Um risco silencioso que cruza o espaço tem mobilizado cientistas ao redor do mundo. Asteroides de médio porte que orbitam nas proximidades da Terra, de acordo com a NASA, são classificados como potencialmente perigosos. Com mais de 140 metros de diâmetro, podem provocar devastação de cidades inteiras caso entrem em rota de colisão com o planeta.
O desafio está no fato de que muitos desses corpos celestes não são facilmente detectados pelas agências espaciais. Asteroides mais escuros refletem pouca luz solar e, por isso, podem escapar aos telescópios ópticos tradicionais. Apesar de não haver ameaça imediata identificada, especialistas alertam que a capacidade de monitoramento ainda precisa avançar para reduzir áreas cegas na vigilância espacial.
Para enfrentar essa limitação, a agência espacial norte-americana desenvolve o Near-Earth Object Surveyor (NEOS), telescópio com lançamento previsto para 2026. O equipamento utilizará sensores infravermelhos para captar assinaturas térmicas, permitindo localizar objetos que hoje passam despercebidos pelos sistemas convencionais de rastreamento.
Asteroides desconhecidos preocupam cientistas da NASA
Como o projeto ainda não entrou em operação, sua eficácia só poderá ser medida após o início das atividades. A expectativa, no entanto, é que o novo observatório amplie de forma significativa o número de asteroides catalogados e refine os cálculos sobre trajetórias e riscos potenciais. Estimativas da própria NASA indicam que cerca de 25 mil asteroides desse porte podem circular próximos à órbita terrestre.
“O que me tira o sono são os asteroides que desconhecemos. Objetos pequenos nos atingem o tempo todo, então não nos preocupamos tanto com isso. E também não nos preocupamos tanto com os grandes, como os que vemos nos filmes, porque sabemos onde estão”, revelou a Oficial de Defesa Planetária da NASA, Kelly Fast, para o The Daily Star, reforçando que apenas 40% desses corpos já foram identificados pelas tecnologias.





