Suspenso no Brasil desde 2019, o horário de verão voltou ao centro dos debates internacionais, especialmente na Europa, onde países discutem a possibilidade de adotar um modelo permanente. A Itália é um dos exemplos mais recentes, ao iniciar um processo formal para avaliar se a mudança semestral dos relógios ainda faz sentido diante dos impactos econômicos, sociais e energéticos apresentados.
No Brasil, a medida foi encerrada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro após estudos apontarem que a economia de energia já não era tão significativa devido às mudanças no perfil de consumo da população. Desde então, o país não retomou o sistema, embora o tema volte ocasionalmente ao debate público, principalmente em períodos de maior demanda energética.
Já na Itália, a discussão ganhou força dentro do parlamento. A Décima Comissão da Câmara aprovou a abertura de uma investigação para analisar os efeitos da adoção do horário de verão permanente. A proposta surgiu a partir de entidades como a Sociedade Italiana de Medicina Ambiental e grupos de defesa do consumidor, além de iniciativa política que busca modernizar o sistema atual.
Itália avalia acabar com o horário de verão
O debate europeu não é recente. Em 2018, uma consulta pública reuniu milhões de cidadãos, com ampla maioria favorável ao fim da mudança de horário. No ano seguinte, o Parlamento Europeu avançou com uma proposta para permitir que cada país escolhesse entre horário fixo ou sazonal, mas o tema acabou travado por divergências entre os Estados-membros e pelos impactos da pandemia da Covid-19.
Dados energéticos reforçam os argumentos a favor da mudança. Na Itália, estimativas apontam para uma economia bilionária ao longo dos anos com o horário de verão, além de redução significativa nas emissões de carbono. Agora, o país europeu pretende aprofundar os estudos, ouvindo especialistas e avaliando impactos mais amplos antes de tomar uma decisão definitiva sobre manter ou não o sistema de forma permanente.





