Na próxima sexta-feira (15), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, terá encontro marcado para discutir questões diplomáticas com Donald Trump. O anúncio da reunião foi decretado pelo republicano após um acordo de cessar-fogo na Ucrânia, orquestrado pelos Estados Unidos, ter expirado no dia 8 de agosto, sem um posicionamento.
Embora o presidente dos Estados Unidos tenha garantido que um acordo está “muito próximo” de ser assinado e que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, deve “se preparar para assinar algo”, o cenário foi revertido. Isso porque Trump informou que a “parceria” envolveria “alguma troca de territórios para o bem de ambos”.
Diante das declarações do diplomata estadunidense, o presidente da Ucrânia colocou um ponto final na tentativa de acordo. Isso porque alegou, em seus canais de comunicação, que o país europeu não cederá parte de suas terras para beneficiar outra nação. Segundo ele, a solução para a paz precisa ser conversada e concordada por todos os envolvidos.
“Os ucranianos não entregarão sua terras ao ocupante. Não podem tomar decisões contra nós, não podem tomar decisões sem a Ucrânia. Seria uma decisão contra a paz. Não conseguirão nada. A guerra não pode terminar sem nós, sem a Ucrânia. […] Compartilhamos a convicção de que uma solução diplomática deve proteger os interesses vitais de segurança da Ucrânia e da Europa”, escreveu Zelensky.
O imbróglio foi potencializado após o presidente russo, Vladimir Putin, expor suas exigências para um acordo de cessar-fogo ao se encontrar em Moscou com o enviado de Trump, Steve Witkoff. Segundo apurações do Wall Street Journal, a Rússia deseja que Donetsk e Luhansk, duas regiões do leste da Ucrânia, sejam evacuadas.
Trump volta a atacar ministro do STF
Embora esteja interessado em colocar um fim no entrave entre Rússia e Ucrânia, que já dura três anos, o presidente dos Estados Unidos voltou a subir o tom em direção ao Brasil. Sobretudo, a equipe de Donald Trump questiona a ingerência no Brasil diante da decisão de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, ao passo da prisão domiciliar de Jair Messias Bolsonaro.
Por intermédio de suas redes sociais, o conselheiro de Trump, Jason Miller, afirmou que não vai desistir nem parar até que Bolsonaro esteja livre. Em contrapartida, no sábado (9), o número dois da secretaria de Estado americana também fez ataques ao Supremo Tribunal Federal e ao Governo Lula.
“Um único ministro do STF usurpou poder ditatorial ao ameaçar líderes dos outros poderes, ou suas famílias, com detenção, prisão ou outras penalidades. Essa pessoa destruiu a relação histórica de proximidade entre Brasil e os Estados Unidos, ao tentar, entre outras coisas, aplicar extraterritorialmente a lei brasileira para silenciar indivíduos e empresas em solo americano”, diz parte do pronunciamento.
A expectativa é que Alexandre de Moraes decida sobre o recurso dos advogados de Bolsonaro ao longo desta semana, enquanto a ingerência americana é rechaçada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).




