A Língua Portuguesa passou por séculos de transformações, influências culturais e mudanças sociais, mas muitas de suas palavras mais antigas continuam presentes no vocabulário contemporâneo.
Termos que surgiram na Idade Média ainda circulam em conversas, textos literários e expressões populares, preservando a memória de um idioma que evoluiu sem perder suas raízes. Essas palavras mantêm o mesmo sentido e ajudam a contar a história do português.

Palavras que atravessaram séculos
Confira dez palavras antigas que resistiram ao tempo e ainda fazem parte do vocabulário atual:
- Saudade — registrada desde as cantigas medievais, é um dos símbolos do idioma. Representa a falta de algo ou alguém e segue sem tradução precisa em outros idiomas.
- Fidalgo — vem da expressão “filho de algo” e servia para identificar membros da nobreza. Atualmente, é usada para descrever alguém distinto ou de comportamento refinado.
- Donzela — de origem latina, era usada para nomear jovens de famílias respeitadas. Ainda aparece em textos literários, mantendo um tom formal e histórico.
- Alvorada — derivada de “alva”, associada ao branco, indica o nascer do dia e também o início de uma nova fase.
- Embuste — surgiu no século XV com o significado de engano ou mentira. Continua presente no português atual, descrevendo falsidades e armadilhas.
- Travesseiro — mantém o mesmo sentido desde o português arcaico, referindo-se ao apoio da cabeça durante o sono.
- Cavaleiro — originalmente designava o guerreiro montado a cavalo. Hoje, é usado para se referir a um homem educado e respeitoso.
- Enlevo — vem do verbo “enlevar”, que significava encantar. Mantém um uso poético, expressando admiração e fascínio.
- Sossego — com origem no latim, sempre esteve ligado à tranquilidade e ao descanso, permanecendo comum na fala e na escrita.
- Desdém — registrado desde o século XIII, conserva o sentido de desprezo e indiferença, sendo usado em diferentes contextos até hoje.





