Psicologia

Perder o medo de pagar mico gera 3 benefícios para o seu cérebro, segundo psicoterapeuta

A psicoterapeuta Britt Frank explica.

Superar o medo de se expor publicamente ao falar em uma reunião, usar roupas chamativas ou pronunciar uma palavra de forma errada, ativa mecanismos cerebrais e traz benefícios para o bem-estar mental. A psicoterapeuta Britt Frank explica que esse exercício de tolerância desencadeia três transformações específicas no cérebro e na vida cotidiana de quem consegue praticá-lo.

O medo de fazer o ridículo surge de um impulso evolutivo profundo: os seres humanos são animais sociais e a pertença ao grupo é crucial para a sobrevivência. Quando alguém imagina que pode se tornar alvo de ridicularização, o corpo responde com estresse e alterações fisiológicas — é uma reação ancestral, não uma fraqueza pessoal.

A preocupação com o julgamento alheio costuma impedir as pessoas de experimentar situações novas e, com frequência, faz com que percam oportunidades.

Ampliação da tolerância a situações desafiadoras

O primeiro benefício emerge quando a pessoa reconhece que cometer um erro em público não é uma catástrofe. Tropeçar nas palavras durante uma apresentação, pronunciar incorretamente um termo ou não saber a resposta para uma pergunta gera momentos de constrangimento, mas são experiências comuns e passageiras.

Quando alguém enfrenta esses instantes com naturalidade e até humor, as pessoas ao redor geralmente respondem com empatia e cumplicidade em vez de julgamento severo.

Ao praticar esse enfrentamento, a pessoa desconstrói a crença de que o ridículo é intolerável. Com isso, cresce a tolerância a novas experiências e diminui a necessidade compulsiva de evitar situações potencialmente constrangedoras, o que abre portas para desafios profissionais, sociais e pessoais que antes pareciam intransponíveis.

Ativação da neuroplasticidade cerebral

O segundo ganho está ligado à capacidade do cérebro de se transformar a partir de novas vivências e aprendizados — um processo conhecido como neuroplasticidade. Segundo Britt Frank, ao sair da zona de conforto e experimentar algo inédito, a pessoa força o cérebro a abandonar o piloto automático e criar novas conexões neurais.

Essa reorganização neural não afeta apenas a capacidade de lidar com situações constrangedoras — ela potencializa a aprendizagem geral, melhora a memória e aumenta a flexibilidade cognitiva. O cérebro literalmente se remodela para processar novos desafios, tornando-se mais resiliente e adaptável a mudanças futuras.

Recuperação do instinto de brincar na vida adulta

O terceiro benefício traz de volta uma atividade que a maioria abandona na transição da infância para a idade adulta: o brincar. Quando uma pessoa consegue encarar situações potencialmente embaraçosas com leveza e disposição lúdica, recupera a capacidade de se divertir mesmo diante da possibilidade de falhar. Essa atitude abre espaço para experimentar sem a rigidez do medo.

Pesquisas demonstram que o jogo e a brincadeira em adultos geram bem-estar psicológico significativo e reduzem o estresse. Quando alguém consegue rir de seus próprios erros e encarar desafios com espírito lúdico em vez de com pânico. Muda fundamentalmente sua relação com o fracasso — transformando-o de ameaça a oportunidade de aprendizado.

Custo de vida

Salário no Brasil é R$ 1.621, mas lavador de pratos na França economiza R$ 5.597,50 por mês

Na França, quem lava louça e ajuda na cozinha é chamado de "plongeur".

07/10/2026 16h21

Foto: MART PRODUCTION/Pexels

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Pablo González é um argentino que se mudou para a França encontrou no trabalho de lavador de pratos uma forma de viver no país europeu sem arcar integralmente com o aluguel. Ele, que também produz conteúdo como viajante, relatou em seu canal no YouTube a rotina, o salário e os gastos do dia a dia no país.

No Brasil, o salário mínimo é de R$ 1.621,00. Na França, Pablo consegue guardar até 1.000 euros por mês, o equivalente a R$ 5.597,50 na cotação usada como referência. A diferença se explica em boa parte pelo alojamento incluído no contrato de trabalho, que ele considera essencial.

Como funciona o trabalho de plongeur

Na França, quem lava louça e ajuda na cozinha é chamado de "plongeur". Foi nessa função que o argentino conseguiu emprego perto de Bordeaux, em uma cidade que recebe turistas no verão. O contrato inclui moradia, mas não alimentação.

Ele recebe 1.600 euros líquidos pelo trabalho, acima do salário mínimo local, de cerca de 1.478 euros líquidos. Mesmo com a moradia incluída, paga 165 euros de aluguel por mês, valor compensado por um adicional de 180 euros para alimentação.

Os gastos mensais e a sobra no fim do mês

O supermercado consome entre 300 e 400 euros por mês, um valor que varia conforme os hábitos de consumo e a forma como cada pessoa organiza o próprio orçamento. O plano de celular custa 8,99 euros e garante 250 GB de internet.

Outros compromissos, como assinaturas de aplicativos e aulas de idioma, somam cerca de 50 euros mensais na planilha do argentino. Segundo ele, é preciso considerar ainda despesas que ficaram pendentes no país de origem antes de qualquer cálculo de poupança.

Somando tudo, uma pessoa com alojamento garantido e bom controle financeiro costuma gastar entre 700 e 800 euros por mês. Quem consegue economizar chega a guardar até 1.000 euros por mês. Nos primeiros meses, porém, Pablo poupou entre 500 e 600 euros, porque ainda pagava contas no país de origem e ajudava a família.

A escolha da cidade também pesa no bolso

Além do emprego e da poupança, a cidade escolhida também influencia a experiência de quem se muda para a França. Cidades com oferta cultural, bairros históricos, áreas verdes e proximidade com o litoral tendem a oferecer um cotidiano mais equilibrado para quem chega ao país.

Paris concentra museus, monumentos e programação cultural durante todo o ano. Outras regiões, como Lyon, se destacam pelo centro histórico preservado e pela proximidade com os Alpes, com opções de passeio sem longos deslocamentos.

Armas no espaço

Alerta global: EUA confirmam existência de armas em órbita da Terra

Washington manteve informações cruciais sob sigilo.

07/10/2026 15h28

Foto: Zelch Csaba/Pexels

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Os Estados Unidos reconheceram pela primeira vez publicamente que possuem armas posicionadas em órbita, marcando um ponto de inflexão em um debate crítico para o qual o direito internacional. Ainda não oferece respostas claras: que tipos de armas são permitidos no espaço e quais deveriam ser proibidas.

Troy Meink, secretário da Força Aérea dos Estados Unidos, fez o anúncio durante a conferência Air, Space & Cyber em Maryland. Segundo a declaração, o país agora opera "armas de controle espacial em órbita" desenhadas para defender forças americanas contra possíveis ataques de adversários no espaço.

O que o governo americano não revelou

Washington manteve informações cruciais sob sigilo: a natureza exata dessas armas, quantas estão atualmente em órbita, seus mecanismos de funcionamento e quando foram lançadas permanecem classificados. A administração também não esclareceu se essas armas foram criadas unicamente para atingir objetos espaciais ou se têm capacidades adicionais.

A opacidade é característica comum entre grandes potências. Rússia, China e outras nações também guardam em sigilo suas capacidades militares no espaço, criando um cenário onde especialistas frequentemente não conseguem identificar se um satélite serve exclusivamente a fins civis. Militares ou ambos os objetivos simultaneamente.

Armas que não parecem armas

O desafio definitório começa aqui: uma arma espacial não precisa tomar a forma convencional de bomba ou míssil em órbita. Tecnologias capazes de interferir ou destruir sistemas espaciais incluem mísseis antissatélite disparados da Terra. Equipamentos de jamming de sinais, lasers, emissores de micro-ondas de alta potência, operações cibernéticas e até satélites que se aproximam de outros equipamentos.

O problema maior é que muitas dessas tecnologias possuem usos civis completamente legítimos. Um satélite que se aproxima de outro pode realizar manutenção, inspeção ou reabastecimento — mas essa mesma capacidade tecnológica permite danificar ou inutilizar equipamentos adversários. A questão central é essa ambiguidade: um equipamento desenvolvido para função pacífica pode transformar-se em arma, dependendo de como é utilizado.

O vazio jurídico de 1967

O Tratado do Espaço Exterior, assinado em 1967 durante a Guerra Fria, estabelece as regras internacionais para atividades humanas fora da Terra. O documento proíbe colocar em órbita armas nucleares ou outras armas de destruição em massa, e determina que a Lua e corpos celestes similares sejam usados exclusivamente para fins pacíficos.

Porém existe uma lacuna significativa: o tratado não estabelece proibição geral equivalente para armas convencionais posicionadas na órbita terrestre. Isso significa que confirmar a existência de uma arma convencional em órbita não equivale automaticamente a uma violação do acordo internacional. É precisamente esse vazio jurídico que preocupa pesquisadores e especialistas em direito espacial.

Por que as regras precisam evoluir

Pesquisadores de organismos como o Project Ploughshares apontam que a estrutura jurídica que governa atividades espaciais requer modificação fundamental para acompanhar a realidade tecnológica contemporânea. Criar novas regulações enfrenta obstáculos consideráveis, incluindo desacordos entre potências sobre o que deve ser permitido e a dificuldade em verificar cumprimento de qualquer novo tratado.

A confirmação americana sobre armas em órbita reacende um debate que envolve países com capacidades espaciais significativas e coloca em foco a necessidade urgente de clareza normativa. Sem regras internacionais mais robustas, o espaço pode tornar-se um domínio de confrontação onde a ausência de limites claros define as operações militares das próximas décadas.

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