Reeleita ao posto de presidente do Palmeiras, Leila Pereira é proprietária da companhia Placar Linhas Aéreas S/A, que costuma ceder gratuitamente avião para o clube alviverde transitar. Porém, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou, na última sexta-feira (15), a certificação da empresa para operar voos comerciais no Brasil. Assim, a dirigente estará à disposição para ceder aeronaves a clubes rivais
Ao contrário do que ocorre com o Verdão, os demais times vão precisar desembolsar valores para utilizar os aviões da companhia área. Isso porque o Embraer E190-E2 está destinado ao Palmeiras e conforme as regras do Regulamento Brasileiro da Aviação Civil de número 91, voos fretados de cortesia estão proibidos de remuneração.
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Dinamizando sua fortuna, a empresa de Leila vai poder operar voos comerciais com vendas de assentos. No entanto, a configuração aprovada pela Anac não altera os moldes de subserviência diante do maior campeão do Brasileirão. “Não vou alugar para o Palmeiras. Como disse desde o começo, o Palmeiras, sempre que precisar do avião, não vai ter nenhuma despesa”, disparou a presidente em contato com o ge.
Em meio aos vários campeonatos em que o Palestra participa, a mandatária entendeu a necessidade de contornar as despesas da instituição. Sobretudo, disponibilizar a aeronave de modo gratuito contribui com a redução de custos e melhora a logística de viagens. No mais, não há pretensão de transformar a Placar Linhas Aéreas S/A em patrocinadora do clube, assim como ocorreu com a Crefisa e a Fam.
Locação do avião do Palmeiras é aprovada
Como nem todos os jogos do alviverde serão fora de suas dependências, o avião, segundo a dirigente, estará à disposição para aluguel de outros clubes e também de voos charter, mediante a pagamento. A título de curiosidade, a aeronave Embraer E190-E2 tem alcance de 5.500 quilômetros, cobrindo praticamente todos os países da América do Sul sem escalas.
A princípio, o modelo comportava 114 pessoas, mas teve os assentos reduzidos para 98, uma vez que o conforto foi colocado em primeiro plano. Avaliado em US$ 64 milhões (R$ 351,2 milhões na cotação atual), o avião foi utilizado para resgatar centenas de cachorros e gatos das enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul no ano passado.





