De acordo com análises da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA), um movimento frequente, que ocorre entre janeiro e março de cada ano, tem preocupado os cientistas. Popularizado por “Grande Cinturão de Sargassum do Atlântico”, o evento consiste em uma formação de algas que se espalha entre a costa africana até o Golfo do México, afetando praias do Caribe e Flórida.
A movimentação tem intrigado cientistas e comunidades costeiras, tendo em vista o impacto ambiental e econômico causado nas áreas afetadas. Os dados comparativos, analisados desde 2011, comprovam a expansão do volume do sargassum. Para uma melhor compreensão da problemática, a biomassa das algas já atingiu 31 milhões de toneladas métricas no oceano.
Apesar de o problema estar sendo monitorado, é válido destacar que o crescimento tem sido difícil de ser projetado. Isso porque a disseminação está interligada às correntes oceânicas que transportam nutrientes dos rios Amazonas e Congo para o Atlântico. Por sua vez, a operação também é contribuída pelo aquecimento das águas oceânicas provocado pelas mudanças climáticas.
Implicações para além do oceano
Sobretudo, o sargassum é um gênero de macroalgas flutuantes que forma grandes bancos no oceano, impulsionadas por vesículas de ar (pneumatocistos). O detalhe curioso é que serve como habitat e alimento para diversas espécies marinhas. Contudo, a preocupação iminente dos especialistas fica a cargo dos impactos ambientais e econômicos, especialmente ao atingir praias no Brasil e no Caribe.
Em outras palavras, a decomposição dessas algas libera sulfeto de hidrogênio, um gás que pode causar irritações nos olhos, nariz e garganta e problemas respiratórios. Além disso, o processo biológico e químico acaba consumindo o oxigênio disponível na água, prejudicando a vida marinha e afetando as comunidades que dependem da pesca e do turismo.





