Tecnologia

Seu celular antigo pode virar um robô tipo WALL-E, e cientistas já provaram isso

A ideia veio do Laboratório de Robótica e Mecanismos.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles criaram o PhoneBot. Um minirrobô que transforma um celular Android em uma cabeça robótica funcional, capaz de caminhar, se comunicar e acompanhar o usuário pela casa. O projeto dá nova função a smartphones antigos, como aquele guardado na gaveta há anos.

A ideia veio do Laboratório de Robótica e Mecanismos (RoMeLa) da universidade, que identificou nos componentes já presentes em qualquer smartphone uma forma de criar um companheiro portátil. O robô usa a câmera do telefone para enxergar, a unidade de medição inercial (IMU) para captar movimentos e o processador para controlar as articulações.

Os componentes funcionam de forma integrada e sem fios.

Como o robô se move e funciona

O PhoneBot mede 48,3 centímetros de altura e pesa 1,8 quilo, incluindo o telefone e a bateria. Sua estrutura mecânica abriga 13 servomotores: seis em cada perna para andar e um para girar o torso e orientar a câmera sem virar o corpo inteiro.

Quando o smartphone se comunica por Wi-Fi com um pequeno computador dentro do robô, as ordens chegam às articulações. O retorno também ocorre sem fio, o que permite a compatibilidade com diferentes modelos de celular.

Para aprender a caminhar, o robô recebeu treinamento em simulação com aprendizado por reforço. O sistema recebe recompensas por manter a velocidade solicitada, alternar os passos e preservar o equilíbrio, além de penalidades quando desliza os pés ou sobrecarrega os motores.

A simulação incorpora os mesmos limites de força, velocidade, fricção e folgas mecânicas do robô real, para que o treinamento funcione quando o PhoneBot sai do computador.

Quais celulares funcionam com o PhoneBot

Os pesquisadores testaram o PhoneBot em quatro modelos Android diferentes: um Honor 9 de 2017, um Moto G de 2025, um Samsung Galaxy A16 5G e um Moto G de 2024. Todos executaram as funções básicas de sensores, comunicação, controle de movimento, visão e interação, embora nem todas as funcionalidades estivessem disponíveis em todos os modelos.

O artigo também não deixa claro que todos os smartphones Android sejam compatíveis com o PhoneBot. Por enquanto, o sistema ainda depende de um computador externo para algumas tarefas, como processar conversas. Além disso, o projeto de código aberto foi pensado para educação, pesquisa e experimentação e pode ser aprimorado à medida que mais pessoas trabalharem nele.

Limitações que os cientistas reconhecem

O PhoneBot ainda enfrenta limitações. Ele não possui braços, seus controladores foram treinados apenas em terreno plano e a capacidade dos motores restringe o peso extra que o robô pode carregar e os movimentos que consegue executar. Seu desempenho em superfícies irregulares ainda não foi esclarecido, e a capacidade de interagir com o ambiente continua reduzida.

Apesar dessas limitações, o projeto permite explorar a reutilização de telefones antigos. Os cientistas não descreveram uma estratégia de comercialização para o PhoneBot, mas estimam que seu custo seria de cerca de 400 dólares, aproximadamente 357 euros, sem incluir o telefone.

Astronomia

Estudo prova que Newton estava errado e Sistema Solar vai se desintegrar antes do previsto

3 planetas podem ser empurrados para fora de suas órbitas.

09/10/2026 17h33

Foto: Zelch Csaba/Pexels

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Júpiter, Saturno, Urano e Netuno podem ser empurrados para fora de suas órbitas quando o Sol morrer, muito antes do que a ciência imaginava. É o que aponta um trabalho publicado no periódico The Astrophysical Journal Letters e assinado pelos pesquisadores Konstantin Batygin, Jim Fuller e Fred C, e adams.

Simulações computacionais mostram que, se a estrela expelir massa em episódios desiguais, em vez de fazê-lo de forma suave e constante, o equilíbrio gravitacional dos planetas gigantes pode ruir em uma fração do tempo calculado anteriormente.

Em quase 90% dos cenários testados, o sistema externo se desfaz dentro de 3 bilhões de anos após a formação do que restar do Sol.

O que acontece quando o Sol morre

Daqui a bilhões de anos, nossa estrela vai inflar numa gigante vermelha e, na sequência, expelir boa parte de sua massa até sobrar apenas um núcleo compacto conhecido como anã branca. Os cálculos antigos tratavam essa perda de massa como um processo gradual e uniforme, mantendo os planetas em órbitas que apenas se afastariam devagar da estrela.

A nova simulação trabalha com outra lógica: a matéria sai em arrancos distintos, em direções variadas, e cada arranco empurra levemente a própria estrela para o lado oposto. Esses pequenos solavancos se somam ao longo do tempo e alteram pouco a pouco a trajetória dos planetas gigantes.

Colisões, expulsões e órbitas embaralhadas

Segundo o modelo dos três autores, os gigantes gasosos já começam a sofrer instabilidade durante a fase de gigante vermelha do Sol em cerca de 40% das simulações. A desorganização gravitacional não implica necessariamente choque direto entre os planetas.

Encontros próximos entre Júpiter, Saturno, Urano e Netuno podem transferir energia de um corpo para outro, o que embaralha as rotas e pode arremessar algum deles para o espaço interestelar. Outros corpos talvez continuem presos gravitacionalmente ao que sobrar do Sol, mas seguindo caminhos bem diferentes dos atuais.

A intuição de Newton sobre a instabilidade

Isaac Newton já desconfiava, ainda no século 17, de que as trocas gravitacionais entre os planetas poderiam, com tempo suficiente, desequilibrar o funcionamento do Sistema Solar. Cálculos posteriores reduziram essa preocupação, indicando um sistema muito mais estável do que a intuição do físico sugeria.

A nova pesquisa não resgata a exatidão técnica de Newton, mas a essência de sua desconfiança: a desordem pode mesmo ser inevitável, desde que o modelo inclua o processo de morte estelar.

Ao incorporar as ejeções irregulares de massa solar, o prazo para o colapso do sistema cai de uma escala medida em quintilhões de anos para apenas alguns bilhões.

Salário

Enquanto Tralli recebe R$ 350 mil por mês, salário de Renata Vasconcellos na Globo é muito maior

Ela se tornou a profissional mais bem remunerada da emissora.

09/10/2026 17h08

Foto: Reprodução

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Renata Vasconcellos passou a receber R$ 1 milhão por mês e se tornou a profissional mais bem remunerada da Globo. O novo contrato faz parte de uma reestruturação salarial que reorganiza a folha de pagamentos da emissora a partir da virada do ano.

O reajuste de R$ 200 mil em relação aos ganhos anteriores acompanha mudanças mais amplas no telejornalismo da Globo, divulgadas pelo colunista Alessandro Lo-Bianco ao portal Terra. Desde 2014, quando assumiu o Jornal Nacional após a saída de Patricia Poeta, a apresentadora lidera o noticiário de maior audiência do país.

Trajetória na emissora e posicionamento

A apresentadora está há 12 anos na Globo, e nesse período, adotou posicionamentos firmes em entrevistas políticas de destaque. Conversas com autoridades como o governador Romeu Zema marcaram sua atuação recente no comando do telejornal. A cúpula da emissora avalia reorganizar a bancada nos próximos anos, segundo a colunista.

Hierarquia salarial na Globo

O salário de Renata Vasconcellos é maior que o dos outros apresentadores da casa. César Tralli recebe cerca de R$ 350 mil por mês, segundo informações divulgadas pelo colunista André Romano, do Observatório da TV.

Ana Paula Araújo, que comanda o telejornal matutino, passou a ganhar R$ 250 mil por mês após os reajustes aprovados, e roberto Kovalick também teve aumento percentual nos ganhos.

Implementação das mudanças

A reestruturação aprovada pela cúpula entrará em vigor na virada do ano, quando as novas bases salariais se tornarão oficiais. A emissora optou por não comentar imediatamente as modificações internas, deixando os valores divulgados por colunistas especializados como principal fonte de informação pública.

As mudanças fazem parte de uma reorganização mais ampla do jornalismo da Globo, que inclui a reformulação do elenco fixo. E a definição de novos salários para seus principais nomes no telejornalismo nacional.

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