Engenharia

Ponte de 1,18 km e 18 metros de largura vai custar R$ 207 milhões e unir dois estados do Nordeste

Estrutura foi projetada para acomodar veículos, ciclistas e pedestres.

Uma ponte de R$ 207 milhões vai conectar Alagoas e Sergipe sobre o Rio São Francisco antes do fim de 2026. A estrutura entre Penedo e Neópolis, na BR-349/AL/SE, deve eliminar o gargalo logístico causado pelas balsas e transformar o acesso entre os dois estados nordestinos.

Com 1,18 km de comprimento e 18 metros de largura, a estrutura foi projetada para acomodar veículos, ciclistas e pedestres em faixas de rolamento distintas, acostamentos e passeio para circulação segura.

A obra também prevê um vão central navegável para manter o fluxo tradicional da região e permitir a circulação contínua de embarcações pelo Rio São Francisco.

Estágio atual da obra e prazo de entrega

Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a obra havia alcançado 50% de execução em abril, com 46 das 68 estacas instaladas. O cronograma prevê a conclusão em dezembro de 2026, mas a data pode mudar conforme avancem a estrutura, a pavimentação, a iluminação e os sistemas de segurança.

As próximas fases incluem a pavimentação, a iluminação e a instalação de sistemas de segurança. Essas etapas podem alterar o calendário de entrega, e em março, os pilares e as pré-lajes já haviam sido finalizados, avanço estrutural necessário para manter o cronograma previsto.

Transformações econômicas e turísticas esperadas

A ponte reposiciona Penedo como polo estratégico de articulação entre Alagoas e Sergipe, especialmente com a chegada do novo aeroporto que a prefeitura está implementando no município. A integração entre a infraestrutura aeroportuária e a rodoviária tende a ampliar o fluxo de turistas e a estimular permanências mais longas na região.

Na logística, a redução do tempo de travessia facilitará o transporte de produtos entre os estados e reduzirá os custos operacionais. Essa melhora pode atrair distribuidoras, empresas de logística e novos empreendimentos para a região, com impactos diretos na economia local.

Para os trabalhadores que fazem essa travessia diariamente, o fim das longas filas nas balsas representará uma mudança na locomoção regional.

Tecnologia

Robôs de entrega já são uma realidade e Inglaterra inicia testes no país

O equipamento suporta cargas de até 15 kg.

09/10/2026 14h01

Foto: Reprodução

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A Inglaterra começou a testar um robô autônomo capaz de entregar encomendas sem intervenção humana. Equipado com pernas e rodas, o equipamento suporta cargas de até 15 kg e chega a 6 km/h de velocidade.

A junção dos dois sistemas de locomoção não é acidental: em pisos lisos, as rodas poupam energia, e nos obstáculos, como escadas e terrenos acidentados, as pernas entram em ação. É essa mistura que diferencia o Iris dos robôs de quatro patas já conhecidos no mercado.

Por que duas pernas em vez de quatro

A escolha pelo formato bípede nasceu de uma análise prática das limitações dos robôs com quatro membros.

Suporte ao trabalho, não substituição

Motoristas carregam mais de 200 encomendas de uma vez e precisam fazê-lo rapidamente, o que impõe esforço ao corpo humano.

A proposta é que os robôs assumam a movimentação e o transporte de pacotes, permitindo que os operadores se dediquem a tarefas que exigem julgamento, interação com clientes ou solução de problemas. Um modelo possível seria estacionar o equipamento em um ponto estratégico. De lá, ele enviaria notificações aos destinatários para que retirassem suas encomendas ou escolhessem alternativas de entrega.

Tecnologia ainda em estágio inicial

Para ele, trata-se de uma solução voltada a um público restrito, e essa realidade não deve mudar tão cedo.

Astronomia

Nuvem gigante de 1800 km aparece na superfície de Marte e pouco depois desaparece

O fenômeno intriga cientistas.

09/10/2026 13h12

NASA

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Todos os dias, antes do amanhecer, uma faixa de gelo com até 1800 km de extensão surge no céu marciano e some horas depois, no período da tarde. O fenômeno acontece perto do vulcão Arsia Mons, e intriga cientistas por não seguir o padrão conhecido de formação de nuvens em atmosferas planetárias.

Um artigo publicado na revista Nature Geoscience na quarta-feira (7) detalha o comportamento dessa estrutura, batizada de AMEC (Nuvem Alongada de Arsia Mons). A equipe recorreu a dados da sonda Mars Express, da Agência Espacial Europeia, combinados com simulações do clima marciano para tentar entender como ela se forma e desaparece com tanta regularidade.

Um gigante gelado perto de um vulcão

Arsia Mons tem cerca de 20 km de altura e fica numa região a oeste do planeta. Mesmo esticada por quilômetros de extensão, a nuvem raramente ultrapassa 200 km de largura, o que reforça seu formato alongado e incomum.

A presença dessa massa gelada se repete em certa época do ano marciano, quando o hemisfério sul do planeta atravessa estações mais quentes. Ela nasce ainda no escuro e evapora conforme o Sol avança no céu, num ciclo que intrigou os autores do estudo desde o início das observações feitas pela Mars Express.

O papel do vento e do relevo

Quando correntes de ar encontram a elevação do vulcão, são obrigadas a subir — e, nesse processo, o ar esfria de forma abrupta. Segundo o resumo do artigo científico, essa queda térmica pode chegar a 30 °C em cerca de dez minutos, criando um ambiente propício ao congelamento do vapor presente na atmosfera.

O ponto que chamou atenção da equipe de pesquisa foi outro: os cristais parecem surgir sem a ajuda de partículas como grãos de poeira, que costumam servir de base para o gelo se formar. Esse processo recebe o nome de nucleação homogênea, algo já previsto na teoria, mas raramente comprovado em ambientes naturais.

Como os pesquisadores testaram a ideia

Para verificar se essa explicação fazia sentido, a equipe incluiu esse mecanismo específico nos modelos que recriam a atmosfera de Marte. O resultado reproduziu características da nuvem que os modelos tradicionais não davam conta de explicar sozinhos, o que deu força à hipótese levantada no estudo. Embora os resultados ofereçam uma explicação para o comportamento singular da nuvem, o trabalho se baseia em observações e simulações computacionais, representando um avanço sem significar que todos os detalhes de sua formação estejam definitivamente esclarecidos.

Em um comentário publicado junto ao artigo, a pesquisadora Milena Corcos destacou que os achados abrem caminho importante para investigações futuras. Os resultados reforçam que esse tipo de nucleação pode ter peso maior do que se imaginava na formação de nuvens em outros pontos de Marte — e ajudar a compreender processos atmosféricos e dinâmicas semelhantes em atmosferas de diferentes planetas.

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