Comparação nas alturas

Enquanto maior pirâmide do mundo tem 138,8 metros, o maior prédio do Brasil tem mais que o dobro

O prédio mais alto do Brasil já concluído fica em Balneário Camboriú

A maior pirâmide já construída está sob uma colina em Puebla, no México, e não no Egito. A Pirâmide de Tepanapa permaneceu oculta por séculos, coberta por vegetação que transformou a estrutura monumental em uma elevação indistinta do terreno.

A redescoberta, em 1910, revelou um colosso que supera em volume a Grande Pirâmide de Gizé. Embora a pirâmide egípcia alcance 138,8 metros de altura, contra 66 metros da estrutura mexicana, o volume total de Tepanapa é significativamente maior.

A base da pirâmide mexicana é quase quatro vezes mais ampla que a da Grande Pirâmide de Gizé. A escala do monumento pode ser comparada à de construções modernas, como o Yachthouse by Pininfarina (Torre 2).

O prédio mais alto do Brasil já concluído fica em Balneário Camboriú, Santa Catarina. O Yachthouse by Pininfarina (Torre 2) mede 294,1 metros e tem 81 pavimentos, pouco mais que o dobro da altura da pirâmide mexicana.

Uma civilização perdida na colina

Arqueólogos indicam que a pirâmide foi erguida há aproximadamente 2.300 anos. Ela foi abandonada entre os séculos 7 e 8, mas as causas do desuso permanecem um mistério, assim como a identidade de quem a construiu.

A argila usada na construção favoreceu o crescimento de plantas. Com o tempo, a vegetação cobriu toda a estrutura e a transformou em uma elevação indistinta.

Nem mesmo o conquistador espanhol Hernán Cortés, que destruiu o Império Asteca de Moctezuma II em 1519, reconheceu a pirâmide quando passou pela região. As tropas devem ter caminhado sobre ou perto da colina sem suspeitar que uma das maiores obras humanas repousava sob seus pés. A pirâmide foi redescoberta em 1910 pelos moradores da região.

Descoberta e significado arqueológico

Escavações realizadas desde 1910 revelaram mais de 400 corpos enterrados na pirâmide e ao redor dela. Os achados sugerem que o local funcionou como um centro de culto e sacrifícios.

Estruturalmente, a pirâmide mexicana compartilha características com a Pirâmide do Sol, também localizada no México e considerada a terceira maior do mundo. Essa similaridade construtiva entre monumentos mesoamericanos sugere uma tradição arquitetônica distinta daquela das pirâmides egípcias, refletindo diferentes necessidades, crenças e capacidades técnicas das civilizações pré-colombianas. Uma igreja foi construída no topo da pirâmide, sobrepondo duas tradições culturais.

Reflexão

Tomás de Aquino: "Se o objetivo do capitão fosse preservar o navio, ele o manteria no porto"

Frase segue ecoando entre quem reflete sobre o medo e as decisões

08/10/2026 10h46

Imagem: Carlo Crivelli/Wikimedia Commons

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Uma frase atribuída a Tomás de Aquino, filósofo e teólogo italiano do século XIII, segue ecoando entre quem reflete sobre o medo e as decisões: se o propósito máximo de um capitão fosse preservar o navio, ele o manteria no porto para sempre.

A metáfora do barco parado ilumina um dilema que atravessa qualquer época — o risco de agir versus a ilusão de segurança total. Evitar riscos pode garantir proteção no curto prazo, mas também pode travar exatamente aquilo para o qual alguém foi preparado.

Essa tensão permanece atual porque aparece em decisões que as pessoas enfrentam: vale ficar no conforto conhecido ou é preciso navegar em águas incertas?

O risco como parte do caminho

Para o teólogo, arriscar-se não significa agir sem rumo nem ignorar as consequências. Significa aceitar que a busca por segurança absoluta pode distanciar uma pessoa justamente daquilo que ela pretende alcançar. Essa interpretação se aproxima do projeto intelectual de Tomás de Aquino: unir fé e razão numa mesma estrutura de pensamento, sem tratá-las como inimigas.

A reflexão não defende a imprudência, mas questiona quando a proteção se torna paralisia. Um capitão que nunca solta as amarras do porto não cumpre sua função — navegar. Da mesma forma, uma pessoa que recusa todo risco deixa sua vida e seus objetivos em suspenso indefinidamente.

O propósito acima da proteção

A metáfora do capitão carrega ainda outra camada: proteger algo não pode virar o único objetivo de quem navega, porque isso impede o navio de cumprir a função para a qual existe. Prudência, decisão e busca por um fim ajudam a explicar por que esse raciocínio continua citado em debates sobre o sentido da vida.

Tomás de Aquino entendia que virtude, fé e escolhas pessoais não eram abstrações isoladas, mas elementos que se entrelaçavam nas decisões concretas. Por isso sua reflexão sobre o capitão e o porto resiste ao tempo — ela não oferece respostas prontas, mas convida a pensar sobre o que realmente importa em nossas vidas.

Quem foi Tomás de Aquino

Nascido em 1225 e falecido em 1274, o religioso foi membro da Ordem dos Dominicos. E se tornou uma das figuras centrais da Escolástica, corrente que buscava explicar questões de fé por meio da lógica.

Ele defendeu o papel da razão para alcançar certas verdades e formulou as chamadas cinco vias, um conjunto de argumentos sobre a existência de Deus que marcou a filosofia medieval.

Sua obra mais influente, a Suma Teológica, abordou questões relacionadas a Deus, o conhecimento, a moral, a lei e a natureza humana. A obra é referência para quem estuda filosofia e teologia cristã por tentar organizar de forma sistemática perguntas que a humanidade carrega há séculos.

Um legado que segue navegando

A frase do capitão resiste porque fala de um impasse que ainda hoje aparece nas decisões de quem escolhe entre o conforto do porto e o risco do mar aberto. Não é pergunta apenas de filósofos: é pergunta de quem decide mudar de carreira, de quem enfrenta um desafio inesperado, de quem precisa escolher entre o seguro e o desejado.

Tomás de Aquino não pregava temeridade, mas advertia que a vida plena exige coragem — a coragem de reconhecer que nem toda segurança nos protege, e nem todo risco nos destrói. A verdadeira sabedoria está em navegar com propósito, aceitando que algumas águas precisam ser cruzadas para chegar aonde se quer ir.

Em alerta

Alerta nacional: Ciclone se forma no Brasil e preocupa 5 estados

Ciclone extratropical deve se formar nos próximos dias

08/10/2026 10h27

Foto: Atlantic Ambience/Pexels

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Um ciclone extratropical deve se formar no próximo sábado (10), entre o litoral do Sul do país e o Uruguai, impulsionado por uma frente fria que já avança sobre o continente.

O fenômeno se soma a um cavado — faixa de baixa pressão que intensifica as chuvas — e deve espalhar temporais e rajadas de vento por 13 estados durante a semana. O Rio Grande do Sul concentra o maior risco: em alguns pontos, a chuva pode superar 150 milímetros até sexta-feira (9).

Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro também entram na rota do mau tempo, com volumes que preocupam moradores de áreas sujeitas a alagamento.

Como será a semana no Sul

O Paraná e o litoral norte catarinense registraram a chuva mais forte na terça-feira (6). O Rio Grande do Sul, por sua vez, terá agravamento gradual, com o pico da instabilidade sendo nesta quinta (8) e sexta-feira (9), quando o cavado ganha força e abre caminho para o ciclone de sábado (10).

Esse sistema deve puxar mais umidade para a região e alimentar tempestades no noroeste e no centro gaúcho, no meio-oeste catarinense e no leste paranaense. Em Chapecó, os acumulados podem chegar perto de 100 milímetros, enquanto o Paraná deve registrar algo próximo de 90 milímetros entre as porções leste e oeste do estado.

 

Risco de alagamento em áreas vulneráveis

Tanta chuva concentrada em poucos dias aumenta a chance de rios e córregos transbordarem, além de deslizamentos em encostas e regiões já fragilizadas.

Por isso, quem mora perto de encostas ou costuma enfrentar vias alagáveis deve redobrar a atenção. Enquanto o Sul se prepara para o pico da instabilidade, São Paulo, Minas Gerais. E o Rio de Janeiro seguem sob um corredor de umidade ligado à mesma frente fria que avançou ontem, terça-feira (6).

Nesta quarta-feira (7), pancadas fortes e temporais à tarde são esperados em praticamente todo o território paulista, em boa parte de Minas Gerais e no centro e sul fluminense.

Sudeste e Centro-Oeste também entram na rota

Na quarta-feira, o Rio de Janeiro e trechos do Triângulo Mineiro concentram os maiores volumes da semana, com estimativas acima de 90 milímetros no leste Mineiro e na região central fluminense. A força da chuva diminui no Sudeste a partir desta quinta e sexta, mas pancadas isoladas ainda podem surpreender São Paulo e o oeste Mineiro.

No Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul e o sul de Goiás despontam entre as áreas mais atingidas. Ontem, na terça-feira (6), o leste sul-mato-grossense e o sul do Mato Grosso receberam a chuva mais intensa.

A partir desta quinta-feira (8), a instabilidade se espalha por Mato Grosso do Sul, com acumulados que podem superar 50 milímetros até o fim da semana.

A fronteira amazônica também entra no radar, e ontem, terça-feira (6), tempestades atingiram o oeste do Amazonas e avançaram à noite sobre o Acre e o norte de Rondônia. Entre quinta e sexta-feira, a instabilidade se concentra principalmente no Acre e em Rondônia, enquanto o oeste do Amazonas ainda pode registrar chuva.

Com a chegada do ciclone extratropical no próximo sábado (10), cidades do noroeste gaúcho devem enfrentar rajadas de vento acima de 100 km/h.

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