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Enorme faixa de terra aparece no oceano conectando o Mar do Caribe ao continente africano

Por Iara Alencar
01/03/2026
Créditos: Fernando Frazão/Agência Brasil

Créditos: Fernando Frazão/Agência Brasil

De acordo com análises da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA), um movimento frequente, que ocorre entre janeiro e março de cada ano, tem preocupado os cientistas. Popularizado por “Grande Cinturão de Sargassum do Atlântico”, o evento consiste em uma formação de algas que se espalha entre a costa africana até o Golfo do México, afetando praias do Caribe e Flórida.

A movimentação tem intrigado cientistas e comunidades costeiras, tendo em vista o impacto ambiental e econômico causado nas áreas afetadas. Os dados comparativos, analisados desde 2011, comprovam a expansão do volume do sargassum. Para uma melhor compreensão da problemática, a biomassa das algas já atingiu 31 milhões de toneladas métricas no oceano.

Créditos: Wikimedia commons

Apesar de o problema estar sendo monitorado, é válido destacar que o crescimento tem sido difícil de ser projetado. Isso porque a disseminação está interligada às correntes oceânicas que transportam nutrientes dos rios Amazonas e Congo para o Atlântico. Por sua vez, a operação também é contribuída pelo aquecimento das águas oceânicas provocado pelas mudanças climáticas.

Implicações para além do oceano

Sobretudo, o sargassum é um gênero de macroalgas flutuantes que forma grandes bancos no oceano, impulsionadas por vesículas de ar (pneumatocistos). O detalhe curioso é que serve como habitat e alimento para diversas espécies marinhas. Contudo, a preocupação iminente dos especialistas fica a cargo dos impactos ambientais e econômicos, especialmente ao atingir praias no Brasil e no Caribe.

Em outras palavras, a decomposição dessas algas libera sulfeto de hidrogênio, um gás que pode causar irritações nos olhos, nariz e garganta e problemas respiratórios. Além disso, o processo biológico e químico acaba consumindo o oxigênio disponível na água, prejudicando a vida marinha e afetando as comunidades que dependem da pesca e do turismo.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Iara Alencar

Iara Alencar

Formada em Comunicação Social (Jornalismo) pela Universidade Federal de Alagoas. Tem experiência em assessoria de comunicação, com passagem pela Prefeitura Municipal de Maceió. Já atuou como redatora em sites esportivos e na produção de conteúdo para web.

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