A preparação para a venda de um terminal portuário no Rio de Janeiro e de uma mina de minério de ferro em Minas Gerais voltou ao centro das negociações do setor, em um processo que deve movimentar cerca de US$ 5 bilhões até 2026.
Os ativos têm origem em um projeto estruturado por Eike Batista, ainda no período de expansão de suas empresas, antes da reestruturação que transferiu o controle para novos acionistas. Com operações estabilizadas e capacidade relevante de escoamento, o pacote novamente chama atenção de grupos internacionais que atuam em mineração e infraestrutura.
Hoje, os ativos pertencem à Mubadala Capital, fundo de Abu Dhabi, e à Trafigura, multinacional de commodities. Ambos decidiram retomar o plano de desinvestimento por entenderem que os ativos já ultrapassaram o prazo previsto em seus portfólios.
A fase atual envolve a assinatura de acordos de confidencialidade, marcados para dezembro, permitindo aos interessados acesso aos dados necessários para a formulação das propostas não vinculantes, previstas para o primeiro trimestre do próximo ano.

Histórico e perfil dos interessados
O projeto ganhou visibilidade no passado por integrar mina e porto, característica que atraiu Eike Batista quando estruturou sua antiga mineradora. Após dificuldades financeiras, os ativos foram herdados pelo fundo soberano de Abu Dhabi, que reorganizou a gestão e manteve as operações em funcionamento.
O terminal portuário, com capacidade anual de até 50 milhões de toneladas, e a mina integrada formam um conjunto considerado estratégico no fluxo de minério de ferro. Entre os potenciais compradores, aparecem grupos chineses, fundos internacionais de infraestrutura, investidores do Oriente Médio e mineradoras que já atuam no país.





