A multinacional norueguesa DOF Group anunciou um acordo bilionário com a Petrobras para construção e operação de embarcações de apoio submarino no Brasil. O negócio ultrapassa R$ 11 bilhões e movimentará o setor naval em Santa Catarina.
Os navios serão fabricados no estaleiro Navship, localizado em Navegantes. O projeto prevê a produção de quatro embarcações voltadas para operações submarinas em águas profundas utilizadas pela Petrobras.
Contrato prevê operações por 12 anos
De acordo com a DOF Group, os contratos possuem duração de 12 anos para cada embarcação construída. O foco será atuar em atividades de inspeção, manutenção e reparo submarino em plataformas offshore. O valor total do acordo se aproxima de US$ 2 bilhões.
As primeiras unidades deverão ser entregues até quatro anos após a assinatura oficial dos contratos. A previsão inicial aponta que as operações comecem em 2030. O projeto também deve ampliar investimentos ligados à indústria naval brasileira.
Os novos navios serão do tipo RSV, utilizados no apoio a veículos submarinos operados remotamente. Essas embarcações desempenham papel importante em operações técnicas no fundo do mar. A Petrobras utiliza esse tipo de estrutura em atividades ligadas à exploração offshore.
Cada embarcação terá aproximadamente 98 metros de comprimento. A capacidade prevista é de até 58 pessoas embarcadas simultaneamente. Os equipamentos incluem guindastes submarinos e dois ROVs de superfície para operações remotas.

Navios terão tecnologia considerada sustentável
Um dos destaques do projeto envolve o modelo de propulsão adotado nas novas embarcações. Segundo a DOF, os navios serão classificados como “embarcações verdes”. O objetivo é reduzir emissões durante as operações marítimas offshore.
Os sistemas híbridos funcionarão com etanol, diesel e baterias elétricas. A combinação foi planejada para diminuir impactos ambientais sem comprometer a eficiência operacional. O modelo acompanha tendências internacionais de descarbonização no setor naval.
O CEO da DOF Group, Mons S. Aase, afirmou que o acordo fortalece a presença da companhia no Brasil. Segundo ele, os contratos representam crescimento com menor risco e renovação ambientalmente responsável da frota marítima.





