argentina procura voluntários para viver perto de montanhas com casa gratuita, internet e bicicleta

A proposta foi publicada na plataforma Worldpackers.

Uma fazenda em San Rafael, Mendoza, oferece moradia gratuita em troca de 20 horas semanais de trabalho voluntário, permitindo conhecer as paisagens do sul argentino sem custos de hospedagem. A proposta, publicada na plataforma Worldpackers, atrai pessoas interessadas em viver em contato com a natureza enquanto colaboram com tarefas da propriedade rural.

Os voluntários recebem quarto individual, acesso à internet, uso de cozinha equipada e bicicletas para se locomover pelos arredores. Além disso, ganham dois dias livres por semana para explorar as atrações turísticas da região, como o Cânion do Atuel, o Vale Grande e o Embalse Los Reyunos.

Como funciona o voluntariado

O trabalho se estende de segunda a sexta-feira, com as 20 horas distribuídas ao longo dos cinco dias. As atividades incluem jardinagem, pintura, reparos na construção e tarefas rurais e se concentram na manutenção da casa e dos espaços externos da finca, que fica perto de um rio com vistas para as paisagens naturais locais.

A estadia mínima é de 5 dias e a máxima de 14 dias, com disponibilidade entre outubro de 2026 e fevereiro de 2027 — as datas devem ser confirmadas com o anfitrião. Podem se candidatar pessoas com idades entre 21 e 70 anos, tanto indivíduos quanto casais ou duplas, desde que tenham pelo menos nível iniciante de espanhol ou inglês.

Requisitos e o que não está incluído

O processo de inscrição é feito pela plataforma Worldpackers, onde se cria um perfil, localiza o anúncio e envia a solicitação. A aprovação final fica a critério do anfitrião da propriedade. Passagens aéreas, seguro de viagem, transporte interno no país e documentação necessária não estão incluídos e devem ser pagos por cada voluntário.

San Rafael oferece alternativas de lazer durante o tempo livre, como rafting, passeios de catamarã, cavalgadas e tours por vinícolas da região, combinando trabalho voluntário com a oportunidade de desfrutar um dos destinos turísticos mais conhecidos de Mendoza.

Filosofia

Ideia atribuída a Dostoiévski diz que perdoar alguém em silêncio é uma forma de autocuidado

Autor continua sendo uma das maiores referências mundiais.

05/10/2026 15h16

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Fiódor Dostoiévski continua sendo uma das maiores referências quando o assunto é sofrimento, relacionamentos e transformação pessoal. Mais de um século após sua morte, suas reflexões circulam nas redes sociais e em conteúdos sobre desenvolvimento pessoal. 

Uma das ideias mais difundidas é a de que perdoar não significa necessariamente manter a proximidade com quem causou o dano. 

A reflexão associada ao pensamento de Dostoiévski parte de uma realidade comum nas relações: nem todo perdão precisa ser acompanhado pela retomada do vínculo. Em algumas situações, perdoar em silêncio pode significar reconhecer o que aconteceu, abandonar o ressentimento e, ao mesmo tempo, escolher manter distância de quem causou sofrimento.

Em suas obras, o escritor russo explorou alguns dos dilemas mais profundos da natureza humana: sofrimento, culpa, fé, liberdade e as contradições que marcam os relacionamentos. Suas novelas continuam sendo analisadas pela complexidade psicológica dos personagens e pela relevância de suas reflexões nos dias atuais.

Perdão sem reaproximação

Uma das reflexões frequentemente associadas ao pensamento dostoievskiano está ligada à necessidade de proteger a própria estabilidade emocional. A ideia central é perdoar, mas à distância, e seguir o próprio caminho como uma escolha mais saudável. Embora essa formulação não apareça em suas principais obras, toda a sua literatura é permeada por temas de dor, redenção e dignidade pessoal.

Muitas pessoas acreditam que o perdão exige restabelecer o vínculo com quem provocou o dano. Porém, de uma perspectiva mais próxima do bem-estar psicológico, perdoar pode ser entendido como uma decisão interna para se libertar do ressentimento. Sem implicar a retomada de uma relação que se mostrou prejudicial.

Reconhecimento e mudança

Essa perspectiva também parte do reconhecimento de que as pessoas não agem nem sentem da mesma forma. Nem todos reconhecem seus erros ou demonstram disposição genuína para mudar. Quando alguém não identifica problema no próprio comportamento, qualquer tentativa de transformação raramente produz resultado.

Especialistas em desenvolvimento pessoal apontam que a maturidade está em identificar situações que ameaçam a paz emocional e agir conforme necessário. Às vezes, a resposta mais saudável não é manter confrontos constantes nem tentar convencer o outro, mas criar distância e aceitar que algumas relações chegaram ao fim.

Liberação pessoal acima de tudo

Essa abordagem não busca cultivar rancor nem indiferença, mas reconciliação consigo mesmo. Deixar de alimentar a raiva, renunciar a discussões sem fim e aceitar o que ocorreu permite recuperar a energia emocional para investir naquilo que está sob controle. O perdão funciona mais como ferramenta de libertação pessoal do que como concessão para quem causou o mal.

Dostoiévski mostrou em suas narrativas como o sofrimento pode se transformar em oportunidade de aprendizado. Sob essa perspectiva, romper relacionamentos que prejudicam a paz interior não é uma derrota, mas demonstração de força.

Recorde mundial

Aos 47 anos, mulher corre uma ultramaratona por dia durante 1.000 dias e supera uma volta à Terra

Somando todos os percursos, Shannon-Leigh Litt chegou à marca de 52 mil quilômetros.

05/10/2026 14h54

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Por 1.000 dias ininterruptos, uma advogada neozelandesa de 47 anos manteve o hábito de correr diariamente. Não houve um único dia sem treino, e cada trajeto somava no mínimo 51 quilômetros, medida que corresponde a uma ultramaratona. 

Somando todos os percursos, Shannon-Leigh Litt chegou à marca de 52 mil quilômetros, como relatou ao Guinness World Records.

Essa quilometragem ultrapassa em quase um terço a medida da linha do Equador, de 40.075 km de circunferência.

Uma rotina que começou com meta menor

Moradora de Whangarei, na Nova Zelândia, Shannon atua como advogada criminalista em período integral. A ideia inicial era alcançar 250 dias consecutivos de corridas na distância de ultramaratona, categoria feminina, superando a marca de 200 dias que pertencia à corredora norte-americana Candice Burt.

O desafio começou em 1º de janeiro de 2024. No início de abril daquele ano, ela já tinha ultrapassado o recorde masculino de 100 dias, estabelecido pelo britânico David Jackson, e decidiu seguir em frente, muito além do que havia planejado.

Classificação para Mundial ficou de lado

Seis semanas antes de começar a tentativa de recorde, a neozelandesa havia se classificado, de forma inesperada, para o Campeonato Mundial de 100 km. O tempo que ela cravou, 8 horas, 29 minutos e 5 segundos, ficou entre os mais rápidos já registrados por uma mulher da Nova Zelândia na prova.

Catorze anos de treino antecederam essa classificação, que ela buscava sem sucesso até então. Mesmo diante da conquista, optou por abrir mão da disputa para manter o foco único no desafio das 1.000 ultramaratonas.

Corridas de madrugada ao redor do mundo

Conciliar o trabalho de advogada com o volume de corrida foi, segundo ela, um dos pontos mais difíceis da jornada. Nos dois primeiros anos, ela precisou acordar de madrugada para treinar antes do expediente.

As provas costumavam começar entre 1h e 4h da manhã e duravam de cinco horas e meia a seis horas e meia. Quando começavam mais tarde, as corridas chegavam a durar cerca de oito horas e meia.

As regras do Guinness World Records exigiam que cada corrida fosse concluída respeitando o fuso horário da Nova Zelândia, mesmo quando Shannon estava fora do país. Em uma viagem a Bali, por exemplo, ela precisou terminar a ultramaratona antes das 20h.

Corridas em quatro países e em Dubai durante o desafio

Além da Indonésia, a rotina de 1.000 dias levou a advogada a correr também na Malásia, em Singapura, em Dubai e na Austrália. Em cada parada, era preciso reorganizar os horários de sono e treino para não quebrar a sequência.

Nos fins de semana, ela conseguia dormir cerca de 10 horas, recuperando parte do descanso perdido durante a semana de trabalho. Já nos dias úteis, o tempo de sono ficava extremamente reduzido, às vezes chegando apenas a três ou quatro horas, moldado pelas saídas de madrugada para cumprir a distância diária.

O gasto com equipamento também marcou o desafio: Shannon estima ter usado cerca de 100 pares de tênis ao longo dos 1.000 dias de corrida.

Durante a jornada, enfrentou diferentes condições climáticas e situações inesperadas. Na Áustria, quase desenvolveu hipotermia, e em outros locais, precisou correr sob temperaturas próximas a 40°C.

Para suportar o desgaste físico imposto pelo desafio, Shannon ajustou a dieta e passou a ingerir, em média, 5.500 calorias diárias.

No 999º dia, um imprevisto quase atrapalhou a sequência: ela deixou a casa às 5h40 para correr ao lado de um amigo e, pouco depois de iniciar o trajeto, notou que um dos relógios havia ficado para trás.

Ao voltar, descobriu que também havia saído sem as chaves e precisou esperar um chaveiro, atrasando o início da corrida, e apesar do contratempo, completou a distância ainda naquele dia.

Com a meta original de 250 dias superada ainda nos primeiros meses, nem todos apoiaram a decisão de continuar. Familiares e amigos achavam que ela deveria parar na marca de 200, conforme informou ao Correio 24 Horas. Shannon explicou que isso mostrava a importância de se concentrar no que é relevante e correto para si.

Mesmo que nem todos apoiassem, muitas vezes por amor e pelo desejo de que ela se mantivesse saudável, e ela seguiu até completar mil ultramaratonas consecutivas.

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