Apesar de a ciência tentar catalogar os mais diversos animais em seus registros, é impossível estabelecer quantos seres vivos existem no planeta Terra. Enquanto alguns foram extintos, outros continuam passando por constantes transformações, demonstrando a pluralidade de representações. Contudo, uma espécie que estava extinta há mais de 50 anos foi vista reclusa em uma caverna no Turcomenistão.
Enquanto buscavam registros para outras pesquisas, cientistas do Museu de História Natural de Berlim se depararam com a presença do Morcego-orelhudo-turcomeno (Plecotus turkmenicus) no deserto do Karakum, uma das regiões mais áridas da Ásia Central. A façanha foi comemorada coletivamente com estudiosos locais e do Uzbequistão.

Isso porque o animal não era visto desde 1970, fator que tornou a expedição ainda mais histórica. Em um primeiro momento, foi encontrada uma fêmea jovem, abrigada em uma fenda perto de uma área em demolição. Dias depois, avistaram um macho adulto em uma caverna a quase 90 quilômetros dali, próximo da fronteira com o Uzbequistão.
Sua extinção havia sido assinada após pesquisadores não conseguirem mapear suas movimentações, restando apenas algumas espécies preservadas em museus da Rússia. Por consequência, o Morcego-orelhudo-turcomeno entrou no rol de inexistência, tornando a continuidade de seu estudo estagnada. Agora, com as provas, estudiosos esperam reavaliar a distribuição, os hábitos e a resistência da espécie.
Mais detalhes sobre o “animal extinto”
Ao contrário dos morcegos tradicionais, essa espécie, em específico, se destaca pelas orelhas extremamente longas, que são essenciais para sua ecolocalização, a habilidade de “enxergar” por meio do som. Por conseguir sobreviver e manter-se isolado, o animal comprovou sua capacidade de adaptação, podendo viver em ambientes naturais e estruturas humanas, como poços ou construções abandonadas.
Além disso, é necessário destacar que as mudanças ambientais tiveram papel crucial no declínio da população do Morcego-orelhudo-turcomeno. Isso porque o Karakum é um dos desertos que mais se aqueceu nas últimas décadas, reduzindo vegetação, alterando rotas de insetos e mudando completamente a dinâmica ecológica do entorno.





