Oportunidade

Rio de Janeiro procura voluntários para trabalhar 24 horas por semana e morar muito perto da praia

Oportunidade é para pessoas comunicativas.

Um surf camp no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro, está recrutando voluntários dispostos a trabalhar 24 horas por semana durante um mês. Com alojamento incluído a cinco quadras da Praia da Macumba.

A oportunidade, divulgada no site Worldpackers, é para pessoas comunicativas, responsáveis e organizadas que queiram combinar trabalho com uma experiência perto do mar. O voluntário selecionado receberá hospedagem, café da manhã, acesso a bicicletas e pranchas de surfe, aulas de yoga e passeios pela cidade, além de dois dias de folga por semana.

A experiência anterior em surfe não é obrigatória — o foco está em quem tenha vontade de aprender e participar das atividades do acampamento.

O que o voluntário fará no hostel

As tarefas incluem trabalho na recepção, atendimento aos hóspedes, auxílio no check-in e check-out, fornecimento de informações aos viajantes, organização das áreas comuns e limpeza geral. O voluntário também revisará quartos e espaços compartilhados para manter um ambiente agradável e integrado à dinâmica do acampamento.

Quem se candidatar deve estar preparado para interagir com viajantes de diferentes nacionalidades e colaborar em várias frentes do funcionamento do lugar. Não há necessidade de qualificação prévia em surfe ou hospitalidade — apenas disposição genuína para aprender e trabalhar em equipe.

Benefícios oferecidos pelo voluntariado

Além do alojamento gratuito, o programa oferece café da manhã diário, lavanderia sem custo, cozinha equipada para uso pessoal e internet de alta velocidade. O voluntário alojado em habitação compartilhada com a equipe pode utilizar bicicletas do local, pranchas de surfe e participar de aulas gratuitas de surfe em praias locais e de yoga.

O pacote inclui ainda tours e excursões pela cidade, acesso a eventos selecionados e um espaço de trabalho para quem precise cumprir atividades remotas. Com dois dias livres por semana, a rotina permite conciliar as responsabilidades do voluntariado com tempo de lazer e exploração da região.

Requisitos para se candidatar

O candidato deve ter no mínimo 18 anos, dominar inglês em nível intermediário ou português em nível básico e contar com seguro de viagem. Também deve ser responsável, organizado e proativo, com disposição para trabalhar com outras pessoas.

Precisa colaborar tanto na recepção quanto nas tarefas de organização e limpeza, respeitar os horários e as atividades acordadas e manter limpos os espaços compartilhados.

A plataforma Worldpackers aceita apenas candidatos individuais — não são aceitos casais ou duplas. O alojamento não inclui custos de voos, transporte interno ou visto, quando aplicável.

Para se candidatar, é necessário criar uma conta no Worldpackers e enviar uma solicitação ao anfitrião. A plataforma funciona por meio de um sistema de intercâmbio no qual viajantes colaboram durante um número determinado de horas semanais. E recebem hospedagem e, conforme a oferta, outros benefícios, como refeições e atividades.

Curiosidades

Argentina soltou 20 castores na Terra do Fogo; 80 anos depois, eles construíram 200 mil barragens

A ocupação territorial se deu de forma gradual;

04/10/2026 10h22

Foto: Denitsa Kireva/Pexels

Continue Lendo...

Vinte castores canadenses foram soltos na Terra do Fogo em 1946, num plano para abastecer uma futura indústria de peles. O comércio nunca saiu do papel, mas os animais acharam ali um paraíso sem predadores, com rios fartos e árvores em abundância.

Oito décadas depois, o resultado dessa introdução equivocada está espalhado pelo arquipélago: mais de 200.000 diques construídos pelos roedores marcam rios, arroios e áreas úmidas entre os territórios argentino e chileno. A população, que já passou de 100 mil animais, ocupa cerca de 95% das bacias hidrográficas da região.

Um plano comercial que não vingou

A soltura ocorreu perto do lago Fagnano, quando trazer espécies de outros continentes para fins econômicos era prática comum e pouco questionada. A ideia era simples: deixar os castores se reproduzirem livremente até formar uma população grande o suficiente para sustentar a extração de peles.

O negócio de peles fracassou, mas os animais se multiplicaram livremente. Diferente da América do Norte, onde lobos e ursos ajudam a conter a espécie, a Terra do Fogo não oferecia nenhum inimigo natural aos recém-chegados.

Como 20 animais tomaram conta de uma região tão grande

A ocupação territorial se deu de forma gradual, ao longo de várias décadas. Da Ilha Grande da Terra do Fogo, os castores avançaram para outras ilhas do arquipélago e, já na década de 1960, tinham alcançado o lado chileno.

Cinco fatores explicam essa expansão sem barreiras: a escassez de predadores, a fartura de cursos de água, a grande oferta de árvores e arbustos, a capacidade da espécie de remodelar o próprio ambiente e a facilidade de colonizar novos vales.

Engenheiros que remodelaram a paisagem

Castores carregam a fama de "engenheiros de ecossistemas" porque derrubam árvores e empilham galhos, troncos e lama até formar diques que barram a correnteza. Esse comportamento natural, na Terra do Fogo, ocorreu em larga escala: um levantamento conduzido por pesquisadores argentinos mapeou mais de 200.000 dessas estruturas em metade da área estudada, que abrangia os dois lados da fronteira.

O número elevado não quer dizer que todas essas colônias estejam ativas hoje. Boa parte dos diques já foi abandonada há tempos, mas continua no terreno, represando água e mudando o solo e a vegetação ao redor mesmo sem uso.

O impacto duradouro nas florestas nativas

Espécies vegetais da América do Norte se adaptaram ao longo de gerações à presença dos castores e voltam a crescer com certa facilidade depois de um corte ou de uma inundação. As florestas da Terra do Fogo nunca passaram por esse processo evolutivo e reagem de forma bem diferente.

O ñire, o guindo e a lenga tendem a não resistir quando ficam com as raízes submersas por muito tempo. Estimativas oficiais argentinas apontam cerca de 30 mil hectares de floresta nativa afetados, com algumas formações de lenga levando aproximadamente dois séculos para se recuperar.

Mesmo depois que uma barragem é abandonada e a água recua, antigas áreas alagadas se transformaram em campos abertos onde a regeneração natural das árvores permanece limitada. Os efeitos persistem muito tempo após os animais deixarem o local.

Pesquisadores consideram o impacto uma das maiores transformações da paisagem das florestas subantárticas desde a última era glacial. Oito décadas após a soltura inicial, os diques ainda alteram a paisagem da Terra do Fogo. O trabalho de restauração pode durar muitas décadas. Argentina e Chile trabalham com estratégias de controle e recuperação dos ambientes afetados.

Resgate

Pescador fica 438 dias à deriva no oceano e sobrevive contra todas as probabilidades

Ele foi arrastado pelo Oceano Pacífico

04/10/2026 09h17

Foto: Cemgazi Yoldaş/Pexels

Continue Lendo...

Um resgate planejado para durar dois dias se tornou um dos casos mais extremos de sobrevivência já registrados no mar. Ao longo de 438 dias, o salvadorenho José Salvador Alvarenga foi arrastado pelo Oceano Pacífico por um trajeto estimado em 10,7 mil quilômetros, até ser localizado com vida em 2014.

Passados mais de dez anos do episódio, pouco se sabe sobre onde ele está atualmente.

O drama teve início quando Alvarenga deixou o povoado mexicano de Costa Azul em novembro de 2012, levando consigo o jovem Ezequiel Córdoba para uma pescaria de tubarões. O barco, de 7 metros de comprimento, teve problemas no motor e acabou sendo empurrado para águas tão distantes que qualquer tentativa de socorro se tornou inviável.

Sem equipamento adequado e praticamente sem alimentos, os dois improvisaram estratégias extremas para sobreviver.

Estratégias extremas de sobrevivência

Com o passar das semanas, a fome atingiu níveis catastróficos. Alvarenga contou ao jornalista Jonathan Franklin, que escreveu o livro "438 Dias", que chegou a engolir pedaços das próprias unhas durante o desespero. O pescador também capturava águas-vivas com as mãos nuas e considerou até mesmo morder o próprio dedo mínimo para obter algum alimento.

Para beber, os homens recorreram à própria urina e lamberam o interior do barco à procura de gotas de água. Quando avistavam lixo flutuando, vasculhavam os detritos à procura de algo que pudessem aproveitar. Em uma ocasião, chegaram a dividir um pedaço de chiclete já mastigado.

À medida que o tempo passava, Alvarenga começou a capturar peixes, tartarugas e aves para se alimentar. Segundo Tom Armbruster, embaixador dos Estados Unidos nas Ilhas Marshall na época, o sangue dos animais caçados também serviu para manter o pescador hidratado.

A morte do companheiro e a solidão no mar

Ezequiel Córdoba não resistiu à travessia e morreu, e alvarenga afirmou ter mantido o corpo do companheiro no barco por algum tempo antes de lançá-lo ao oceano. A partir daquele momento, o pescador enfrentou sozinho os meses seguintes e passou por períodos de desespero e alucinações.

Durante esses dias de isolamento extremo, Alvarenga considerou tirar a própria vida e até se oferecer aos tubarões. Segundo Armbruster, o pescador passou por períodos sombrios, mas seu instinto e sua vontade de sobreviver o fizeram continuar, dia após dia, nas águas do Pacífico.

O resgate e as consequências inesperadas

Após 438 dias no mar, Alvarenga chegou às Ilhas Marshall, onde foi resgatado. Apesar de debilitado, não apresentava o emagrecimento extremo que se esperaria após tanto tempo à deriva. Seu corpo mostrava inchaço provocado pela retenção de líquidos, além de parasitas associados ao consumo de animais crus durante o período.

A volta à vida em terra firme trouxe desafios psicológicos significativos. Pesadelos frequentes o atormentavam, e ele evitava locais próximos à água. Embora preferisse não conversar, sentia necessidade constante de ter alguém por perto. A sobrevivência no oceano continuou a afetar sua vida depois dos 438 dias no mar.

Controvérsia e acusações posteriores

Após o livro "438 Dias" chegar às livrarias, parentes de Ezequiel Córdoba moveram uma ação judicial cobrando US$ 1 milhão de Alvarenga, a quem atribuíram a prática de canibalismo contra o corpo do companheiro de viagem. Alvarenga negou as acusações e reafirmou que havia lançado o corpo do companheiro ao mar durante a travessia.

O processo não seguiu adiante: especialistas não identificaram sinais de crime e Alvarenga se submeteu a um teste de detector de mentiras, o que levou ao arquivamento da acusação.

Depois da repercussão do resgate e das controvérsias posteriores, Alvarenga passou a viver longe dos holofotes. Tom Armbruster disse não saber o paradeiro do pescador e apenas sugeriu que ele poderia estar vivendo em El Salvador ou trabalhando novamente no México ao lado da família.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).