Oportunidade

Quer morar de graça na Argentina? Vaga inclui trabalho em fazenda e cuidados com uma criança

A localidade oferece um cenário de lagos, montanhas e rios.

<p>Um centro de permacultura no sul da Argentina procura voluntários para morar de graça em troca de trabalho em uma fazenda orgânica, cuidados com uma criança e participação em atividades comunitárias. A oportunidade está listada na plataforma Workaway e atrai pessoas interessadas em sustentabilidade e técnicas ancestrais de construção.</p>

<p>O projeto funciona em Trevelin, município da Patagônia argentina, e opera há mais de dez anos. A localidade oferece um cenário de lagos, montanhas e rios e serve de base para uma chacra autossustentável, que produz alimentos e vegetais ecológicos.</p><div style="max-width: 540px; margin: 1.2em auto; border: 1px solid rgb(222, 222, 222); border-radius: 12px; overflow: hidden; box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.1) 0px 1px 4px;"><a href="https://www.instagram.com/p/DCfPwalMnRS/" style="display:block;text-decoration:none;color:#000000;font-family:-apple-system,'Segoe UI',Roboto,Helvetica,Arial,sans-serif" target="_blank" rel="noopener"><div style="padding:14px 16px"><div style="font-size:11px;font-weight:600;color:#999999;letter-spacing:0.5px;text-transform:uppercase"> Instagram</div><div style="font-size: 16px; font-weight: 600; line-height: 1.4; margin-top: 6px;">Publicação no Instagram</div><div style="font-size:13px;color:#737373;line-height:1.4;margin-top:4px">Ver essa publicação no Instagram </div></div></a></div><p><br></p>

<h2>A infraestrutura e o cotidiano no centro</h2>

<p>A casa principal foi construída com técnicas ancestrais, usando barro (cob) e fardos de palha. O projeto se adapta às estações do ano com áreas de camping no verão e abrigo nos meses mais frios. O local conta com banheiros secos e chuveiros alimentados por energia solar, o que reforça a proposta de vida ecológica.</p>

<p>Os voluntários participam de trabalhos agrícolas na horta orgânica. Do plantio de árvores frutíferas, de tarefas de bioconstrução para expandir os espaços comunitários e do cuidado ocasional de uma criança de oito anos. Para isso, é preciso ter afinidade com crianças e disposição para passar tempo brincando.</p>

<p>Eles também participam de cerimônias tradicionais mensais de temazcal e realizam trabalho físico constante, com aprendizado prático sobre sustentabilidade.</p>

<h2>Quem pode se candidatar e como chegar</h2>

<p>O período mínimo de permanência é de duas a três semanas. Os candidatos precisam demonstrar compromisso, responsabilidade e flexibilidade para conviver em um ambiente familiar. Também devem respeitar a política de resíduo zero, que proíbe plásticos descartáveis, latas, embalagens contaminantes e cigarros no local.</p>

<p>Para chegar, o aeroporto de Esquel é o terminal aéreo mais próximo, com conexões diárias com Buenos Aires. Outra opção é voar até San Carlos de Bariloche e seguir de ônibus até Esquel. De lá, colectivos locais fazem o trajeto final até Trevelin. O acesso ao centro de permacultura é feito a pé ou por transporte privado.</p>

<p>Interessados podem consultar todos os detalhes e enviar candidatura pela plataforma Workaway.</p>

Resgate

Após usar IA para planejar viagem, jovem precisa ser resgatado em penhasco no Canadá

Adolescente de 16 anos ficou preso em um trecho de escalada.

11/10/2026 13h44

Foto: Reprodução

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Um adolescente de 16 anos ficou preso em um trecho de escalada técnica e precisou ser retirado de um penhasco na Colúmbia Britânica, no Canadá.

Antes da caminhada, Bryce Vincent Gowryluk consultou o chatbot Claude, da Anthropic, para montar o roteiro de uma trilha entre as montanhas Grouse e Crown, perto de Vancouver. O resgate aconteceu no sábado, 3 de outubro, quando o adolescente saiu para uma trilha que deveria durar cerca de oito horas.

Sem equipamento adequado para seguir em frente ou voltar com segurança, o jovem telefonou para a mãe e pediu socorro. Ela acionou as autoridades, e uma equipe da North Shore Rescue foi enviada ao local com apoio de helicóptero para resgatá-lo.

Falhas no planejamento digital

A rota sugerida pelas ferramentas de inteligência artificial e pelos aplicativos levou o adolescente a um ponto da montanha que exige cordas e outros equipamentos de escalada.

O Google Maps, por exemplo, estimou em pouco mais de cinco horas a duração de uma trilha na mesma região. Na verdade, o percurso pode exigir de 12 a 14 horas, o que mostra a imprecisão de ferramentas digitais para esse tipo de planejamento.

Esse tipo de percurso costuma ser restrito a praticantes com treinamento específico, justamente pelo risco de quedas em trechos íngremes e sem apoio seguro. Gowryluk foi resgatado em segurança e passa bem, segundo a equipe envolvida na operação.

O alerta sobre confiança na IA

O representante responsável pela área de buscas da North Shore Rescue reforçou que ferramentas de inteligência artificial não substituem o cuidado na hora de planejar trilhas.

Ele disse que não se deve confiar cegamente na IA para esse tipo de decisão. Uma queda no trecho em que o jovem ficou preso poderia ter causado ferimentos graves ou até a morte.

Após a repercussão do caso, o adolescente contestou a interpretação de que o chatbot teria sido o responsável direto por levá-lo ao local, destacando que utilizou múltiplas fontes. O caso reforça a importância de checar informações de rota com quem conhece o terreno antes de seguir recomendações geradas por algoritmos.

Biologia

O tubarão-baleia tem 20 m, mas o menor tubarão do mundo mede 21,5 cm e vive a 500 m de profundidade

Animal foi encontrado nas profundezas do Oceano Índico.

11/10/2026 12h26

Foto: Emma Li/Pexels

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Nas profundezas do Oceano Índico, pesquisadores descobriram um tubarão-lanterna tão pequeno que cabe na palma de uma mão. Enquanto o tubarão-baleia pode chegar a 20 metros, o Etmopterus bulbosus não passa de 21,5 centímetros, medida que o coloca entre os menores exemplares de tubarão já catalogados pela ciência.

A captura aconteceu em junho de 2025, próximo às Ilhas Maurício, quando uma equipe a bordo do navio de pesquisa Dr. Fridtjof Nansen fazia um levantamento científico na região. O exemplar estava a uma profundidade entre 400 e 500 metros, faixa em que praticamente não há incidência de luz solar.

A descrição formal da nova espécie saiu em um estudo divulgado na revista Journal of the Ocean Science Foundation em agosto de 2026. Até agora, essa fêmea é o único exemplar conhecido do animal.

Características distintivas do tubarão miniatura

O focinho volumoso e arredondado distingue este tubarão dos demais. Essa característica rendeu ao animal o apelido de tubarão-lanterna-de-focinho-grande. O E. bulbosus tem corpo marrom-escuro, com tonalidade arroxeada na região dorsal e preta na ventral. A pele é coberta por dentículos dérmicos, pequenos espinhos microscópicos que reduzem o arrasto na água.

Para confirmar que se tratava de uma espécie desconhecida, os pesquisadores compararam o exemplar com os 43 tubarões-lanterna já catalogados no gênero Etmopterus. A combinação de características físicas — formato do focinho, padrão de cores e estrutura da pele — permitiu classificar o animal como diferente de todas as espécies conhecidas até então.

O poder da bioluminescência nos abismos

Tubarões-lanterna recebem esse nome pela capacidade de produzir luz própria, um fenômeno chamado bioluminescência. Eles possuem órgãos especializados chamados fotóforos, formados por células que emitem luz, concentrados sobretudo na barriga e nas laterais do corpo. Em diferentes espécies marinhas, essa luminosidade pode funcionar tanto como isca para atrair presas quanto como defesa contra ataques de predadores.

No caso do E. bulbosus, os cientistas ainda não conseguem afirmar como funciona sua bioluminescência nem qual é sua utilidade específica. Como apenas um indivíduo foi analisado, ainda há muitas lacunas sobre o comportamento e a ecologia da espécie.

Tamanho extremo ainda guarda incertezas

Embora o E. bulbosus meça 21,5 centímetros, não é possível confirmar se esse é o tamanho máximo que a espécie atinge. Os pesquisadores analisaram apenas um exemplar, o que limita as conclusões sobre o crescimento potencial.

O tubarão-lanterna-anão (Etmopterus perryi), usado como parâmetro de comparação, tem registros de indivíduos com aproximadamente 21,2 centímetros. A diferença mínima não permite determinar qual das duas espécies é realmente a menor.

Futuras expedições nas águas das Ilhas Maurício podem revelar novos indivíduos e ampliar o conhecimento sobre este diminuto habitante do Oceano Índico. Cada descoberta de uma espécie nova contribui para entender a biodiversidade extrema dos abissos, onde a vida se adapta a condições de escuridão total, pressão intensa e temperaturas próximas de zero.

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