A Anvisa intensificou a fiscalização sobre canetas emagrecedoras vindas do Paraguai e decidiu barrar mais um produto que chegaria ao mercado brasileiro. A medida atingiu o Slimex, medicamento à base de tirzepatida que estava em fase de lançamento no país vizinho.
Com a decisão, a agência brasileira amplia o bloqueio contra produtos sem registro nacional ligados ao mercado de emagrecimento. O Slimex se tornou a sétima versão da substância proibida pela Anvisa nos últimos meses. A tirzepatida é o mesmo princípio ativo utilizado no Mounjaro.
Agência monitora redes sociais e fronteiras
Segundo informações divulgadas pelas autoridades sanitárias, a Anvisa passou a monitorar redes sociais e campanhas promocionais para identificar novos produtos antes mesmo da chegada ao Brasil. O objetivo é impedir a circulação irregular de medicamentos sem autorização sanitária nacional.
A venda do Slimex começaria justamente nesta semana em farmácias paraguaias. Publicações feitas por influenciadores digitais e lojas da região já divulgavam o produto nas redes sociais. A rápida atuação da agência ocorreu antes do início oficial das vendas.
Além da proibição de importação, a decisão determina apreensão dos produtos encontrados em circulação. Também ficam proibidas a venda, distribuição, divulgação e uso da substância em território brasileiro. As restrições atingem pessoas físicas, empresas e até veículos de comunicação envolvidos na promoção.
A Anvisa afirma que parte dos medicamentos é fabricada por empresas desconhecidas e sem garantias adequadas de segurança. O órgão também aponta riscos relacionados à composição, armazenamento e conservação das canetas emagrecedoras comercializadas irregularmente.

Mercado paralelo preocupa autoridades
O avanço do consumo desses medicamentos para fins estéticos elevou a preocupação das autoridades brasileiras. Dados da Receita Federal apontam aumento expressivo nas apreensões. Em 2025, mais de 32 mil unidades de canetas irregulares foram confiscadas, contra cerca de 2.700 no ano anterior.
Segundo a agência sanitária, parte dos produtos entra clandestinamente no Brasil por regiões de fronteira. O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, afirmou recentemente que medicamentos já foram encontrados escondidos até em rodas de automóveis.





