O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) prorrogou até o dia 20 de junho o prazo para que aposentados e pensionistas contestem descontos indevidos em seus benefícios, reforçando o alerta sobre irregularidades que envolvem cobranças não autorizadas. A medida busca ampliar o alcance das devoluções e garantir que mais segurados possam recuperar os valores descontados sem consentimento.
De acordo com o balanço mais recente, cerca de R$ 3,01 bilhões já foram devolvidos a beneficiários que sofreram cobranças feitas por sindicatos, associações e confederações sem autorização e, em muitos casos, sem a oferta de qualquer serviço em troca. Ao todo, mais de 4,43 milhões de pessoas já foram ressarcidas em todo o país.

Segundo o presidente do INSS, Gilberto Waller Jr, há um volume significativo de recursos bloqueados para garantir novas devoluções. A Justiça brasileira já reteve cerca de R$ 2,8 bilhões, enquanto a Controladoria-Geral da União mantém outros R$ 3,3 bilhões, como forma de assegurar o ressarcimento aos segurados prejudicados.
INSS busca devolver valores a segurados
Além disso, o instituto articula medidas nos bastidores para recuperar os valores pagos com recursos públicos. Para que isso aconteça de fato, o INSS solicitou à Advocacia-Geral da União o ingresso de uma ação regressiva, com o objetivo de utilizar os bens bloqueados das entidades responsáveis para compensar os gastos já realizados pelo Governo Federal.
A orientação aos beneficiários é que verifiquem seus extratos e formalizem a contestação dentro do prazo estabelecido pelo INSS. A prorrogação representa uma nova oportunidade para quem ainda não solicitou a devolução, ao mesmo tempo em que reforça o esforço das autoridades em coibir práticas irregulares e proteger os direitos dos segurados.





