Pesquisadores trabalham em uma tecnologia de conexão sem fio capaz de atingir velocidades próximas de 362 Gbps. O avanço pode transformar o consumo digital nos próximos anos e ampliar a capacidade das redes domésticas e empresariais. A proposta também promete manter alto desempenho mesmo com muitos aparelhos conectados.
O novo sistema utiliza frequências extremamente altas, incluindo ondas milimétricas e espectro terahertz. Essas faixas oferecem largura de banda muito superior às utilizadas pelas redes tradicionais. Com isso, grandes volumes de dados podem ser enviados quase instantaneamente entre dispositivos.
Tecnologia mira streaming em 8K e realidade virtual
Especialistas apontam que a nova conexão foi pensada para suportar aplicações cada vez mais exigentes. Entre elas estão transmissões em 8K, realidade virtual, jogos online e cidades inteligentes conectadas. O crescimento do número de aparelhos conectados também impulsiona a necessidade de redes mais rápidas.
Diferente das redes convencionais, o sistema trabalha com canais mais amplos e menos congestionados. Isso reduz interferências causadas por múltiplos dispositivos utilizando a mesma rede simultaneamente. Na prática, a conexão consegue manter estabilidade mesmo sob grande demanda de tráfego.
Outro destaque está relacionado à baixa latência da tecnologia em desenvolvimento. O tempo de resposta tende a ser muito menor em comparação com padrões atuais de internet sem fio. Essa característica beneficia especialmente atividades que dependem de respostas rápidas e contínuas.

Redes atuais enfrentam limitações técnicas
Hoje, tecnologias como Wi-Fi 5, Wi-Fi 6 e Wi-Fi 7 operam em frequências mais baixas, como 2,4 GHz, 5 GHz e 6 GHz. Essas bandas já apresentam alto nível de saturação em muitos ambientes urbanos. Isso dificulta alcançar velocidades extremamente elevadas de forma constante.
Mesmo com avanços recentes, as redes atuais ainda encontram barreiras físicas para ampliar a transmissão de dados. Para atingir velocidades próximas de 362 Gbps, pesquisadores estudam novas arquiteturas e equipamentos específicos. O salto tecnológico também exige mudanças na infraestrutura de rede utilizada atualmente.





